Microscópio de fluorescência
«Para a realização da cirurgia de tumores cerebrais, dispomos de um microscópio fluorescente que permite a remoção total do tumor em 83 % dos casos.»
DR. BARTOLOMÉ BEJARANO HERRUZO ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

Para que serve o microscópio de fluorescência?
O microscópio de fluorescência é uma tecnologia que permite extirpar o máximo possível do tumor cerebral e, ao mesmo tempo, preservar as áreas mais importantes do cérebro.
A extirpação total do tumor é muito importante para o tempo de sobrevivência e a qualidade de vida das pessoas com tumores cerebrais malignos.
Os gliomas malignos são tumores com um prognóstico muito desfavorável e índices de sobrevivência muito baixos. Começar por uma extirpação completa é a melhor forma de o doente tolerar bem a radioterapia e a quimioterapia e ter melhores hipóteses.
Para a sua correta realização, deve ser combinado com o navegador cirúrgico e a monitorização neurofisiológica. Por este motivo, a Agência Europeia do Medicamento estabeleceu como requisito prévio à sua utilização que os neurocirurgiões realizem um curso específico.

Para que é utilizado o microscópio fluorescente?
Em geral, se for removida toda a componente tumoral, os tumores de grau 1 e alguns de grau 2 podem ser curados apenas com cirurgia.
Nos tumores de baixo grau que não possam ser totalmente operados e nos tumores de grau 3 e 4, a cirurgia deve ser seguida de tratamentos de radioterapia e quimioterapia.
Indicações mais frequentes:
Tem alguma destas doenças?
Poderá beneficiar da cirurgia com microscópio fluorescente
Como se realiza o microscópio fluorescente?
O módulo de fluorescência incorporado no microscópio permite, com um simples toque num interruptor, alternar entre visão normal e visão fluorescente da região cerebral que está a ser operada em 1-2 s.
Isto permite uma visualização em tempo real em duas cores contrastantes: azul para a massa cerebral e vermelho para as células tumorais, que são as que se encontram em crescimento.
Por todos estes aspetos, a técnica de luz fluorescente é considerada a mais promissora para esta aplicação.
Os dados sugerem que é mais precisa a detetar a infiltração tumoral do que a ressonância magnética intraoperatória, que era considerada até agora a melhor forma de maximizar a resseção tumoral; a fluorescência consegue visualizar células misturadas com o tecido cerebral que rodeia o tumor.
O Departamento de Neurocirurgia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Neurocirurgia conta com especialistas com vasta experiência assistencial e investigadora e com a tecnologia mais avançada.
Somos o primeiro centro espanhol a incorporar Ressonância Magnética intraoperatória de alto campo (3T). Isto permite a máxima precisão e controlo na cirurgia craniana.
Somos o centro médico espanhol com maior experiência em cirurgia da doença de Parkinson através de estimulação cerebral profunda. Dispomos da mais recente tecnologia com ultrassons focalizados (HIFU) e de ampla experiência no tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson sem incisão.
Tratamentos que realizamos
- Alterações da circulação do líquido cefalorraquidiano
- Bombas de infusão
- Cirurgia da epilepsia
- Estimulação cerebral profunda
- HIFU, ultrassons de alta intensidade
- Nevralgia do trigémeo
- Neurocirurgia pediátrica
- Neuronavegação da coluna
- Patologia da coluna
- Tumores cerebrais
- Tumores hipofisários

Porquê em Navarra?
- Primeiro centro espanhol com uma ressonância magnética intraoperatória de alto campo (3T).
- Cirurgia de precisão e minimamente invasiva.
- Especialistas na utilização de HIFU para o tratamento do tremor.