Instabilidade ou luxação da rótula

"Uma vez que o joelho tenha recuperado o seu movimento e força, é provável que o seu médico lhe permita retomar as suas atividades normalmente. O regresso completo aos desportos mais exigentes pode demorar mais tempo."

DR. ANDRÉS VALENTÍ AZCÁRATE
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em traumatologia. Clínica Universidade de Navarra

Quando ocorre um primeiro episódio de luxação da rótula, seja de forma parcial ou completa, geralmente manifesta-se com dor e perda de função.

Por vezes, a rótula regressa à sua posição original de forma espontânea, sem necessidade de manobras. Noutros casos, permanece luxada lateralmente até serem realizadas manobras de redução.

Em qualquer dos casos, após um primeiro episódio de luxação será necessário tratamento para aliviar os sintomas de inflamação e dor, bem como realizar uma imobilização temporária do joelho, para uma correta cicatrização dos tecidos.

Quais são os sintomas de luxação da rótula?

Os sintomas associados a uma luxação rotuliana dependem da intensidade do episódio e de ter ocorrido, ou não, redução espontânea.

Em geral, este primeiro episódio provoca dor, inflamação, sensação de instabilidade do joelho e, se a rótula permanecer luxada, uma deformidade estética evidente do joelho, uma vez que a rótula se posiciona lateralmente.

Os sintomas mais habituais são:

  • Dor.
  • Inflamação.
  • Instabilidade do joelho.

Tem algum destes sintomas?

Pode estar a sofrer de instabilidade ou de uma luxação rotuliana

Quais são as causas da luxação rotuliana?

Existem vários motivos pelos quais a rótula pode tornar-se instável ou luxar. Em muitos casos, a rótula luxa com um mecanismo de baixa energia, devido a uma anomalia na estrutura óssea do joelho da criança em fase de formação e crescimento.

Um sulco troclear femoral pouco profundo, eixos valgos do joelho ou alterações torsionais nos membros inferiores podem tornar a luxação mais provável.

Por vezes, os tecidos moles (musculatura, ligamentos...) apresentam maior laxidez ou baixo tónus muscular, aumentando a propensão para a luxação. Isto ocorre com maior frequência nas raparigas, e o problema pode afetar ambos os joelhos.

Crianças com paralisia cerebral e síndrome de Down podem ter rótulas que se deslocam com frequência devido a desequilíbrio e fraqueza muscular.

Noutras situações, as luxações rotulianas acontecem após um traumatismo lateral ou torção em pessoas sem alterações nas estruturas referidas. Esta incidência é mais comum em desportos de alto impacto, como o futebol.

Como se diagnostica a luxação da rótula?

Se a rótula voltar a posicionar-se no lugar, deve consultar o seu médico o mais rapidamente possível.

Durante a avaliação, o médico perguntar-lhe-á como ocorreu a lesão e quais os sintomas específicos.

Também avaliará a amplitude de movimentos e os eixos e, através de exames de imagem, confirmará o diagnóstico e a sua possível origem.

Radiografia
Este exame deteta anomalias esqueléticas no joelho.

Ressonância magnética (RM) e tomografia axial computorizada (TAC)
Estes exames são por vezes solicitados para avaliar o estado da cartilagem, alterações rotacionais ósseas ou quando se suspeita da presença de lesões associadas, como corpos livres intra-articulares.

Como se trata a luxação da rótula?

O tratamento imediato consiste na redução da luxação.

Fase inicial: Imobilização e carga parcial com muletas. O médico pode recomendar o uso de uma ortótese durante 3 a 4 semanas. Isto estabiliza o joelho enquanto as lesões cicatrizam.

Fase de recuperação: Aplicação de terapias físicas para diminuir a inflamação e início do fortalecimento/tonificação muscular.

A reabilitação subsequente visa obter uma recuperação funcional praticamente completa, embora exista um risco acrescido de novos episódios, até 40–60% dos casos.

A rótula permanece frequentemente mais instável do que antes da lesão. As recorrências também são comuns quando a luxação tem causas que não podem ser corrigidas de forma conservadora.

Radiografía de rodilla en vistas frontal y lateral tras la realización de una transposición de la tuberosidad tibial anterior (TAT)

Se a rótula luxar várias vezes, ou se se mantiver instável apesar dos tratamentos, pode ser recomendada cirurgia para corrigir o problema.

O tratamento cirúrgico permite retomar atividades com plena funcionalidade e evitar, no futuro, o desenvolvimento de artrose precoce da rótula e, consequentemente, um joelho doloroso.

O tipo de cirurgia dependerá da causa que provoca a instabilidade da rótula.

Os tratamentos cirúrgicos envolvem frequentemente a reconstrução dos ligamentos que mantêm a rótula no lugar. Esta cirurgia é, por vezes, realizada por via artroscópica.

A luxação repetida causada por uma deformidade óssea congénita, ou outra, pode exigir um tratamento cirúrgico mais complexo, com alterações da estrutura óssea.

O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.

Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.

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Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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