Acidente vascular cerebral (AVC) ou ictus

"Poucas pessoas reconhecem os sinais de alerta do AVC. Em poucos minutos, pode destruir parte do cérebro e ter consequências permanentes se não for tratado a tempo."

DR. PABLO IRIMIA SIEIRA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em neurologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é um ictus?

O acidente vascular cerebral ou ictus é uma condição médica grave que ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, privando o tecido cerebral de oxigénio e de nutrientes essenciais. É um dos motivos mais frequentes de assistência neurológica urgente, provocado por uma perturbação da circulação cerebral.

A cada minuto que passa, as probabilidades de recuperação diminuem.

É uma das causas mais importantes de incapacidade permanente no adulto e a segunda causa de morte (a primeira nas mulheres). Além disso, pode provocar sequelas que afetam de forma importante a qualidade de vida.

Por tudo isto, é vital dirigir-se precocemente a um centro hospitalar para instituir o tratamento o mais rapidamente possível e tirar partido da neuroplasticidade do cérebro, que faz com que, nessas primeiras horas, seja mais fácil recuperar as funções cerebrais afetadas.

A assistência aos doentes que sofreram um ictus é assegurada por uma equipa multidisciplinar de profissionais especializados na reabilitação da lesão cerebral.

Além disso, a Clínica conta com o único check-up cardiovascular que incorpora a mais alta tecnologia de diagnóstico por imagem para quantificar com precisão o seu risco cardiovascular

Graças à dedicação em exclusivo dos nossos profissionais, é possível realizar o Check-up ICAP em menos de 48 horas, com um diagnóstico de elevada precisão.

Quais são os sintomas de um AVC?

Aproximadamente 30% dos doentes podem apresentar sintomas prévios, de alerta, de curta duração, designados "ataques isquémicos transitórios". A sua identificação é importante, pois pode evitar um enfarte cerebral posterior.

A prevenção diminui o risco

A prevenção deve ser feita em qualquer idade, mas sobretudo a partir dos 45 anos, a fim de identificar os fatores de risco: diabetes, hipercolesterolemia, tabagismo, doenças cardíacas, etc. O seu controlo reduz drasticamente o risco de AVC.

Os sintomas mais habituais são:

  • Perda de força em metade do corpo (face, braço e perna do mesmo lado).
  • Dificuldade em falar.
  • Perda de sensibilidade ou formigueiros em metade do corpo.
  • Perda súbita de visão num olho.
  • Dor de cabeça muito intensa, diferente da habitual.

Tem algum destes sintomas?

Pode ter sofrido um AVC

Que tipos de AVC existem?

Pode começar de forma súbita ou gradualmente. Se a circulação cerebral recuperar rapidamente e o AVC durar menos de 2 horas, falamos de acidente isquémico transitório e, nesse caso, a capacidade funcional recupera por completo.

Tipos de AVC ou acidente vascular cerebral:

  • Enfarte cerebral. Ocorre por obstrução do fluxo sanguíneo numa artéria (trombose, embolia), o que origina uma diminuição da perfusão nessa parte do cérebro. Aproximadamente 75% de todos os AVC são enfartes cerebrais. As suas consequências no cérebro podem ser catastróficas e os sintomas produzidos muito incapacitantes.
  • Hemorragia ou derrame cerebral. Provocada pela rutura de uma artéria.

A isquemia pode demorar várias horas a desenvolver-se e este período, denominado janela terapêutica, é um momento-chave para evitar ou minimizar o dano cerebral.

Quais são os riscos de ter um acidente vascular cerebral?

Uma vida saudável diminui o risco de sofrer um acidente vascular cerebral.

Os fatores de risco são:

  • Hipertensão arterial.
  • Doenças cardíacas.
  • Diabetes mellitus.
  • Aumento do colesterol.
  • Consumo de álcool, tabaco ou drogas (anfetaminas, cocaína, etc.).
  • Sedentarismo.
  • Obesidade.

Como se diagnostica um AVC?

<p>Imagen de prueba diagn&oacute;stica en pacientes que han sufrido un ictus&nbsp;</p>

A chegada do doente a um hospital nas primeiras 6 horas após o início do AVC é fundamental para reduzir as complicações em 25-30%.

O diagnóstico do acidente vascular cerebral (AVC) baseia-se numa avaliação por um especialista e, sobretudo, na realização de exames de neuroimagem (scanner e ressonância magnética cerebral), ecodoppler dos troncos supra-aórticos e doppler transcraniano.

