Histerectomia
«Esta intervenção está indicada em diversas patologias, como tumores uterinos, cancro do colo do útero, displasia cervical grave, cancro do ovário, endometriose, entre outras.»
DR. JOSÉ ÁNGEL MÍNGUEZ MILIO CODIRETOR. DEPARTAMENTO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

O que é uma histerectomia?
A histerectomia total é a remoção cirúrgica completa do útero, ou seja, do corpo e do colo uterinos.
Se se conserva o colo do útero ou cérvix, retirando apenas o corpo, falamos então de uma histerectomia subtotal ou supracervical.
Atualmente, a maioria das histerectomias é realizada por via laparoscópica. Isto traz grandes vantagens em termos de redução de complicações e de recuperação da doente.
Na Clínica existe também a possibilidade de realizar este tratamento por meio de cirurgia robótica. Somos um dos poucos centros espanhóis com experiência neste tipo de tecnologia.

Quando está indicada a histerectomia?
A intervenção está indicada em diversas patologias, como tumores uterinos, cancro do colo do útero ou displasia cervical grave, cancro do ovário, endometriose, hemorragia vaginal grave e prolongada, prolapso uterino, etc.
Doenças em que a histerectomia está frequentemente indicada
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar-lhe uma histerectomia
Como se realiza a histerectomia?
Como se realiza uma histerectomia?
Trata-se de uma cirurgia realizada sob anestesia geral e que pode ser abordada por várias vias.
Em concreto, a via abdominal é geralmente utilizada em úteros com tumores de grande dimensão ou de natureza maligna.
Por sua vez, pela via vaginal intervém-se, na maioria dos casos, em tumores, quer benignos quer malignos, e no prolapso uterino.
A via laparoscópica é habitualmente utilizada para remover os gânglios linfáticos nos casos de cancro do corpo ou do colo do útero.
A histerectomia requer um período de hospitalização posterior inferior a 5 dias, tempo que se reduz a 2 ou 3 dias se a intervenção tiver sido realizada por via vaginal ou laparoscópica.
Se tudo decorrer normalmente, o tempo de recuperação é de aproximadamente 1 mês.
Histerectomia por via vaginal
Com este tipo de cirurgia, não terá uma incisão no abdómen. Como a incisão se encontra no interior da vagina, o tempo de cicatrização é mais curto do que o da cirurgia abdominal. A recuperação também pode ser menos dolorosa. Cada vez é mais frequente realizar-se a histerectomia vaginal guiada por laparoscopia.
A histerectomia vaginal provoca menos complicações do que os outros tipos de histerectomia e é uma forma muito segura de remover o útero. Além disso, os internamentos são mais curtos e a capacidade de retomar as atividades normais é mais rápida do que numa histerectomia abdominal.
No entanto, nem sempre é possível realizar uma histerectomia vaginal. Por exemplo, mulheres com aderências de cirurgias prévias ou úteros muito grandes nem sempre podem ser candidatas a este tipo de cirurgia.
Recuperação após a histerectomia
Como consequência da remoção do útero, a doente fica totalmente incapaz de engravidar. Do mesmo modo, deixará de ter menstruação, por ausência do órgão que a produz.
De qualquer forma, a resposta sexual não tem necessariamente de se alterar, mas há casos em que se altera devido a informação inadequada.
Se os ovários forem removidos numa mulher pós-menopáusica, o habitual é não ser necessário realizar terapêutica hormonal de substituição se, antes da intervenção, não a necessitava. Além disso, se tiver sido operada a um tumor hormonodependente (cancro do corpo do útero), a hormonoterapia estará contraindicada.
Caso se preservem os ovários, não ocorre qualquer perturbação hormonal nem metabólica.
O Departamento de Ginecologia e Obstetrícia
da Clínica Universidad de Navarra
Cuidados integrais que incluem um amplo leque de opções de consulta e tratamentos, desde a revisão preventiva habitual até às opções mais avançadas de diagnóstico e tratamento de problemas obstétricos e ginecológicos em todas as idades.
O departamento oferece também o acompanhamento habitual da gravidez, que inclui uma diversidade de procedimentos diagnósticos e de rastreio para identificar potenciais problemas do feto, bem como para avaliar o seu adequado crescimento e desenvolvimento.
Doenças que tratamos
- Cancro ginecológico
- Diagnóstico pré-natal
- Endometriose
- Incontinência urinária e fecal
- Massas anexiais
- Menopausa
- Miomas uterinos
- Síndrome do ovário poliquístico

Porquê na Clínica?
- Equipa altamente especializada de médicos, enfermeiros e parteiras.
- Unidade de Reprodução e Fertilidade.
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