Esclerose múltipla
"É recomendável que tanto o próprio paciente como os seus familiares adoptem uma atitude de adaptação à nova situação e não de confronto."
DR. JAIME GÁLLEGO PÉREZ DE LARRAYA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA

A esclerose múltipla (EM) é a mais comum das doenças inflamatórias que danificam a bainha das fibras nervosas (mielina) do Sistema Nervoso Central (SNC). Nos adultos jovens ocupa o primeiro lugar entre as perturbações neurológicas que causam incapacidade.
A esclerose múltipla implica preferencialmente a destruição da bainha mielínica das fibras nervosas, embora também sejam danificadas as próprias fibras nervosas (axónios), no sistema nervoso central.
Afeta o encéfalo e a medula espinal de forma disseminada, com certa predileção pelos nervos óticos, substância branca do cérebro, tronco cerebral e medula espinal.

Quais são os sintomas da esclerose múltipla?
A doença pode manifestar-se e evoluir com sintomas diferentes, consoante a localização das placas. O curso pode ser por surtos, com remissão parcial ou completa (forma recidivante-remitente), ou progressivo (forma primariamente progressiva). Há pessoas que permanecem praticamente assintomáticas após muitos anos de evolução e outras com surtos frequentes, deterioração progressiva marcada ou até com curso fulminante.
Surgem manifestações neurológicas como fadiga, deterioração intelectual (mesmo em fases iniciais ou formas benignas), alterações do controlo motor e episódios transitórios breves de sintomas repetidos. Estudos detalhados descobriram alterações do campo visual em mais de metade dos doentes sem antecedentes de neurite ótica.
Entre os movimentos anormais descritos incluem-se todas as variantes: tremor de repouso, espasmo hemifacial e tremor de ação. As perturbações transitórias mais frequentes na esclerose múltipla são distonias, crises epiléticas, dificuldade em falar e em andar. Outras perturbações menos frequentes são alterações vasomotoras, neuralgias e perturbações do sono.
Os sintomas mais habituais são:
- Fadiga.
- Deterioração intelectual.
- Tremor.
- Espasmo hemifacial.
- Distonias.
Tem algum destes sintomas?
É possível que sofra de esclerose múltipla
Quais são as causas da esclerose múltipla?
Não foi identificada uma causa ou um marcador específico da doença. As tentativas de demonstrar uma origem única, viral ou ambiental, falharam.
As hipóteses causais mais convincentes associam uma predisposição genética a um fator ambiental, infecioso ou não, que desencadeia um processo imunológico, levando a alterações da parede dos vasos intracerebrais, edema e infiltração de células ativadas no sistema nervoso central.
Qual é o prognóstico da esclerose múltipla?
Em geral, aceita-se um melhor prognóstico para formas de doença com início antes dos 40 anos, sintomas oculares, sensitivos ou do tronco cerebral, evolução em surtos, sintomas iniciais com duração inferior a 6 meses e ausência de história familiar.
Por outro lado, citam-se como sinais de pior prognóstico o início tardio, o curso progressivo desde o início, o envolvimento cerebeloso ou medular, alterações psiquiátricas e esfincterianas, surtos frequentes, existência de história familiar e alteração bilateral nos potenciais evocados visuais. No entanto, as variações individuais são tão marcadas que não é possível prever «a priori» qual será a evolução num doente em particular.
Como se diagnostica a esclerose múltipla?
A esclerose múltipla também se denomina esclerose em placas, esclerose insular ou esclerose disseminada.
O diagnóstico de esclerose múltipla baseia-se em dados clínicos. Considera-se clinicamente definida quando ocorreram dois surtos com evidência de duas lesões em áreas separadas do sistema nervoso central.
Após a suspeita clínica, é necessário excluir doenças que podem evoluir de forma semelhante, incluindo entidades tão variadas como vasculites, infeções, tumores e inflamações granulomatosas.
A ressonância magnética serve não só para confirmar a presença de lesões, mas também para excluir outras doenças, sobretudo processos malformativos e tumores da fossa posterior e da medula.
Como se trata a esclerose múltipla?
O uso de corticosteroides durante os surtos (recaídas, episódios agudos, exacerbações) é o tratamento de eleição para reduzir a duração e a gravidade.
Existem ainda opções terapêuticas que modificam o curso da doença: imunossupressores, interferão, acetato de glatirâmero (Copaxone), natalizumab ou plasmaferese.
Também se prescreve tratamento sintomático farmacológico para a espasticidade, a dor, os movimentos involuntários ou as perturbações psiquiátricas.
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