Cirurgia da epilepsia
"A decisão sobre a adequação de operar um doente para controlar a epilepsia deve ser tomada no seio de uma equipa multidisciplinar, avaliando cuidadosamente os riscos e benefícios da intervenção."
DRA. ANA ARANSAY GARCÍA ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

O que é a cirurgia da epilepsia?
A cirurgia da epilepsia requer uma equipa multidisciplinar. A seleção do candidato cirúrgico, bem como a avaliação pré-cirúrgica com monitorização vídeo-EEG, RMN funcional e até monitorização invasiva, são aspetos fundamentais para prever o sucesso da cirurgia, pois permitem identificar a zona lesional epileptogénica.
A cirurgia mais frequentemente utilizada é a hipocampectomia (extirpação do polo temporal abaixo da primeira circunvolução temporal) e exérese subpial do hipocampo, córtex entorrinal e amígdala. Todo este segmento pode ter cerca de 3 cm de comprimento.
Os resultados da cirurgia são validados por escalas e pela redução da medicação antiepilética.

Quando está indicada a cirurgia para a epilepsia?
Entre os tipos de epilepsia, a mais frequente é a do lobo temporal e é o único tipo de doença curável.
O tratamento farmacológico consegue controlar 80% dos doentes com crises do lobo temporal, mas os restantes não respondem a diferentes tratamentos antiepiléticos baseados em fármacos.
Os restantes doentes (cerca de 20%) que não respondem aos fármacos são candidatos à intervenção. Destes, 75% podem melhorar com a cirurgia.
Indicações mais frequentes da cirurgia da epilepsia
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar-lhe uma cirurgia da epilepsia
Como se realiza a cirurgia da epilepsia?
Procedimento da cirurgia da epilepsia
Resseção
Consiste em remover uma parte do tecido cerebral, com ou sem uma lesão visível, relacionada com a origem das crises epiléticas. Trata-se de crises focais, que na maioria das vezes respondem muito bem ao tratamento cirúrgico.
Cirurgia funcional
Secciona apenas as vias nervosas que ligam as zonas onde se produzem as descargas epiléticas ao resto do cérebro. Impede que as crises se generalizem, isolando a zona epilética.
É uma opção menos bem-sucedida e mais arriscada. Por esse motivo, é utilizada em doentes com crises que comprometem muito a sua qualidade de vida, que não respondem a outros tratamentos e nos quais não é possível efetuar a exérese do foco.
O objetivo fundamental da cirurgia é curar a epilepsia ou, se tal não for possível, transformar uma epilepsia resistente ou intratável numa epilepsia sensível ou tratável. A suspensão dos fármacos é secundária.
Estas cirurgias requerem um centro hospitalar de elevada especialização, uma vez que é necessária a colaboração interdepartamental de neurologistas, neurofisiologistas, neurocirurgiões, etc.
Os avanços técnicos na cirurgia permitiram que, por vezes, o doente possa ser operado com anestesia local e que o internamento pós-cirúrgico seja muito mais breve.
Recuperação após a cirurgia da epilepsia
Após a intervenção, o doente ficará internado aproximadamente 5-7 dias para observar e confirmar que tudo decorre com normalidade.
Serão realizados controlos neurofisiológicos e uma ressonância magnética. Após este período, as suturas são removidas e é concedida a alta hospitalar.
Posteriormente, o doente deve manter seguimento no Departamento de Neurologia e Neurocirurgia. A medicação que tomava anteriormente não costuma ser suspensa, pelo menos até perfazer um ano.
O Departamento de Neurocirurgia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Neurocirurgia conta com especialistas com vasta experiência assistencial e investigadora e com a tecnologia mais avançada.
Somos o primeiro centro espanhol a incorporar Ressonância Magnética intraoperatória de alto campo (3T). Isto permite a máxima precisão e controlo na cirurgia craniana.
Somos o centro médico espanhol com maior experiência em cirurgia da doença de Parkinson através de estimulação cerebral profunda. Dispomos da mais recente tecnologia com ultrassons focalizados (HIFU) e de ampla experiência no tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson sem incisão.
Tratamentos que realizamos
- Alterações da circulação do líquido cefalorraquidiano
- Bombas de infusão
- Cirurgia da epilepsia
- Estimulação cerebral profunda
- HIFU, ultrassons de alta intensidade
- Nevralgia do trigémeo
- Neurocirurgia pediátrica
- Neuronavegação da coluna
- Patologia da coluna
- Tumores cerebrais
- Tumores hipofisários

Porquê em Navarra?
- Primeiro centro espanhol com uma ressonância magnética intraoperatória de alto campo (3T).
- Cirurgia de precisão e minimamente invasiva.
- Especialistas na utilização de HIFU para o tratamento do tremor.