Sinusite
"O tratamento deve ser sempre feito sob prescrição e controlo médico. Deve ser indicado de acordo com a gravidade dos sintomas e a existência ou não de complicações."
DR. JORGE DE ABAJO LARRIBA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA

O que é a sinusite?
Uma sinusite é uma inflamação da mucosa que reveste os seios paranasais (seios maxilares, etmoidais, frontais e esfenoidal). A sua origem é quase sempre um foco inflamatório no nariz, pelo que é habitualmente denominada rinossinusite.
A sinusite pode ser aguda quando o tempo de evolução é inferior a três semanas; subaguda, quando os sintomas persistem entre três semanas e três meses; e crónica, quando a duração da doença é superior a três meses.
A Clínica é pioneira em Espanha na utilização de balões de sinuplastia. Esta técnica pode ser aplicada tanto sob anestesia geral como sob anestesia local em consulta, permitindo a abertura e a limpeza dos seios paranasais de forma minimamente invasiva e com excelentes resultados.

Quais são os sintomas da sinusite?
Na forma aguda de sinusite, há dor facial, sensação de pressão, obstrução nasal, rinorreia (fluxo abundante de muco nasal), diminuição do olfato e tosse. Pode também surgir febre, dificuldade respiratória, fadiga e dor dentária.
Na sinusite crónica pode existir: dor facial, sensação de pressão facial, congestão nasossinusal, obstrução nasal, rinorreia espessa, rinorreia posterior e presença de pus na cavidade nasal.
Por vezes, pode também apresentar febre e pode causar dor de cabeça, dificuldade respiratória e fadiga. Os sintomas podem persistir durante doze semanas ou mais.
Os sintomas mais habituais são:
- Dor facial.
- Obstrução nasal.
- Rinorreia (secreção nasal).
- Gotejamento pós-nasal.
- Diminuição do olfato.
- Cefaleias.
Tem algum destes sintomas?
Pode estar a sofrer de sinusite
Quais são as causas da sinusite?
A causa mais frequente de inflamação dos seios perinasais e das fossas nasais é a constipação comum, habitualmente devida a uma infeção viral.
As sinusites agudas bacterianas são geralmente precedidas por uma constipação das vias respiratórias superiores ou por um processo alérgico, ou ainda por qualquer tipo de irritação ambiental (fumos, gases, vapores...).
Em condições normais, o muco que é produzido e se acumula nos seios perinasais drena para a fossa nasal; porém, quando se tem uma constipação ou um processo alérgico, a mucosa dos seios perinasais inflama-se e impede a drenagem do muco. Isto conduz à congestão e à infeção.
Os microrganismos responsáveis mais frequentes são o Streptococcus pneumoniae e o Haemophilus influenzae. Ao contrário de uma constipação das vias respiratórias superiores ou de um processo alérgico, uma sinusite bacteriana requer um diagnóstico preciso e tratamento antibiótico para obter a cura e prevenir possíveis complicações.
Quem pode padecer dela?
A sinusite é um dos motivos de consulta médica mais frequentes. Afeta tanto crianças como adultos. A afetação de um único seio é pouco habitual.
O complexo osteomeatal, que é uma zona de confluência de vários seios na fossa nasal, é a área mais frequentemente afetada.
A sinusite tem cura?
Habitualmente, a resposta ao tratamento antibiótico específico é satisfatória.
Nos casos em que se detete algum dos fatores locais ou sistémicos que podem predispor ao desenvolvimento de sinusite, é conveniente a sua correção.
Desta forma, evita-se o agravamento do prognóstico a curto e a longo prazo, com a cronificação da sinusite ou com o aparecimento de complicações.
Como se diagnostica a sinusite?
O diagnóstico de uma sinusite faz-se fundamentalmente com base nos dados obtidos após a realização de uma história clínica e de um exame clínico cuidadoso.
É recomendável um estudo completo da área nasal e dos seios perinasais, com uma avaliação anatómica (observação direta), fisiológica (estudo dos fluxos nasais) e radiológica (radiografia simples e TAC).
A observação da fossa nasal pode ser realizada por rinoscopia anterior ou por endoscopia com óticas flexíveis ou rígidas.
Em muitos casos, é necessário realizar exame radiográfico e cultura da secreção nasal para determinar a extensão da doença e a causa da sinusite.
