Síndrome de Cushing

<p>"Excetuando os casos decorrentes da toma de corticoides, a síndrome de Cushing é uma doença rara que afeta 10 pessoas por cada milhão de habitantes por ano."</p>

DR. CAMILO SILVA FROJÁN
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE ENDOCRINOLOGIA E NUTRIÇÃO

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em endocrinologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é a síndrome de Cushing?

A síndrome de Cushing ocorre quando o córtex suprarrenal se torna hiperfuncionante e aumenta a produção de cortisol.

Pode dever-se a uma hipersecreção autónoma do córtex suprarrenal, devida, na maioria dos casos, a um adenoma e, mais excecionalmente, a um carcinoma.

No entanto, a causa mais frequente da “síndrome de Cushing” é a hipersecreção de ACTH, que em 85% dos casos tem origem num adenoma hipofisário produtor de ACTH. O excesso de ACTH por parte de um tumor carcinóide ou pulmonar, ou síndrome de secreção ectópica de ACTH, é muito mais raro.

Quais são os sintomas da síndrome de Cushing?

A “síndrome de Cushing” caracteriza-se por face em lua cheia, obesidade de distribuição central que afeta a face, o pescoço e o abdómen, atrofia muscular dos membros, hipertensão arterial, diabetes mellitus, osteoporose, cólicas nefríticas e fragilidade capilar que provoca hematomas frequentes.

Quando a causa é um adenoma hipofisário, este pode originar adicionalmente dor de cabeça e alterações da visão se existir compressão do quiasma ótico.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Face em lua cheia.
  • Obesidade de distribuição central.
  • Atrofia muscular dos membros.
  • Hipertensão arterial.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de síndrome de Cushing

Como se diagnostica a síndrome de Cushing?

Imagen de recogida de orina para análisis. Clínica Universidad de Navarra

O diagnóstico funcional é realizado através de determinações analíticas no sangue e na urina.

Na “síndrome de Cushing” é típica a ausência do ritmo circadiano do cortisol no sangue e a elevação do cortisol urinário. A identificação da origem é efetuada através da determinação de ACTH, supressão do cortisol com dexametasona e prova de CRH.

Em casos de “síndrome de Cushing” com ACTH elevada, deve realizar-se uma ressonância magnética hipofisária para localizar o adenoma produtor de ACTH.

Se não for visualizado, pode ser necessário proceder a um cateterismo dos seios petrosos inferiores para confirmar que a origem do aumento da secreção de ACTH se encontra na hipófise.

Como se trata a síndrome de Cushing?

Quando existe hipersecreção hormonal, é necessário antagonizar os seus efeitos como primeira medida terapêutica.

No caso da “síndrome de Cushing”, utiliza-se cetoconazol, um fármaco antifúngico (utilizado para tratar infeções fúngicas) que reduz a síntese de cortisol na zona fasciculada.
 
Se a “síndrome de Cushing” se dever a um adenoma hipofisário produtor de ACTH, deve proceder-se à sua excisão, geralmente por via transesfenoidal (através do osso esfenoide, na base do crânio), se o tamanho o permitir.

Os doentes com “síndrome de Cushing” devido a tratamento crónico com corticosteroides devem reduzir progressivamente a dose, se a sua condição clínica o permitir.

Nestes casos e nas pessoas com “doença de Addison”, deve considerar-se a necessidade de administrar doses suplementares de corticosteroides quando existem processos intercorrentes (intervenções cirúrgicas, infeções).

O Departamento de Endocrinologia e Nutrição
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento está organizado em unidades assistenciais, com especialistas totalmente dedicados ao estudo diagnóstico e ao tratamento deste tipo de doenças.

Trabalhamos com protocolos estabelecidos, que permitem que todos os exames de diagnóstico necessários sejam realizados no mais curto prazo possível e que se inicie, o mais rapidamente possível, o tratamento mais adequado em cada caso.

Organizados em unidades assistenciais

  • Área de Obesidade.
  • Unidade de Diabetes.
  • Unidade de Doenças da Tiroide e Paratiroide.
  • Unidade de Osteoporose
  • Outras doenças: p. ex., síndrome de Cushing.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Centro de Excelência Europeu no diagnóstico e tratamento da Obesidade.
  • Equipa de enfermeiros especializados no Hospital de Dia de Endocrinologia e Nutrição.
  • Dispomos de um Laboratório de Investigação Metabólica de reconhecido prestígio internacional.

A nossa equipa de profissionais

Especialistas em Endocrinologia com experiência na síndrome de Cushing