Análise de proteínas plasmáticas
"A determinação das proteínas totais é útil para o diagnóstico de várias doenças que alteram as proteínas do sangue, da urina ou do líquido cefalorraquidiano."
DR. ÁLVARO GONZÁLEZ HERNÁNDEZ DIRETOR. SERVIÇO DE BIOQUÍMICA CLÍNICA

Como atuam as proteínas plasmáticas?
Quando o organismo sofre alguma agressão (infeção, traumatismo, intervenção cirúrgica, etc.), inicia-se um processo de reação para lhe fazer face. No fígado começam a sintetizar-se as proteínas reagentes que desempenharão uma função protetora do organismo, ao limitar a agressão e contribuir para a reparação.
Durante este processo de reação, denominado reação de fase aguda, a proporção entre albumina e globulinas altera-se e modificam-se de forma representativa as propriedades físico-químicas do plasma.

Quando se estudam as proteínas plasmáticas?
As proteínas estão presentes em todas as células e nos diferentes líquidos corporais (plasma, urina, etc.).
As proteínas circulantes são sintetizadas principalmente no fígado.
A concentração de proteínas no soro situa-se entre 6,6 e 8,7 g/dl.
Em caso de doença, tanto a concentração total como a das diferentes frações podem encontrar-se alteradas.
A determinação das proteínas totais é utilizada para o diagnóstico de diversas patologias.
Doenças nas quais se solicitam análises das proteínas plasmáticas:
- Défice de alfa-1-antitripsina
- Estados de desnutrição
- Mieloma múltiplo
- Síndrome nefrótico
Tem alguma destas doenças?
Pode ser necessário realizar-lhe uma análise das proteínas plasmáticas
Como se realiza o estudo das proteínas plasmáticas?
Principais proteínas plasmáticas
- Prealbumina e proteína transportadora de retinol. Participam no transporte de hormonas. O seu nível diminui rapidamente quando existem problemas nutricionais e hepáticos.
- Albumina. Representa 50–60% da proteína plasmática. É sintetizada no fígado e permanece em circulação cerca de 19 dias até ser metabolizada nos tecidos, onde constitui uma fonte de aminoácidos. As suas funções mais importantes relacionam-se com o seu tamanho, que a mantém no interior da circulação contribuindo para a retenção de líquidos neste espaço, e com a sua carga elétrica negativa, que lhe confere uma grande capacidade de transporte inespecífico de hormonas, iões, fármacos, etc.
- Alfa-1-glicoproteína ácida e alfa-1-antitripsina. São os principais componentes das alfa-globulinas. A primeira modula a resposta celular e a segunda inibe proteases na reação de fase aguda.
- Alfa-2-macroglobulina. É uma antiprotease que se destaca pelo seu grande tamanho.
- Ceruloplasmina. Proteína que contém cobre e desempenha uma dupla função: oxidante do ferro e antioxidante geral.
- Transferrina. É a proteína transportadora do ferro. Na anemia ferropénica, a sua concentração encontra-se aumentada.
- Beta-2-microglobulina. Pequena proteína que faz parte dos antigénios de histocompatibilidade. Aumenta no sangue quando há maior celularidade e, na urina, em situações de disfunção tubular renal que impedem a sua retenção, levando à sua perda.
- Proteína C reativa. É a proteína mais sensível aos processos inflamatórios, apresentando uma elevação precoce e intensa da sua concentração no sangue.
- Imunoglobulinas. Conjunto de proteínas com ação defensiva, reativas com antigénios.
Realização da análise das proteínas plasmáticas
Para realizar a análise, é colhida uma amostra de sangue venoso e, no laboratório, procedeu-se à separação das proteínas plasmáticas.
Quando o exame solicitado é um proteinograma urinário, é necessária a recolha de urina de 24 horas e, caso seja necessário analisar o líquido cefalorraquidiano (LCR), realiza-se uma punção lombar.
Existem diferentes métodos de separação; um dos mais simples é a eletroforese, na qual o soro é submetido à ação de um campo elétrico e, consoante a carga elétrica líquida de cada molécula, o tamanho e a forma, a intensidade do campo elétrico, as propriedades do meio e a temperatura do ensaio, as proteínas agrupam-se em bandas (habitualmente cinco: albumina, α1-, α2-, β- e γ-globulinas), formando o proteinograma.
Uma vez separadas, as bandas são coradas com corantes (azul de bromofenol ou azul de Coomassie).
O Serviço de Bioquímica Clínica
da Clínica Universidad de Navarra
O Serviço de Bioquímica Clínica da Clínica Universidad de Navarra é responsável pela realização das análises bioquímicas solicitadas pelos especialistas médicos do nosso centro.
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Para garantir a excelência no atendimento ao doente, disponibilizamos a resposta com os resultados das análises no mais curto prazo possível, respondendo em apenas 46 minutos em alguns casos de análises gerais.
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- Bioquímica geral.
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