Hérnia discal lombar

«Em menos de 10 % dos casos de hérnia discal, o tratamento é cirúrgico.»

DR. RAFAEL LLOMBART BLANCO
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em traumatologia. Clínica Universidade de Navarra

A hérnia discal é uma doença em que parte do disco intervertebral (núcleo pulposo) se desloca em direção à raiz nervosa, comprimindo-a e produzindo uma dor intensa.

Se a herniação for volumosa e comprimir todos os nervos que encontra, pode provocar o que se designa por síndrome da cauda equina ou de cauda de cavalo, o que constitui uma urgência cirúrgica.

Na maioria dos casos, esta dor desaparece com um tratamento conservador, sem cirurgia. No entanto, aproximadamente 10% dos casos necessitarão de uma intervenção cirúrgica para o seu tratamento.

Na Clínica dispomos da tecnologia mais inovadora para um diagnóstico correto e temos ampla experiência na realização das técnicas cirúrgicas mais recentes, com especial interesse na cirurgia minimamente invasiva, para uma melhor recuperação do doente.

Quais são os sintomas da hérnia discal?

O quadro de hérnia discal costuma ser agudo, súbito e de intensidade violenta. Inclui sintomas próprios da rotura discal e outros provocados pela pressão da hérnia sobre a medula ou os nervos.

Nem a natação nem qualquer exercício é útil para prevenir, aliviar ou tratar uma verdadeira hérnia discal. A dor pode tornar-se tão intensa que, em geral, não costuma aliviar com nada do que se tem em casa. Ainda assim, não se deve esquecer que existem muitos outros quadros de dor semelhante ao da hérnia que não o são. Se for hérnia, os sintomas de dor local aguda nas costas precedem ou coincidem com os sintomas neurológicos (dor ciática contínua até ao pé, fraqueza muscular, formigueiro...), o elemento distintivo da hérnia discal.

A ciática (dor irradiada para o membro inferior) é o sintoma mais característico, variando a distribuição da dor consoante o território inervado por cada raiz nervosa afetada. Além disso, provoca dor na região lombar devido à sensibilidade própria do disco.

A dor é tipicamente maior ao tossir e ao sentar-se (por exemplo, ao viajar de carro) do que ao deitar-se; costuma ser maior em pé parado do que a caminhar. Outro sintoma frequente são as parestesias (sensação de formigueiro) na perna e no pé.

Pode também levar a perda de força na perna e, muito raramente, a incontinência urinária.

Os sintomas mais habituais são:

  • Lombalgia.
  • Dor que irradia pela perna (ciática).
  • Alterações da força e da sensibilidade no membro.

Tem algum destes sintomas?

É possível que sofra de uma hérnia discal lombar

Quem pode sofrer de uma hérnia discal?

A hérnia discal lombar pode surgir em qualquer idade, embora seja uma condição que afeta mais frequentemente pessoas entre os 30 e os 50 anos.

Assim, tem um impacto económico significativo na população em geral, uma vez que se trata de indivíduos em plena atividade laboral.

Qual é o prognóstico da hérnia discal?

Se a indicação for correta e a técnica de cirurgia discal for realizada cuidadosamente, obtêm-se taxas de sucesso superiores a 85–90%.

É importante deixar claro que, na cirurgia da hérnia discal, é mais provável melhorar a dor irradiada para o membro inferior do que a dor lombar.

Como se trata a hérnia discal?

A cirurgia da hérnia discal tem como objetivo libertar a raiz nervosa comprimida, responsável pela sintomatologia. Existem diferentes técnicas para o conseguir.

A mais eficiente até agora é a excisão da hérnia, associando uma resseção de parte do disco (do seu centro) para reduzir a probabilidade de voltar a ocorrer. É um procedimento habitual e pode ser realizado com ou sem microscópio e com uma incisão de 2 a 6 cm (discectomia normal, mini ou microdiscectomia).

Como alternativa, algumas hérnias podem ser operadas com resultados semelhantes por via percutânea com a ajuda de endoscópios. O doente deve permanecer internado de um a três dias após a operação e poderá levantar-se no dia seguinte à mesma. Após a alta, manterá repouso relativo: poderá sair à rua, mas sem dobrar a cintura durante cerca de 4 semanas.

Depois, deve realizar exercícios de reabilitação para alcançar uma boa recuperação. Se a indicação for correta e a técnica de cirurgia discal for realizada cuidadosamente, o sucesso é superior a 85–90%.