Histeroscopia (diagnóstica e cirúrgica)
«A histeroscopia cirúrgica pode ser realizada em regime ambulatório quando a lesão a remover é particularmente pequena e apresenta baixo risco de complicações.»
DR. JOSÉ ÁNGEL MÍNGUEZ MILIO CODIRETOR. DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

O que é uma histeroscopia?
A histeroscopia é um procedimento diagnóstico que permite a visualização direta do canal cervical e da cavidade uterina.
A histeroscopia em consulta ou ambulatória é uma técnica que permite diagnosticar e tratar grande parte da patologia uterina intracavitária num só ato, deixando para o bloco operatório casos muito selecionados.
A histeroscopia diagnóstica consiste em introduzir uma lente (histeroscópio) através do colo do útero para visualizar a cavidade uterina.
À lente pode ser adaptada uma câmara e esta ser ligada a um monitor para tornar a exploração mais simples. Do mesmo modo, pode ser adaptado um vídeo para gravar as imagens que vão sendo obtidas.
Quando a mesma técnica histeroscópica é utilizada para recolher amostras, ressecar formações endometriais ou intervir, denomina-se cirúrgica.

Quando está indicada a histeroscopia?
A histeroscopia serve para estudar o endométrio, morfológica e funcionalmente.
Está indicada:
- Quando existem alterações do ciclo menstrual e metrorragias.
- Para a realização de estudos de esterilidade ou infertilidade (abortos de repetição).
- Para o diagnóstico de alterações morfológicas da cavidade uterina (pólipos, miomas, hiperplasia).
- Para localizar corpos estranhos ou restos placentários.
- Para realizar o estudo e controlo de malformações uterinas (septos).
Doenças em que é solicitada uma histeroscopia:
- Estudos de infertilidade ou esterilidade
- Metrorragias
- Miomas uterinos
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar-lhe uma histeroscopia
Como se realiza a histeroscopia?
Realização da histeroscopia
A doente deita-se em posição ginecológica e é colocado um espéculo para alargar a abertura vaginal. Em seguida, limpa-se a vagina e o colo do útero com uma solução de iodo e prende-se o colo para o fixar.
De seguida, adapta-se o histeroscópio ao canal através do orifício cervical externo e vai-se introduzindo lentamente, fazendo com que o gás ou o meio de distensão dilate o orifício cervical interno.
Como a cavidade uterina é um espaço virtual (está fechada, salvo se algo a distender), é necessário utilizar, durante a histeroscopia, um meio que distenda essa cavidade.
Atualmente, os meios utilizados são de dois tipos: gasosos (CO2) ou líquidos — soro fisiológico, solução de glicina a 3%, dextrano. Na histeroscopia diagnóstica, utiliza-se geralmente CO2 ou soro fisiológico.
Por vezes, é necessário administrar anestesia no colo do útero através de injeções no próprio colo.
Contraindicações da histeroscopia
Contraindicações absolutas:
- Estar grávida.
- Antecedente recente de infeção pélvica aguda ou de repetição reativada por alguma técnica diagnóstica semelhante.
Contraindicações relativas:
- Lesão uterina recente (perfuração ou presença de tumor maligno dentro do útero).
Possíveis riscos da histeroscopia
São riscos pouco frequentes:
- Pode ocorrer uma reação vasovagal (diminuição da pressão arterial) devido à dor provocada durante o exame.
- Se for especialmente difícil a entrada na cavidade uterina por estenose (estreitamento) do orifício cervical interno, pode favorecer a criação de uma falsa via, ou seja, a introdução do histeroscópio por uma zona diferente do orifício cervical interno. É difícil que aconteça quando é realizada sem anestesia ou com pouca anestesia local.
- Pode ocorrer um orifício na parede uterina (perfuração uterina).
- Embolia de CO2. Consiste na passagem do meio de distensão gasoso para a circulação geral. Ocorre geralmente quando existe uma hemorragia importante durante o exame e a pressão do gás é elevada. Pode ser uma complicação importante que requer internamento e oxigenação da doente.
- Hemorragia.
- Infeções endometriais ou endometrite (complicação tardia e pouco frequente).
O Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
da Clínica Universidad de Navarra
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- Incontinência urinária e fecal
- Massas anexiais
- Menopausa
- Miomas uterinos
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