Cirurgia da doença de Parkinson

"O candidato ideal para uma subtalamotomia é o doente com sintomas e sinais eminentemente unilaterais da doença de Parkinson, com vários anos de evolução, bem como aqueles em que, por alguma razão específica, não seja possível implantar um estimulador."

DR. LAIN HERMES GONZÁLEZ QUARANTE
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

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O que é a cirurgia da doença de Parkinson?

A cirurgia da doença de Parkinson está indicada quando o tratamento farmacológico não consegue controlar os sintomas do doente ao longo de todo o dia.

Realiza-se através de estimulação cerebral profunda. Para tal, é efetuada uma estimulação de alta frequência numa pequena parte do cérebro chamada núcleo subtalâmico, mediante a colocação de eléctrodos. Através de impulsos eléctricos, consegue-se inibir a parte do cérebro que se encontra hiperativa e causa a doença.

A doença de Parkinson é atualmente uma doença sem cura, mas os benefícios obtidos com a cirurgia são claros: consegue-se um retrocesso da doença equivalente a anos de evolução. Em concreto, verificam-se melhorias na mobilidade, bem como uma diminuição da rigidez e dos tremores dos doentes.

Permite igualmente reduzir a medicação, o que evita os efeitos secundários de tipo psiquiátrico dos medicamentos.

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Quando está indicada a cirurgia do Parkinson?

A cirurgia é realizada naqueles doentes que não toleram bem o tratamento farmacológico ou para quem este não é eficaz, bem como em pessoas em que a doença é particularmente incapacitante.

O sucesso cirúrgico está relacionado com a seleção do candidato, a boa colocação do elétrodo no cérebro e a obtenção de uma boa estimulação e medicação. 

Indicações mais frequentes deste tratamento

Foi-lhe diagnosticada doença de Parkinson?

Pode estar indicado o tratamento cirúrgico

HIFU, tratamento do tremor e de outros sintomas do Parkinson sem cirurgia

A Clínica Universidad de Navarra incorpora o modelo mais avançado de ultrassons de alta intensidade para o tratamento de doentes com tremor associado à doença de Parkinson.

Como se realiza a cirurgia do Parkinson?

Procedimento da cirurgia do Parkinson

O primeiro passo consiste na realização de uma ressonância magnética cerebral, cujas imagens são posteriormente utilizadas por um programa de neuronavegação. A ressonância serve para calcular as coordenadas da zona onde serão inseridos os elétrodos de estimulação.

É realizada uma pequena incisão no couro cabeludo e, de seguida, é aberto um orifício de aproximadamente 1 cm no crânio (estereotaxia). Graças à orientação fornecida por um registo eletrofisiológico da atividade neuronal, localiza-se o ponto exato onde colocar o estimulador elétrico.
 
A intervenção é efetuada com anestesia local e o doente mantém-se consciente durante o procedimento, podendo colaborar com a equipa cirúrgica para avaliar o efeito da estimulação antes da implantação definitiva do elétrodo.
 
A segunda parte do tratamento decorre alguns dias depois, sob anestesia geral, e consiste na colocação, por baixo da pele, dos cabos de ligação e do “pacemaker” ou bateria que fornece a estimulação elétrica. Em geral, o pacemaker é implantado sob a clavícula.

Recuperação pós-operatória

A estimulação cerebral profunda é uma intervenção reversível, caso surjam efeitos secundários ou se o resultado não for o esperado.

Após a cirurgia, o doente deve comparecer a consultas de seguimento periódicas com o seu neurologista. Por vezes, se os sintomas mudarem, pode ser necessário reprogramar o estimulador.

Alternativas terapêuticas

Existe outra alternativa terapêutica indicada para doentes que apresentam sintomas e sinais predominantemente unilaterais de Parkinson com vários anos de evolução, bem como para aqueles em que, por algum motivo específico, não seja possível implantar um estimulador.

Esta técnica denomina-se subtalamotomia e consiste em realizar uma termolesão controlada na zona motora do núcleo subtalâmico responsável pela sintomatologia apresentada pelo doente.

O Departamento de Neurocirurgia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Neurocirurgia conta com especialistas com vasta experiência assistencial e investigadora e com a tecnologia mais avançada.

Somos o primeiro centro espanhol a incorporar Ressonância Magnética intraoperatória de alto campo (3T). Isto permite a máxima precisão e controlo na cirurgia craniana.

Somos o centro médico espanhol com maior experiência em cirurgia da doença de Parkinson através de estimulação cerebral profunda. Dispomos da mais recente tecnologia com ultrassons focalizados (HIFU)  e de ampla experiência no tratamento do tremor essencial e da doença de Parkinson sem incisão.

Tratamentos que realizamos

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Porquê em Navarra?

  • Primeiro centro espanhol com uma ressonância magnética intraoperatória de alto campo (3T).
  • Cirurgia de precisão e minimamente invasiva.
  • Especialistas na utilização de HIFU para o tratamento do tremor.