Displasia da anca do adulto
"A selecção adequada de pacientes para alternativas cirúrgicas não artroplásicas pode melhorar o seu prognóstico, reduzindo ou atrasando as alterações degenerativas".
DR. JORGE GÓMEZ ÁLVAREZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

A displasia da anca do adulto (DCA) é uma entidade clínica que resulta da anomalia no desenvolvimento do teto do acetábulo ou das sequelas de um tratamento falhado para o corrigir.
Se a cabeça do fémur não fica completamente coberta pelo acetábulo, tende a deslocar-se para fora.
Esta situação faz com que a anca se desgaste mais rapidamente do que o considerado normal para a idade.
Regra geral, o problema manifesta-se em adultos jovens, que podem ter ou não antecedentes de tratamento de uma doença da anca na infância.

Quais são os sintomas da displasia da anca no adulto?
Dependendo do grau de envolvimento, pode haver dor progressiva que aumenta com a atividade, sobretudo com movimentos de hiperextensão e rotação lateral da anca.
Quando existem lesões intra-articulares (especialmente do labrum), provoca dor levar a perna a uma flexão forçada com rotação interna e adução. É frequente existir dor inguinal após a prática desportiva, após permanecer de pé por períodos prolongados ou após caminhadas longas.
Se não for tratada a tempo com cirurgias corretoras, desenvolver-se-á um desgaste articular conhecido como artrose.
Os sintomas mais habituais são:
- Dor ao caminhar.
- Incapacidade funcional.
- Perda de força.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente displasia da anca
Como se diagnostica a displasia da anca?
Para o diagnóstico da displasia da anca no adulto, é necessário realizar exames que incluam uma avaliação da marcha, medição do comprimento dos membros, determinação da força muscular, dos arcos de mobilidade e a realização de testes específicos.
As radiografias simples em projeção anteroposterior (AP) da bacia e as incidências laterais da anca são os primeiros passos na avaliação imagiológica.
A ressonância magnética só está indicada para excluir a presença de anomalias estruturais labrais ou condrais; assim, é utilizada quando existem sintomas que sugerem alterações intra-articulares associadas às malformações ósseas.
Como se trata a displasia da anca no adulto?
A displasia da anca no adulto (DCA) assintomática ou com sintomas mínimos deve ser tratada de forma conservadora.
O mais importante é informar o doente sobre a história natural da DCA e alertá-lo para a necessidade de realizar controlos periódicos para avaliar o desenvolvimento de artrose.
Deve reforçar-se o conceito de um estilo de vida saudável, no qual o controlo do peso, a alimentação adequada e o exercício são fundamentais. Deve também recomendar-se evitar atividades de alto impacto sobre a anca e caminhadas prolongadas.
Os anti-inflamatórios não esteroides podem ser úteis nos períodos de dor.
Doentes jovens com DCA não são bons candidatos a artroplastia, uma vez que realizam mais atividades e com maior intensidade do que um adulto mais velho e também pela ausência de alterações degenerativas marcadas.
A seleção adequada destes doentes para alternativas cirúrgicas não artroplásticas pode melhorar o prognóstico, possivelmente reduzindo ou atrasando alterações degenerativas e evitando problemas potenciais associados à substituição total da anca.
- Cirurgia artroscópica: a artroscopia deve ser reservada a doentes com anomalias ósseas mínimas, mas com suspeita de patologia intra-articular (ex.: ruturas labrais, corpos livres, defeitos condrais ou sinovite).
- Osteotomias: o objetivo de uma osteotomia deve ser restabelecer a congruência articular numa anca que não apresente alterações degenerativas avançadas, pois isso melhora o funcionamento mecânico, diminui as alterações reativas e, consequentemente, a dor.
A artroplastia ou prótese da anca é uma excelente forma de tratamento, embora as anomalias anatómicas associadas aumentem a complexidade técnica e reduzam, nos doentes jovens, a longevidade do implante.
A artroplastia da anca é o procedimento de eleição para a maioria dos doentes com coxartrose avançada sintomática secundária a displasia da anca.
As alterações anatómicas associadas aumentam a complexidade da artroplastia em ancas displásicas.
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.
Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.
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