Paralisia cerebral infantil

"Na Clínica dispomos de todos os profissionais que devem integrar a equipa multidisciplinar. Trabalhamos em conjunto, de forma ágil e coordenada, para proporcionar uma visão integral do doente."

DR. ALBERTO VIECO GARCÍA
ESPECIALISTA. UNIDADE DE NEUROPEDIATRIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento da Pediatrics. Clínica Universidade de Navarra

O que é a paralisia cerebral infantil?

A paralisia cerebral infantil é a causa mais frequente de deficiência física na idade pediátrica. A prevalência nos países desenvolvidos mantém-se em cerca de 2 casos por cada 1.000 recém-nascidos vivos.

Surge devido a uma lesão no cérebro em desenvolvimento, seja durante a gravidez, o parto ou nos primeiros meses de vida. Embora a lesão cerebral seja não progressiva, pode afetar o movimento, o tónus muscular e a coordenação.

Além das dificuldades motoras, podem surgir outros problemas associados, como epilepsia, alterações visuais ou auditivas, dificuldades de aprendizagem, perturbações do sono, perturbações do desenvolvimento intelectual e problemas digestivos, entre outros.

Em 75% dos casos, a espasticidade é o sintoma clínico mais frequente e é considerada o principal motivo de desconforto, alteração da marcha e limitação funcional nestes doentes.

Quais são os sintomas da paralisia cerebral infantil?

Alguns dos sintomas mais comuns da paralisia cerebral infantil são:

  • Espasticidade  presente em 75% dos casos
  • Alterações da marcha, ortopédicas e posturais
  • Alterações da motricidade fina
  • Problemas de visão ou audição
  • Dificuldades na aprendizagem ou na linguagem
  • Perturbações do sono
  • Perturbações digestivas e da alimentação

Tem algum destes sintomas?

Se suspeitar que apresenta algum dos sintomas mencionados,
deve procurar um médico especialista para diagnóstico.

Que tipos de paralisia cerebral infantil existem?

  • Paralisia cerebral espástica: a mais frequente (cerca de 75% dos casos). Caracteriza-se por rigidez muscular que limita o movimento. Pode afetar apenas as pernas (diparesia), um lado do corpo (hemiparesia) ou os quatro membros (tetraparesia).
  • Paralisia cerebral discinética (ou distónica): provoca movimentos involuntários, lentos ou bruscos, que podem dificultar o controlo muscular, a fala e a alimentação.
  • Paralisia cerebral atáxica: menos comum. Associa-se a problemas de equilíbrio, coordenação e precisão dos movimentos.
  • Paralisia cerebral mista: combina características de mais do que um tipo, sendo frequente a associação de espasticidade e discinesia.

Qual é o seu prognóstico?

O prognóstico é muito variável e depende do tipo e do grau de atingimento inicial. Embora a lesão cerebral não progrida, as suas manifestações podem mudar ao longo do tempo.

Um tratamento precoce e individualizado pode melhorar de forma significativa a qualidade de vida e a funcionalidade da criança, devendo ser abordadas as diversas comorbilidades. 

Quais são as causas da paralisia cerebral infantil?

A paralisia cerebral infantil pode ocorrer em diferentes momentos do desenvolvimento da criança:

  • Prenatais:  os fatores podem ser maternos, fetais ou placentários. Entre outros, incluem-se infeções maternas, alterações da coagulação, exposição a drogas ou outras complicações da gravidez, alterações placentárias, malformações do SNC fetal, gestação múltipla, etc.
  • Perinatais: prematuridade, encefalopatia hipóxico-isquémica, infeção do SNC, hiperbilirrubinemia, etc.
  • Pós-natais: infeção, traumatismo, paragem cardiorrespiratória, etc.

Como se diagnostica a paralisia cerebral infantil?

O diagnóstico da paralisia cerebral infantil é fundamentalmente clínico. Baseia-se nos dados da história clínica, no exame físico e em exames de neuroimagem para avaliar a lesão cerebral, como a ressonância magnética.

Quando a paralisia se associa a outros problemas, como epilepsia, défices visuais, cognitivos ou auditivos, é necessário realizar outros exames complementares para avaliar a lesão e prever o prognóstico.

Como se trata a paralisia cerebral infantil?

O tratamento é multidisciplinar, atendendo às diferentes afetações:

  • Fisioterapia e terapia ocupacional para melhorar o movimento e a autonomia
  • Ortóteses e ajudas técnicas para facilitar a marcha ou a postura. 
  • Medicamentos / toxina botulínica para melhorar a espasticidade.
  • Cirurgia ortopédica
  • Cirurgia do sistema nervoso, como a rizotomia dorsal seletiva (que pode reduzir a espasticidade) 
  • Tratamentos para problemas associados (epilepsia, visão, audição, aprendizagem ou nutrição)
  • Terapias educativas

A Unidade de Neuropediatria
da Clínica Universidad de Navarra

A Unidade integra o Departamento de Pediatria e trabalha em estreita articulação com especialistas de outros departamentos, para oferecer cuidados integrados à criança e ao adolescente com fatores de risco ou com doenças que afetam o sistema nervoso central e o sistema neuromuscular.

É constituída por uma equipa de especialistas em neuropediatria e de psicopedagogos.

Doenças que tratamos

  • Desenvolvimento precoce e os seus desvios.
  • Perturbações do controlo motor.
  • Perturbações globais do desenvolvimento. Autismo.
  • Epilepsia na criança. Síndrome de Dravet.
  • Perturbações do sono.
  • Perturbação de défice de atenção e hiperatividade. TDAH.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Trabalho em equipa para oferecer uma avaliação em 24 horas.
  • Maior experiência a nível nacional na Síndrome de Dravet.