Síndrome de Cushing
<p>"Excetuando os casos decorrentes da toma de corticoides, a síndrome de Cushing é uma doença rara que afeta 10 pessoas por cada milhão de habitantes por ano."</p>
DR. CAMILO SILVA FROJÁN
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA E NUTRIÇÃO

O que é a síndrome de Cushing?
A síndrome de Cushing ocorre quando o córtex suprarrenal se torna hiperfuncionante e aumenta a produção de cortisol.
Pode dever-se a uma hipersecreção autónoma do córtex suprarrenal, devida, na maioria dos casos, a um adenoma e, mais excecionalmente, a um carcinoma.
No entanto, a causa mais frequente da “síndrome de Cushing” é a hipersecreção de ACTH, que em 85% dos casos tem origem num adenoma hipofisário produtor de ACTH. O excesso de ACTH por parte de um tumor carcinóide ou pulmonar, ou síndrome de secreção ectópica de ACTH, é muito mais raro.

Quais são os sintomas da síndrome de Cushing?
A “síndrome de Cushing” caracteriza-se por face em lua cheia, obesidade de distribuição central que afeta a face, o pescoço e o abdómen, atrofia muscular dos membros, hipertensão arterial, diabetes mellitus, osteoporose, cólicas nefríticas e fragilidade capilar que provoca hematomas frequentes.
Quando a causa é um adenoma hipofisário, este pode originar adicionalmente dor de cabeça e alterações da visão se existir compressão do quiasma ótico.
Os sintomas mais frequentes são:
- Face em lua cheia.
- Obesidade de distribuição central.
- Atrofia muscular dos membros.
- Hipertensão arterial.
Tem algum destes sintomas?
Pode ser que sofra de síndrome de Cushing
Como se diagnostica a síndrome de Cushing?
O diagnóstico funcional é realizado através de determinações analíticas no sangue e na urina.
Na “síndrome de Cushing” é típica a ausência do ritmo circadiano do cortisol no sangue e a elevação do cortisol urinário. A identificação da origem é efetuada através da determinação de ACTH, supressão do cortisol com dexametasona e prova de CRH.
Em casos de “síndrome de Cushing” com ACTH elevada, deve realizar-se uma ressonância magnética hipofisária para localizar o adenoma produtor de ACTH.
Se não for visualizado, pode ser necessário proceder a um cateterismo dos seios petrosos inferiores para confirmar que a origem do aumento da secreção de ACTH se encontra na hipófise.
Como se trata a síndrome de Cushing?
Quando existe hipersecreção hormonal, é necessário antagonizar os seus efeitos como primeira medida terapêutica.
No caso da “síndrome de Cushing”, utiliza-se cetoconazol, um fármaco antifúngico (utilizado para tratar infeções fúngicas) que reduz a síntese de cortisol na zona fasciculada.
Se a “síndrome de Cushing” se dever a um adenoma hipofisário produtor de ACTH, deve proceder-se à sua excisão, geralmente por via transesfenoidal (através do osso esfenoide, na base do crânio), se o tamanho o permitir.
Os doentes com “síndrome de Cushing” devido a tratamento crónico com corticosteroides devem reduzir progressivamente a dose, se a sua condição clínica o permitir.
Nestes casos e nas pessoas com “doença de Addison”, deve considerar-se a necessidade de administrar doses suplementares de corticosteroides quando existem processos intercorrentes (intervenções cirúrgicas, infeções).
O Departamento de Endocrinologia e Nutrição
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento está organizado em unidades assistenciais, com especialistas totalmente dedicados ao estudo diagnóstico e ao tratamento deste tipo de doenças.
Trabalhamos com protocolos estabelecidos, que permitem que todos os exames de diagnóstico necessários sejam realizados no mais curto prazo possível e que se inicie, o mais rapidamente possível, o tratamento mais adequado em cada caso.
Organizados em unidades assistenciais
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