Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção
"Dispomos da tecnologia mais avançada, como os blocos operatórios híbridos, que nos permitem realizar procedimentos hemodinâmicos com a máxima precisão e segurança."
DR. RAFAEL JOSÉ RUIZ SALMERÓN RESPONSÁVEL. UNIDADE DE HEMODINÂMICA E CARDIOLOGIA DE INTERVENÇÃO

A Unidade de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção da Clínica Universidad de Navarra dispõe da tecnologia mais avançada para o diagnóstico e tratamento de doenças cardíacas, tanto na sua sede de Pamplona como em Madrid.
A realização de cateterismos, na maioria dos doentes por acesso radial (através de uma artéria do pulso), permite identificar se existem obstruções significativas nas artérias coronárias. Caso isso aconteça, dispomos de técnicas de última geração para avaliar a necessidade de implantar “stents” (endopróteses metálicas) farmacológicas que resolvam o problema.
A Unidade de Hemodinâmica e Cardiologia de Intervenção dispõe de um programa integral de tratamento de cardiopatias estruturais, que inclui as patologias valvulares (implante de TAVI – válvula aórtica), estruturais (fecho de foramen ovale patente, fecho de auriculeta esquerda) e congénitas (comunicação interauricular, comunicação interventricular, ductus arteriosus persistente, coartação da aorta).
A Unidade de Cardiologia de Intervenção da Clínica Universidad de Navarra, tal como o resto dos departamentos da Clínica, oferece um atendimento personalizado ao doente, com grande eficácia e eficiência.
Não temos lista de espera para as intervenções, que podem ser realizadas imediatamente após o diagnóstico ou no momento em que o doente tenha maior disponibilidade.
O tratamento de cardiologia de intervenção é menos agressivo para o doente, com uma recuperação mais rápida, menor tempo de internamento e menos sequelas do que a cirurgia cardíaca.

