Cirurgia coronária

"Para prevenir o enfarte, é necessário mudar o estilo de vida: não fumar, adotar uma alimentação saudável, praticar exercício físico regularmente e tratar tanto a hipertensão como o colesterol elevado."

DR. JUAN JOSÉ GAVIRA GÓMEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CARDIOLOGÍA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em cardiologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é um bypass cardíaco?

A cirurgia de bypass coronário consiste em derivar o fluxo sanguíneo interrompido pela obstrução de uma artéria coronária (bypass), utilizando vasos (enxertos) do próprio doente, quer de uma perna (enxerto safeno), quer do tórax (artéria mamária).

A intervenção mais frequente é realizada nas seguintes situações:

  • Doentes que apresentam obstrução do tronco da coronária esquerda (vaso principal que dá duas ramificações e que irriga a totalidade do ventrículo esquerdo).
  • Em casos de obstrução proximal de duas ou três artérias coronárias (coronária direita, circunflexa ou descendente anterior).
  • Em situações de obstrução proximal da descendente anterior em que é impossível uma angioplastia coronária.
  • Ao realizar esta ligação abaixo da obstrução, conseguimos levar sangue às zonas pouco irrigadas do coração e, assim, permitir que este se recupere corretamente. Esta operação para colocar um bypass é efetuada sem tocar na zona estreitada.
Imagen del icono de la consulta de Segunda Opinión. Clínica Universidad de Navarra

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Quando está indicada a cirurgia coronária?

As doenças das artérias coronárias e as suas complicações representam a principal causa de morte no Ocidente.

A obstrução ocorre quando se depositam acumulações de gordura, chamadas placa de ateroma, que podem impedir que o coração obtenha sangue e oxigénio suficientes.

Esta placa é composta por colesterol, compostos gordos, cálcio e material fibrótico. Forma-se nas artérias, ao longo dos anos, através de um processo chamado aterosclerose. O tabaco, o colesterol, a hipertensão e a diabetes são fatores de risco.

Quando a obstrução das artérias coronárias é parcial ou total, o sangue não tem oxigénio suficiente para que o coração possa desempenhar a sua função de forma adequada. É então que surgem os sintomas de opressão torácica, sensação de falta de ar, etc.

Indicações mais frequentes de cirurgia coronária

Tem alguma destas doenças?

Pode ser necessário realizar-lhe um bypass coronário

Como se realiza a cirurgia coronária?

Procedimento do bypass coronário

A operação, que costuma durar várias horas, realiza-se sob anestesia geral e através de uma incisão na parte anterior do tórax. Pode necessitar do apoio de circulação sanguínea extracorporal.

Com o coração parado, procede-se à sutura do enxerto ao vaso coronário. Após realizar as ligações, restabelece-se a circulação sanguínea e fecha-se o tórax.

Segurança da intervenção

Entre os avanços que, nos últimos anos, melhoraram a eficácia e a segurança das nossas intervenções, destacam-se:

  • Equipa médica treinada na realização de cirurgias coronárias sem circulação extracorporal, que se realizam sem interromper a circulação, com a ajuda de um aparelho que imobiliza parcialmente o coração e permite efetuar as suturas.
  • Utilização de enxertos exclusivamente arteriais: técnica em que se utilizam apenas as artérias mamárias internas (localizadas de ambos os lados do esterno), com melhores resultados a longo prazo e redução das complicações em doentes diabéticos, uma vez que não se utilizam as veias das pernas.
  • Colheita de enxertos venosos (safena) por videoscopia: método através do qual se remove a veia da perna do próprio doente através de uma pequena incisão, com diminuição significativa da dor e uma recuperação mais rápida.

Preparativos prévios à intervenção

A maioria dos doentes será internada no hospital no dia anterior à intervenção ou, em alguns casos, na própria manhã da intervenção.

Ser-lhe-á pedido que tome banho na noite anterior, a fim de reduzir a quantidade de microrganismos na pele. Após o internamento, será lavado, desinfetado com um antisséptico e, se necessário, será depilada a zona operatória.

O risco de complicações da anestesia é menor se o doente estiver em jejum. Por isso, ser-lhe-á pedido que não coma nem beba nada depois da meia-noite do dia anterior à intervenção. Se comer ou beber alguma coisa, é importante que o comunique ao anestesiologista e ao cirurgião.

Se fuma, o médico pedir-lhe-á que deixe de fumar, pelo menos, duas semanas antes da intervenção. Fumar antes de uma intervenção cirúrgica pode originar problemas relacionados com a coagulação do sangue e a respiração.

Recuperação após um bypass coronário

A permanência no hospital costuma ser de, aproximadamente, uma semana. Após a operação, o doente costuma permanecer um dia na unidade de cuidados intensivos, onde será monitorizada a função cardíaca. No total, terá de ficar internado entre 5 e 7 dias.

Após uma operação de bypass, o doente deverá limitar o consumo de gordura e colesterol. O médico poderá aconselhar caminhar ou nadar para recuperar forças. Também é possível que recomende um programa de reabilitação cardíaca. Estes programas podem ajudar a implementar alterações no estilo de vida, tais como adotar um novo regime alimentar, iniciar um plano de exercício físico, deixar de fumar e aprender a controlar melhor o stress.

O objetivo desta intervenção é permitir um aporte adequado de sangue e oxigénio ao coração para evitar a angina e reduzir o risco de enfarte. Em qualquer caso, a intervenção não impede que a obstrução coronária volte a ocorrer. Para o evitar, é necessário mudar o estilo de vida: não fumar, manter uma alimentação saudável, praticar exercício regularmente e tratar tanto a hipertensão como o colesterol elevado.

Se o trabalho do doente não exigir grande esforço físico, poderá retomar a atividade em 4 a 6 semanas. Se, pelo contrário, desempenhar uma função fisicamente exigente, possivelmente terá de esperar mais tempo.

Entre 70% e 80% dos doentes operados estão livres de sintomas 10 anos após a intervenção.

O Departamento de Cirurgia Cardíaca
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Cirurgia Cardíaca da Clínica é respaldado pela sua vasta experiência de mais de 50 anos. É pioneiro na introdução dos procedimentos mais complexos e das técnicas mais vanguardistas.

Os nossos cirurgiões são especialistas com formação em centros internacionais de referência, que conjugam a aplicação das técnicas mais recentes com um acompanhamento personalizado dos nossos doentes.

Contamos, além disso, com uma equipa de enfermeiros altamente especializada, tanto em aspetos cirúrgicos como clínicos.

Tratamentos que realizamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Pioneiros em procedimentos e técnicas avançadas.
  • Implantação do primeiro coração artificial total em Espanha, no ano de 2016.
  • Especialistas formados em centros internacionais de referência a nível nacional.