Púrpura trombocitopénica
"O objetivo da terapia consiste em interromper as hemorragias e elevar o número de plaquetas acima de 20.000/mm³."
DR. RAMÓN LECUMBERRI VILLAMEDIANA
CODIRETOR. SERVIÇO DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA

A púrpura trombocitopénica é uma doença caracterizada por uma diminuição das plaquetas.
É causada pelo facto de os órgãos imunológicos produzirem anticorpos contra as plaquetas, o que faz com que o baço reconheça as próprias plaquetas como células estranhas e as destrua.
Nas crianças, surge após uma infeção por vírus. A PTI aguda é mais comum em crianças entre os dois e os nove anos de idade e costuma remitir espontaneamente.

Quais são os sintomas da púrpura trombocitopénica?
Os doentes com púrpura trombocitopénica podem permanecer assintomáticos ou apresentar hemorragia cutânea persistente (sobretudo em áreas mais expostas a traumatismos) ou hemorragias das mucosas (epistáxis ou hemorragia nasal, menorragia ou hemorragia vaginal, equimoses). As hemorragias internas e as hemartroses (hemorragias articulares) são raras.
Sintomas mais frequentes:
- Hemorragias na pele e noutros órgãos.
Tem algum destes sintomas?
Pode ser que sofra de púrpura trombocitopénica
Como se diagnostica a púrpura?
O diagnóstico da púrpura trombocitopénica estabelece-se com base na história clínica, no exame físico e na contagem de plaquetas.
A hemorragia não relacionada com traumatismo geralmente não coloca problemas enquanto a contagem de plaquetas se mantiver acima de 20.000/mm3, mas pode ocorrer após traumatismos mesmo com valores de plaquetas superiores.
Os restantes estudos habituais da coagulação costumam ser normais.
Como se trata a púrpura trombocitopénica?
O tratamento está indicado nos casos com hemorragia devida a trombocitopenia ou em doentes com contagem de plaquetas inferior a 20.000/mm3. O objetivo da terapêutica é parar as hemorragias e elevar a contagem de plaquetas acima de 20.000/mm3.
O tratamento consiste em:
- Corticosteróides. A prednisona pode ser utilizada durante 6 a 3 semanas e proporciona uma taxa de sucesso até 80%.
- Esplenectomia (remoção cirúrgica do baço). A esplenectomia reserva-se para casos resistentes à terapêutica conservadora; é rara na infância. Proporciona uma taxa de sucesso de 60% a 80%.
- Fármacos imunossupressores. Utilizam-se quando a baixa contagem de plaquetas persiste apesar do tratamento com corticosteróides ou esplenectomia. O mais utilizado é o rituximab (anticorpo anti-CD20). A vincristina é outro agente usado com menor frequência.
- Gamaglobulinas IV: a gamaglobulina intravenosa, na dose de 1 g/kg/dia durante 2 dias, tem sido utilizada com sucesso em casos de PTI refratária e em situações de hemorragia grave.
- Outras opções terapêuticas. Recentemente foram aprovados novos agentes trombopoiéticos, como eltrombopag (Revolade®) e romiplostim (Nplate®). Atualmente, estão indicados em casos de PTI refratária, como opção até antes da esplenectomia.
O Serviço de Hematologia e Hemoterapia
da Clínica Universidad de Navarra
O Serviço de Hematologia da Clínica, constituído por especialistas de reconhecido prestígio nacional e internacional, integrou técnicas de diagnóstico molecular e a utilização de novos tratamentos personalizados na sua atividade assistencial, permitindo um diagnóstico mais preciso e rápido das doenças hematológicas.
O trabalho conjunto do corpo clínico e dos investigadores facilita o desenvolvimento e a aplicação de novos tratamentos e, simultaneamente, a avaliação rigorosa dos resultados terapêuticos.

Porquê na Clínica?
- Especialistas no desenvolvimento de tratamentos de Terapia Celular.
- Centro de referência internacional em linfomas, mieloma múltiplo e gamapatias monoclonais.
- Especialistas no diagnóstico e tratamento de problemas hemorrágicos e trombóticos.
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