Procedimentos de vanguarda com a máxima segurança
A intervenção percutânea nas lesões das artérias coronárias é, atualmente, o pilar fundamental do tratamento da doença coronária.
O procedimento consiste no acesso com um cateter (tubo flexível muito fino), através de uma punção na artéria radial ou femoral, até chegar à origem das artérias coronárias na aorta, junto ao coração. De seguida, as zonas estreitas ou obstruídas são geralmente dilatadas com um pequeno balão e, depois, é implantado um ou mais stents para obter um resultado ótimo. O stent permite que a obstrução não reapareça em mais de 95% das lesões.
Em alguns casos, quando a doença das artérias coronárias é muito grave, recorre-se à cirurgia cardíaca aberta, mas atualmente isso é cada vez menos frequente.
Existem múltiplos tipos de stents (endopróteses metálicas de várias ligas), de diferentes tamanhos e comprimentos, para se adaptarem a todas as lesões e artérias. Todos têm associado um fármaco antiproliferativo que inibe a reação da artéria ao implante, para evitar a recorrência da obstrução, e são altamente seguros e eficazes.
No nosso centro, a taxa de sucesso das lesões tratadas é superior a 98%
A guia de pressão é uma técnica de diagnóstico invasiva que permite avaliar, de forma muito fiável, a gravidade das lesões coronárias, para apoiar a decisão sobre quais necessitam de um procedimento de revascularização.
A sua utilização é simples, pois trata-se de um fio muito fino com um sensor na extremidade distal, que é introduzido através de um cateter na artéria coronária, para além da zona a avaliar.
Existem várias técnicas semelhantes (FFR, iFR) que demonstraram, em estudos científicos relevantes, elevada eficácia diagnóstica e excelente correlação prognóstica, conforme suportado pelas orientações europeias de revascularização coronária.
Dispomos destas 2 técnicas de imagem intracoronária, que permitem avaliar com grande precisão a composição da placa de ateroma ou a presença de situações anatómicas que não podem ser identificadas apenas com a angiografia (disseções coronárias, hematomas intracoronários, trombos, aneurismas).
A resolução das imagens obtidas é de elevada qualidade, sendo inclusive realizadas reconstruções tridimensionais, e permite também confirmar o resultado adequado das intervenções após a implantação de stents.
Demonstraram grande utilidade no tratamento de casos complexos.
Os resultados desta técnica demonstraram ser superiores aos da cirurgia aberta clássica em muitos doentes, sobretudo nos com mais de 75 anos e naqueles com outras patologias graves. Está inclusive a ser utilizada para tratar próteses prévias que degeneraram.
O protocolo para implantar uma TAVI requer um TAC específico para avaliar o tamanho necessário da nova válvula e confirmar que existe um acesso adequado por via femoral. O procedimento é, em geral, realizado com sedação (não requer anestesia geral) e a recuperação é muito rápida.
Em alguns casos (<10%), é necessário implantar posteriormente um pacemaker, se se confirmar uma alteração do ritmo cardíaco.
Estes defeitos do septo interauricular podem ser reparados por cateterismo em mais de 95% dos casos, quando existe indicação para tal. São habitualmente utilizados dispositivos específicos de uma liga metálica (nitinol), biocompatíveis e muito eficazes.
No caso do FOP, existe evidência científica a favor do seu encerramento em doentes que sofreram um evento neurológico (AVC) de causa inexplicada. A eficácia do procedimento e a sua segurança são muito elevadas.
No caso da CIA, os defeitos são de maior dimensão e requerem dispositivos específicos. A intervenção realiza-se por acesso venoso femoral e é guiada por ecografia transesofágica ou intracardíaca, para confirmar o correto posicionamento do dispositivo escolhido.
Em ambos os procedimentos, o internamento é geralmente de apenas 24 horas e a recuperação é muito rápida.
Esta técnica é cada vez mais utilizada para evitar a toma de medicamentos anticoagulantes, sobretudo em doentes que sofreram hemorragias graves relacionadas com a anticoagulação (hemorragias digestivas ou cerebrais, sobretudo).
Consiste na implantação de um dispositivo que oclui o apêndice auricular esquerdo, uma pequena bolsa dentro da aurícula esquerda, onde se formam frequentemente trombos (coágulos), especialmente em doentes com arritmias como a fibrilhação auricular.
O procedimento realiza-se sob anestesia geral e é guiado por ecografia transesofágica, com acesso pela veia femoral. A taxa de sucesso é superior a 95%.
A alta é habitualmente precoce, às 24 horas, com recuperação rápida.
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CARDIOLOGIA DE INTERVENÇÃO
Sala de Hemodinâmica digitalizada
A sala de hemodinâmica está totalmente digitalizada e é designada laboratório de cateterismos ou de cardiologia de intervenção, uma vez que estão a ser realizadas, cada vez mais, explorações e tratamentos mais complexos.
Ecografia intracoronária (IVUS)
Avalia a parede arterial coronária normal e as alterações ateroscleróticas na anatomia e nas dimensões da artéria coronária.
Histologia virtual
Imagens a cores que localizam mais claramente o conteúdo gordo (lipídico) da placa de ateroma, estimando melhor a sua vulnerabilidade.
Tomografia de coerência ótica
Imagem de alta resolução que utiliza luz de uma fonte laser para explorar estruturas microscópicas em tecidos biológicos, como um scanner.

Porquê na Clínica?
- Cardiologistas que são referência a nível internacional.
- Tecnologia de vanguarda para a máxima precisão.
- Procedimentos minimamente invasivos para uma recuperação rápida dos nossos doentes.
A nossa equipa de profissionais
Investigação
Novos avanços no tratamento
A investigação é uma peça-chave do Departamento de Cardiologia na sua procura de oferecer os melhores cuidados ao doente; por isso, tem em curso diversos ensaios clínicos relacionados com diferentes patologias cardíacas.
Participar nestes ensaios abre novas possibilidades para os doentes, com acesso aos mais recentes avanços terapêuticos.