Neuropatia na diabetes
«O diagnóstico é feito através da realização de um exame de velocidade de condução nervosa.»
DR. JAVIER ESCALADA SAN MARTÍN
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA E NUTRIÇÃO

O que é a neuropatia diabética?
A presença de níveis inadequados de glicose no sangue e de outros fatores que ocorrem com frequência em pessoas com diabetes (hipertensão arterial, hipercolesterolemia...) podem alterar as fibras nervosas de qualquer localização, dando origem a um grupo de perturbações que apresentam características específicas consoante os nervos afetados e que, em conjunto, se designam por neuropatias diabéticas.
Existem pelo menos três grandes tipos: neuropatia sensitivo-motora (as formas mais típicas e frequentes), neuropatia autonómica e mononeuropatias.

Quais são os sintomas da neuropatia diabética?
Tal como acontece com a diabetes, as fases iniciais da neuropatia diabética são habitualmente assintomáticas, mesmo durante anos.
No tipo mais frequente de neuropatia diabética, a neuropatia sensitivo-motora, os sintomas iniciais incluem perda de sensibilidade, perceção incorreta das sensações táteis e, em alguns casos, dor ao mínimo contacto com a pele. Isto ocorre habitualmente nos pés e nas mãos, sobretudo durante a noite.
Podem surgir digestões lentas e pesadas ou alterações do ritmo intestinal (diarreia e/ou obstipação). Em algumas situações, a neuropatia diabética afeta o controlo do sistema cardiovascular, originando síncopes ou hipotensão arterial ao levantar-se bruscamente.
As mononeuropatias diabéticas podem afetar isoladamente qualquer nervo, originando paralisia de um lado da face, alteração do movimento de um olho, paralisia e/ou dor numa região anatómica específica.
Os sintomas mais habituais são:
- Perda de sensibilidade nas extremidades.
- Perceção incorreta de estímulos táteis na pele.
- Digestões lentas e pesadas.
- Síncopes, hipotensão arterial.
Tem diagnóstico de diabetes?
Recorde que é importante realizar controlos periódicos com o seu endocrinologista
Quais são as causas da neuropatia diabética?
Embora os mecanismos íntimos responsáveis pelo seu aparecimento não sejam completamente conhecidos, sabe-se que a fibra nervosa sofre alterações estruturais devido à acumulação de substâncias resultantes do metabolismo excessivo da glicose, o que condiciona a perda do revestimento normal das fibras nervosas: a mielina.
A perda desta bainha protetora provoca um atraso na capacidade de transmissão da informação nervosa. Para além deste mecanismo direto, os vasos que irrigam os nervos podem sofrer obstrução por mecanismos comuns a outras complicações crónicas da diabetes.
Qual é o prognóstico da neuropatia diabética?
Infelizmente, atualmente não existe nenhum tratamento específico para a neuropatia diabética que permita prevenir o seu aparecimento ou reverter as alterações das fibras nervosas.
Estão a ser investigadas abordagens farmacológicas (fatores de crescimento nervoso e outros) que poderão vir a ser utilizadas nos próximos anos. Têm existido, contudo, avanços significativos no controlo da dor associada a alguns destes casos, que por vezes é de intensidade muito elevada e não responde às medidas habituais.
Do mesmo modo, podem ser utilizados sistemas eletrónicos de estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS), que produzem estímulos elétricos contínuos de forma controlada, superando a capacidade do sistema nervoso de transmitir a informação dolorosa ao cérebro.
Como se diagnostica a neuropatia diabética?
Quando o médico deteta sintomas ou sinais de neuropatia diabética sensitivo-motora, pode confirmá-los através da realização de um estudo da velocidade de condução nervosa, que consiste na determinação da velocidade de transmissão de pequenas correntes elétricas ao longo dos nervos avaliados.
Para o estudo da afetação de outros nervos (neuropatia autonómica ou mononeuropatias), são necessários estudos funcionais específicos dos órgãos afetados, como o coração ou o estômago.
Como se trata a neuropatia diabética?
O tratamento precoce é a melhor forma de travar a evolução
A neuropatia diabética deve ser prevenida ou estabilizada através de um controlo da diabetes o mais rigoroso possível.
Nos casos de neuropatia diabética dolorosa, que por vezes pode provocar dor intensa e incapacitante, utilizam-se diversos tratamentos analgésicos, frequentemente em associação: anti-inflamatórios, anticonvulsivantes, anestésicos locais, entre outros.
Nos casos de neuropatia dolorosa sem resposta a estes fármacos, recorrem-se a sistemas eletrónicos de estimulação nervosa elétrica transcutânea (TENS), que, ao aplicarem pequenas correntes de forma programada, impedem a transmissão da informação dolorosa através das raízes nervosas afetadas.
O Departamento de Endocrinologia e Nutrição
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento está organizado em unidades assistenciais, com especialistas totalmente dedicados ao estudo diagnóstico e ao tratamento deste tipo de doenças.
Trabalhamos com protocolos estabelecidos, que permitem que todos os exames de diagnóstico necessários sejam realizados no mais curto prazo possível e que se inicie, o mais rapidamente possível, o tratamento mais adequado em cada caso.
Organizados em unidades assistenciais
- Área de Obesidade.
- Unidade de Diabetes.
- Unidade de Doenças da Tiroide e Paratiroide.
- Unidade de Osteoporose
- Outras doenças: p. ex., síndrome de Cushing.

Porquê na Clínica?
- Centro de Excelência Europeu no diagnóstico e tratamento da Obesidade.
- Equipa de enfermeiros especializados no Hospital de Dia de Endocrinologia e Nutrição.
- Dispomos de um Laboratório de Investigação Metabólica de reconhecido prestígio internacional.