Cirurgia da hérnia discal
«Em menos de 10 % dos casos de hérnia discal, o tratamento é cirúrgico.»
DR. RAFAEL LLOMBART BLANCO ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

O que é uma hérnia discal?
O aparecimento de uma hérnia num disco vertebral lombar pode provocar dor na região lombar, denominada lombalgia ou lumbago, bem como mal-estar irradiado para o membro inferior, denominado ciática. Precisamente, a ciática é o sintoma mais característico de uma hérnia discal e a distribuição da dor varia consoante a raiz ou o nervo que esteja comprimido.
A maioria dos doentes melhora desta doença com tratamento conservador. Este tipo de terapêutica consiste em repouso, analgésicos e anti-inflamatórios, infiltrações, etc.
No entanto, a cirurgia é necessária em mais de 5% dos casos, chegando até 10% dos afetados.
Daí que a intervenção cirúrgica deva ser o recurso final, apenas recomendada se o doente não tolerar a dor após 6 ou 8 semanas de tratamento conservador ou se apresentar perda progressiva de força ou problemas de esfíncteres.

Quando se opera uma hérnia discal?
Se a hérnia for volumosa e comprimir todos os nervos que encontra, pode provocar o chamado síndrome da cauda equina, o que constitui uma urgência cirúrgica.
Na maioria dos casos, esta dor melhora com tratamento conservador, sem cirurgia. No entanto, aproximadamente 10% dos casos necessitarão de uma intervenção cirúrgica para o seu tratamento.
Na Clínica, dispomos da tecnologia mais inovadora para um diagnóstico correto e temos vasta experiência na realização das mais recentes técnicas cirúrgicas, com especial enfoque na cirurgia minimamente invasiva, para uma melhor recuperação do doente.
Indicações mais frequentes da discectomia
Foi-lhe diagnosticada uma hérnia discal?
Pode ser necessário realizar-lhe um tratamento cirúrgico
Como se realiza a cirurgia da hérnia discal?
Sobre a discectomia
É a melhor técnica para o tratamento das hérnias discais.
Caso não se verifique melhoria com o tratamento conservador, após um período prudencial (que varia consoante a intensidade da dor e a resposta à medicação), realiza-se o tratamento cirúrgico. Este consiste na remoção da hérnia discal (discectomia).
Se o doente tiver tido episódios frequentes de dor lombar antes do aparecimento da hérnia discal, associa-se uma fusão vertebral.
Na coluna cervical, esta fusão vertebral é associada na maioria dos casos.
Técnicas percutâneas não invasivas para a hérnia discal
Existem outros tratamentos que se realizam sem abertura ou com incisões mínimas.
Entre eles encontram-se a nucleotomia percutânea, a nucleotomia por laser (coagulação do disco por laser) e a quimionucleólise com quimopapaína (dissolução química do núcleo do disco através de uma injeção com esta substância).
Estas técnicas, que só podem alcançar bons resultados quando a indicação é a correta, são recomendadas num pequeno número de casos, quando o conteúdo discal não saiu completamente da parede e o nervo está comprimido.
Outras técnicas cirúrgicas para a hérnia discal
Em determinadas circunstâncias, consoante a artrose associada e a história prévia de dor lombar, para além da descompressão da raiz, realiza-se uma fusão vertebral (quer com parafusos ligados a barras ou placas, quer com cages no espaço discal), que elimina o movimento, efeito que melhora a dor lombar.
Esta técnica oferece uma taxa de sucesso próxima de 80%, embora tenha como desvantagem o risco de alteração degenerativa acelerada nos segmentos discais adjacentes que, segundo estudos da Universidade de Navarra, não demonstrou ser superior ao da própria evolução da artrose.
Como alternativa a algumas fusões vertebrais ou em casos de hérnia discal ou atingimento degenerativo do disco, recorre-se à artroplastia ou substituição total do disco com uma prótese artificial. Está indicada principalmente para a lombalgia, com ou sem ciática, mecânica, refratária e de origem discogénica.
A artroplastia também pode ser indicada para o tratamento da degeneração do segmento adjacente a uma fusão já realizada. Várias séries sobre os resultados desta técnica indicam que o grau de satisfação dos doentes ultrapassa 90% a curto prazo e, ainda em fase experimental, os resultados a longo prazo não são bem conhecidos.
Recuperação após uma cirurgia da hérnia discal
A partir daí, deve realizar exercícios de reabilitação para alcançar uma boa recuperação. Se a indicação for correta e a técnica de cirurgia discal for realizada cuidadosamente, as taxas de sucesso são superiores a 85-90%.
No entanto, importa advertir que, como consequência da intervenção, é mais provável a melhoria da dor irradiada para o membro inferior do que o desconforto lombar, sobretudo se este já existia antes. Afinal, a hérnia discal surge em discos que já apresentam alterações degenerativas e desgaste, e estes podem continuar a causar dor lombar.
A cirurgia endoscópica é, em princípio, mais apelativa para os doentes, mas não é adequada para todos. Assim, apesar de ter mais de 20 anos de história, o padrão-ouro continua a ser a laminectomia.
Possíveis complicações
Todas as cirurgias comportam um risco de complicações, tais como infeção e hemorragia.
Embora algumas cirurgias da coluna impliquem riscos adicionais, como lesão nervosa, alterações esfincterianas ou fístula (fuga) de líquido cefalorraquidiano (LCR), a maioria das cirurgias da coluna é hoje considerada bastante segura.
Relativamente à artroplastia, é fundamental realizar uma disseção e proteção cuidadosas dos grandes vasos e de um plexo nervoso situado à frente da coluna, pois, neste caso, poderia ocorrer ejaculação retrógrada nos homens (2%).
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.
Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.
Organizados em unidades assistenciais
- Anca e joelho.
- Coluna vertebral.
- Membro superior.
- Ortopedia pediátrica.
- Tornozelo e pé.
- Tumores músculo-esqueléticos.

Porquê na Clínica?
- Especialistas em cirurgia artroscópica.
- Profissionais altamente qualificados que realizam técnicas pioneiras para resolver lesões traumatológicas.
- Um dos centros com maior experiência em tumores ósseos.