Potenciais evocados
"Para avaliar as respostas, é necessário aplicar várias centenas de estímulos e calcular a média dos resultados."
DR. MANUEL ALEGRE ESTEBAN DIRETOR. SERVIÇO DE NEUROFISIOLOGIA

O que são os potenciais evocados?
Os potenciais evocados são técnicas diagnósticas que, mediante estímulos sensitivos (visuais, auditivos ou táteis elétricos) e o registo das respostas cerebrais que estes provocam, avaliam a integridade das vias sensitivas estimuladas. Para avaliar estas respostas, é necessário administrar várias centenas de estímulos e calcular a média dos resultados.
Se o estímulo visual, auditivo ou a sensação elétrica não produzirem a onda esperada no tempo e local adequados, significa que existe alguma interrupção dessa via nervosa e, portanto, esse dado fará pensar num tipo preciso de doença.

Quando estão indicados os potenciais evocados?
Servem para identificar lesões nas vias sensitivas que são estimuladas e para as classificar, sugerindo umas causas ou outras.
São métodos de controlo evolutivo de processos já conhecidos. Avaliam sinais de progressão ou melhoria de uma doença que não provoca sintomas ou problemas claros no doente.
São exames importantes em doenças como neurite ótica, esclerose múltipla, surdez, traumatismos cranioencefálicos, lesões da medula espinal ou do tronco cerebral, neuropatias, etc. Uma alteração dos potenciais ajuda no seu diagnóstico ou na sua exclusão.
Como são ondas independentes da vontade do doente, constituem dados objetivos e conclusivos de lesão ou de normalidade, o que é muito importante para a correlação entre as queixas do doente e a lesão real.
Por vezes, as alterações das vias precedem mesmo o aparecimento de sintomas, ajudando ao diagnóstico precoce de doenças que podem ser tratáveis e que devem ser tratadas com urgência.
Doenças em que são solicitados exames de potenciais evocados:
- Esclerose múltipla
- Hipoacusia
- Neurite ótica
- Traumatismos cranioencefálicos
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar-lhe potenciais evocados
Como se realizam os potenciais evocados?
Realização dos potenciais evocados
Para a realização deste exame não é necessária qualquer preparação prévia. São colocados elétrodos no couro cabeludo e nos pavilhões auriculares e/ou no ombro, pescoço e coluna vertebral (fixados com pasta condutora e colódio).
Posteriormente, o doente recebe diferentes estímulos para obter a resposta evocada correspondente. Assim, para o potencial evocado visual, recebe um estímulo visual; para o potencial evocado auditivo, o estímulo consiste em ouvir sons através de auscultadores; e os potenciais evocados somatossensoriais são produzidos por estímulos elétricos nos pés e nas mãos.
Quanto tempo duram os potenciais evocados
Para obter um potencial, é necessário promediar várias centenas de estímulos, pelo que os exames são demorados. Habitualmente, duram cerca de meia hora (para os auditivos e visuais) ou uma hora (para os PESS das quatro extremidades), desde que o registo decorra sem contratempos.
Os potenciais cognitivos requerem a colocação de todos os elétrodos do EEG, geralmente com um capacete. Posteriormente, realiza-se uma tarefa que exige atenção, normalmente distinguir entre dois tipos de sons, contando ou sinalizando de outra forma a presença de um deles.
Também aqui é necessário promediar várias centenas de estímulos, pelo que se trata de um exame prolongado, geralmente superior a meia hora.
Possíveis riscos dos potenciais evocados
São técnicas seguras e inócuas para o doente, embora exista a possibilidade de surgirem problemas relacionados com os elétrodos (de tipo alérgico).
Os estímulos aplicados podem causar algum desconforto. O doente pode terminar cansado, uma vez que se tratam de exames longos.
Em alguns casos, os estímulos elétricos necessários para os PESS podem ser incómodos devido à sensação de formigueiro ou dor.
O Serviço de Neurofisiologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Serviço de Neurofisiologia da Clínica colabora no diagnóstico e acompanhamento de doentes com doenças que afetam o sistema nervoso central e periférico.
Partilhamos objetivos assistenciais, de investigação e de docência com a Neurocirurgia, a Neurologia e a Área de Neurociências do Cima Universidad de Navarra.
O cuidado prestado ao doente neurológico beneficia dos resultados da investigação, e as novas gerações de médicos aprendem a cuidar dos seus doentes com um sentido otimista, sustentado na esperança real de encontrar curas eficazes.
Organizados em áreas de diagnóstico
- Área de Controlo Motor.
- Área de Eletroencefalografia.
- Área de Eletromiografia.
- Área do Sono.
- Área de Potenciais Evocados.
- Monitorizações em bloco operatório.

Porquê na Clínica?
- Assistência diagnóstica de vanguarda com forte atividade em investigação e docência.
- Equipa de enfermagem especializada.
- Trabalhamos em estreita articulação com a Unidade do Sono.