Acromegalia

"Neste momento temos medicamentos com diferentes mecanismos de acção que permitem, separadamente ou em combinação, controlar a doença em praticamente 100% dos pacientes".

DR. CAMILO SILVA FROJÁN
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA E NUTRIÇÃO

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em endocrinologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é a acromegalia?

A acromegalia é uma doença endócrina pouco frequente devida a um excesso de produção de hormona de crescimento (GH) na hipófise.

A hipófise é uma glândula endócrina, localizada na base do cérebro, que controla, produz e segrega várias hormonas, entre elas a do crescimento. 

Geralmente, o aumento da hormona do crescimento está relacionado com o desenvolvimento de um tumor benigno na glândula pituitária.

A acromegalia é uma das chamadas "doenças raras". A maioria dos casos ocorre em pessoas de meia-idade e, regra geral, é diagnosticada entre 10 e 15 anos após o início dos sintomas, uma vez que estes se apresentam de forma lenta e progressiva.

Quais são os sintomas da acromegalia?

O doente com acromegalia apresenta, geralmente, aumento das mãos e dos pés, lábios espessos, alteração dos traços faciais, aumento da mandíbula e da testa, e dentes muito espaçados.

Os sintomas mais habituais da acromegalia são:

  • Aumento das mãos e dos pés
  • Alteração dos traços faciais
  • Dentes espaçados
  • Hipersudorese
  • Aumento do coração

Para além das alterações fisionómicas, é muito frequente a dor de cabeça e, se o tumor hipofisário for grande, pode comprimir as vias óticas e causar dificuldades visuais. 

É frequente surgirem hipertensão arterial, aumento do colesterol, da glicose no sangue ou diabetes mellitus. Também podem ocorrer arritmias cardíacas ou alterações no funcionamento das válvulas cardíacas.

Tem algum destes sintomas?

Pode sofrer de acromegalia

Quais são as causas da acromegalia?

A acromegalia ocorre quando o organismo produz demasiada hormona do crescimento. A fonte do excesso de hormona é, quase sempre, a glândula pituitária.

Nos adultos, um tumor é a causa mais comum do excesso de hormona do crescimento:

  • Tumores pituitários. A maioria dos casos de acromegalia é causada por um tumor não cancerígeno (benigno), ou adenoma, da glândula pituitária. À medida que crescem, estes tumores podem exercer pressão sobre os tecidos próximos. Essa pressão pode causar alguns dos sintomas da acromegalia, como dores de cabeça e problemas de visão.
  • Tumores não pituitários. Em algumas pessoas, a acromegalia é causada por tumores benignos ou malignos noutras partes do corpo, como os pulmões, o pâncreas ou as glândulas suprarrenais.

Como se diagnostica a acromegalia?

O atraso no diagnóstico da acromegalia pode causar complicações "graves" nos doentes. Por vezes, os sintomas são identificados como alterações normais do envelhecimento, favorecendo assim o seu subdiagnóstico.

Para chegar ao diagnóstico, é imprescindível uma história clínica exaustiva e uma exploração física, bem como análises com determinação dos níveis do fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-I) ou somatomedina C e níveis basais da hormona do crescimento.

Após a confirmação analítica de excesso de hormona do crescimento (GH), deve realizar-se uma ressonância magnética da região hipotálamo-hipofisária para confirmar a origem do excesso de GH.

A produção excessiva de hormona do crescimento em crianças chama-se gigantismo, uma perturbação muito pouco comum.

Como se trata a acromegalia?

Os objetivos são normalizar os níveis hormonais, eliminar o tumor e tratar as complicações

O tratamento inicial deve consistir em cirurgia, pois é o método que oferece as melhores taxas de cura. A abordagem cirúrgica depende da situação de cada doente e da extensão da lesão tumoral.

A terapêutica farmacológica de eleição, pela tolerância e eficácia, são os análogos da somatostatina. Atualmente, dispomos de fármacos com diferentes mecanismos de ação que permitem, isoladamente ou em combinação, controlar a doença. 

A radioterapia reserva-se para doentes com persistência de hipersecreção hormonal após a cirurgia, e resistentes ou intolerantes aos diferentes fármacos disponíveis.

O Departamento de Endocrinologia e Nutrição
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento está organizado em unidades assistenciais, com especialistas totalmente dedicados ao estudo diagnóstico e ao tratamento deste tipo de doenças.

Trabalhamos com protocolos estabelecidos, que permitem que todos os exames de diagnóstico necessários sejam realizados no mais curto prazo possível e que se inicie, o mais rapidamente possível, o tratamento mais adequado em cada caso.

Organizados em unidades assistenciais

  • Área de Obesidade.
  • Unidade de Diabetes.
  • Unidade de Doenças da Tiroide e Paratiroide.
  • Unidade de Osteoporose
  • Outras doenças: p. ex., síndrome de Cushing.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Centro de Excelência Europeu no diagnóstico e tratamento da Obesidade.
  • Equipa de enfermeiros especializados no Hospital de Dia de Endocrinologia e Nutrição.
  • Dispomos de um Laboratório de Investigação Metabólica de reconhecido prestígio internacional.

A nossa equipa de profissionais

Especialistas em Endocrinologia com experiência no tratamento da acromegalia