O estudo carotídeo permite diagnosticar se a causa foi a formação de um trombo nos vasos sanguíneos que interrompeu o fluxo sanguíneo e, assim, avaliar os tratamentos preventivos mais específicos, como uma endarterectomia carotídea ou a terapêutica endovascular.

A Clínica dispõe de uma equipa de profissionais especializada em doenças cerebrovasculares, que tem os meios e realiza imediatamente todos os exames de imagem necessários. Além disso, todos os doentes são monitorizados de forma contínua para detetar precocemente fatores que possam agravar o AVC, instituir o tratamento específico adequado e vigiar a evolução.

Como se trata o AVC?

O tratamento do AVC deve restabelecer o fluxo sanguíneo e prevenir recorrências

O doente com AVC em fase aguda deve ser tratado num serviço de Neurologia, preferencialmente com uma Unidade de Neurorreabilitação. Isto diminui a mortalidade e melhora a evolução.

Durante a fase aguda, o tratamento consiste em dissolver os trombos formados. Pode ser feito de diferentes formas:

  • Tratamento farmacológico. Administram-se fármacos fibrinolíticos (rt-PA) por via venosa e, por vezes, arterial.
  • Tratamento cirúrgico. Por vezes, será necessário realizar uma intervenção para remover a placa de ateroma formada ou dilatar a artéria através de uma angioplastia com stent. Introduz-se um cateter cuja extremidade termina num pequeno balão insuflável que, ao insuflar, comprime a placa contra as paredes arteriais.
  • Se o AVC for hemorrágico, o tratamento adequado é a embolização do aneurisma com coils, dispositivos/substâncias que ocluem as artérias danificadas e impedem que volte a romper.

Também será necessário tratar e prevenir os fatores de risco para evitar novos episódios: hipertensão arterial, doenças cardíacas, diabetes mellitus, etc.

Neurorreabilitação: um processo dinâmico para alcançar a maior independência.

O neurologista e o médico fisiatra realizam controlos periódicos e avaliam o doente para que, juntamente com o fisioterapeuta, o terapeuta ocupacional, o neuropsicólogo e o assistente social, consigam a menor dependência possível do doente no desempenho das suas atividades.

No tratamento, a reabilitação motora ocupa um lugar fundamental, realizada por fisioterapeutas desta unidade de neurorreabilitação.

O terapeuta ocupacional ensina o doente a melhorar e otimizar a capacidade que permanece após o dano cerebral e a conseguir a melhor adaptação para realizar as atividades do dia a dia, apesar do défice que apresente. Para isso, criam-se estratégias de compensação para que o doente desenvolva atividades quotidianas básicas e instrumentais.

Além disso, o trabalho do terapeuta ocupacional e da equipa responsável pela terapia passa por aconselhar os familiares do doente sobre como ajudá-lo a reintegrar-se nestas atividades.

Quando um doente sofre um acidente vascular cerebral podem ficar várias sequelas que é importante tratar para conseguir a melhor adaptação possível no desempenho das suas atividades diárias.

Existe uma grande diferença entre os doentes com dano cerebral que seguem um tratamento de neurorreabilitação numa unidade especializada e aqueles que não o fazem.

Além disso, é importante que tanto o doente como a sua família conheçam e aprendam uma série de cuidados e conselhos que podem facilitar a adaptação do doente em casa.

O Departamento de Neurologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Neurologia tem uma vasta experiência no diagnóstico e tratamento multidisciplinar das doenças neurológicas.

Oferecemos um diagnóstico em menos de 72 h, juntamente com uma proposta de tratamento personalizado e um acompanhamento pós-consulta do doente por parte da nossa equipa de enfermagem especializada.

Dispomos da tecnologia mais avançada para um diagnóstico preciso, com equipamentos de vanguarda como o HIFU, dispositivos de estimulação cerebral profunda, video-EEG, PET e cirurgia da epilepsia, entre outras.

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Assistência diagnóstica de vanguarda com forte atividade em investigação e docência.
  • Equipa de enfermagem especializada.
  • Trabalhamos em estreita articulação com a Unidade do Sono.

A nossa equipa de profissionais

Especialistas em Neurologia com experiência no tratamento de um AVC e das suas sequelas

Rastreio Cardiovascular
ICAP

INTEGRATED CARDIOVASCULAR
ASSESSMENT PROGRAM

Uma nova abordagem do risco cardiovascular

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