A Clínica é pioneira em Espanha na utilização de balões de sinuplastia. Esta técnica pode ser aplicada tanto sob anestesia geral como sob anestesia local em consulta, permitindo a abertura e a limpeza dos seios perinasais de forma minimamente invasiva e com excelentes resultados.
Como se trata a sinusite?
A sinusite aguda é uma infeção bacteriana dos seios perinasais. O tratamento principal consiste na administração de antibióticos por via oral durante um período de dez a catorze dias. Habitualmente, também se indicam descongestionantes por via oral ou tópicos para aliviar os sintomas.
O antibiótico será tão específico quanto possível, de acordo com o antibiograma obtido a partir da cultura do exsudado ou da secreção nasal.
A sinusite crónica, por outro lado, consiste numa inflamação crónica da mucosa nasal. Esta inflamação pode estar acompanhada, ou não, de um processo infecioso crónico.
O tratamento de primeira linha consiste na administração de antibióticos em conjunto com corticosteroides. Em alguns casos, será necessário oferecer ao doente tratamento com corticosteroides orais por um curto período de tempo. Também se propõe frequentemente a utilização de corticosteroides tópicos de manutenção para melhorar ou manter o bem-estar do doente.
Caso exista um processo infecioso associado, serão adicionados a este tratamento antibióticos por via oral, tão específicos quanto possível, de acordo com o antibiograma.
O tratamento endoscópico da sinusite reserva-se para os doentes em que o tratamento médico não foi eficaz, ou que apresentam alguma característica anatómica que favorece o aparecimento de sinusite
A cirurgia endoscópica endonasal é um procedimento muito eficaz. Não requer incisões nem internamento e é realizada através da introdução, pelo nariz, de um instrumento delgado de fibra ótica (endoscópio). Com esta técnica, podem realizar-se diferentes procedimentos com grandes vantagens para o doente.
Nos últimos anos, o Departamento de Otorrinolaringologia da Clínica tem sido pioneiro na realização de sinuplastia com balão. Esta técnica consiste na introdução de um guia com um balão na extremidade. Quando colocado na zona afetada, o balão é insuflado e pressiona as paredes do canal, alargando-o, facilitando a drenagem das secreções e restaurando a ventilação da cavidade. Este procedimento é aplicável apenas em alguns casos de rinossinusite.
Esta técnica minimiza o risco para o doente e encurta de forma importante o período de recuperação. Outra das vantagens deste procedimento é que, em alguns casos, pode ser realizado sob anestesia local em consulta, sem necessidade de internamento.
A par da técnica de sinuplastia com balão, o Departamento de Otorrinolaringologia da Clínica também tem sido pioneiro na utilização de dispositivos de libertação prolongada de medicação ao nível das fossas nasais. Esta técnica está indicada nos casos em que se observa a presença de pólipos nasais.
Habitualmente, quando isto acontece, indica-se tratamento com corticosteroides por via oral. O uso de corticosteroides por via sistémica pode implicar o aparecimento de efeitos secundários. Os dispositivos de libertação prolongada de corticosteroides permitem alcançar doses elevadas de medicação ao nível da fossa nasal, minimizando, desta forma, a necessidade de administrar corticosteroides sistémicos.
O Departamento de Otorrinolaringologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Otorrinolaringologia da Clínica Universidad de Navarra é uma referência nacional e mundial em numerosos procedimentos cirúrgicos altamente especializados.
Dispomos da mais recente tecnologia e realizamos todos os exames de diagnóstico em menos de 48 horas, para oferecer aos nossos doentes a melhor solução no menor tempo possível.
Fomos dos primeiros centros de Espanha a utilizar cirurgia robótica no tratamento cirúrgico com o sistema Da Vinci®.
Organizados em unidades especializadas
- Otologia - Audição.
- Rinologia - Nariz.
- Faringologia - Garganta.
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- Perturbações do equilíbrio.
- Problemas de cabeça e pescoço.

Porquê na Clínica?
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