Histeroscopia (diagnóstica e cirúrgica)

«A histeroscopia cirúrgica pode ser realizada em regime ambulatório quando a lesão a remover é particularmente pequena e apresenta baixo risco de complicações.»

DR. JOSÉ ÁNGEL MÍNGUEZ MILIO
CODIRETOR. DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Obstetrícia e Ginecologia. Clínica Universidad de Navarra

O que é uma histeroscopia?

A histeroscopia é um procedimento diagnóstico que permite a visualização direta do canal cervical e da cavidade uterina.

A histeroscopia em consulta ou ambulatória é uma técnica que permite diagnosticar e tratar grande parte da patologia uterina intracavitária num só ato, deixando para o bloco operatório casos muito selecionados.

A histeroscopia diagnóstica consiste em introduzir uma lente (histeroscópio) através do colo do útero para visualizar a cavidade uterina.

À lente pode ser adaptada uma câmara e esta ser ligada a um monitor para tornar a exploração mais simples. Do mesmo modo, pode ser adaptado um vídeo para gravar as imagens que vão sendo obtidas.

Quando a mesma técnica histeroscópica é utilizada para recolher amostras, ressecar formações endometriais ou intervir, denomina-se cirúrgica.

Imagen del icono de la consulta de Segunda Opinión. Clínica Universidad de Navarra

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Quando está indicada a histeroscopia?

A histeroscopia serve para estudar o endométrio, morfológica e funcionalmente.

Está indicada:

  • Quando existem alterações do ciclo menstrual e metrorragias.
  • Para a realização de estudos de esterilidade ou infertilidade (abortos de repetição).
  • Para o diagnóstico de alterações morfológicas da cavidade uterina (pólipos, miomas, hiperplasia).
  • Para localizar corpos estranhos ou restos placentários.
  • Para realizar o estudo e controlo de malformações uterinas (septos).

Doenças em que é solicitada uma histeroscopia:

Tem alguma destas doenças?

Pode ser necessário realizar-lhe uma histeroscopia

Como se realiza a histeroscopia?

Realização da histeroscopia

A doente deita-se em posição ginecológica e é colocado um espéculo para alargar a abertura vaginal. Em seguida, limpa-se a vagina e o colo do útero com uma solução de iodo e prende-se o colo para o fixar.

De seguida, adapta-se o histeroscópio ao canal através do orifício cervical externo e vai-se introduzindo lentamente, fazendo com que o gás ou o meio de distensão dilate o orifício cervical interno.

Como a cavidade uterina é um espaço virtual (está fechada, salvo se algo a distender), é necessário utilizar, durante a histeroscopia, um meio que distenda essa cavidade.

Atualmente, os meios utilizados são de dois tipos: gasosos (CO2) ou líquidos — soro fisiológico, solução de glicina a 3%, dextrano. Na histeroscopia diagnóstica, utiliza-se geralmente CO2 ou soro fisiológico.

Por vezes, é necessário administrar anestesia no colo do útero através de injeções no próprio colo.

Contraindicações da histeroscopia

Contraindicações absolutas:

  • Estar grávida.
  • Antecedente recente de infeção pélvica aguda ou de repetição reativada por alguma técnica diagnóstica semelhante.

Contraindicações relativas:

  • Lesão uterina recente (perfuração ou presença de tumor maligno dentro do útero).

Possíveis riscos da histeroscopia

São riscos pouco frequentes:

  • Pode ocorrer uma reação vasovagal (diminuição da pressão arterial) devido à dor provocada durante o exame.
  • Se for especialmente difícil a entrada na cavidade uterina por estenose (estreitamento) do orifício cervical interno, pode favorecer a criação de uma falsa via, ou seja, a introdução do histeroscópio por uma zona diferente do orifício cervical interno. É difícil que aconteça quando é realizada sem anestesia ou com pouca anestesia local.
  • Pode ocorrer um orifício na parede uterina (perfuração uterina).
  • Embolia de CO2. Consiste na passagem do meio de distensão gasoso para a circulação geral. Ocorre geralmente quando existe uma hemorragia importante durante o exame e a pressão do gás é elevada. Pode ser uma complicação importante que requer internamento e oxigenação da doente.
  • Hemorragia.
  • Infeções endometriais ou endometrite (complicação tardia e pouco frequente).

O Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
da Clínica Universidad de Navarra

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