Infeções vertebrais

"O diagnóstico precoce e o início do tratamento antibiótico o mais rapidamente possível aumentam a probabilidade de cura e evitam complicações importantes."

DR. VÍCTOR RODRIGO PARADELLS
DIRETOR. DEPARTAMENTO DE NEUROCIRURGIA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

A infeção vertebral ocorre quando um microrganismo invade a coluna vertebral.

  • Empiema epidural ou subdural. Um empiema é uma infeção localizada num espaço de uma cavidade. Neste caso, pode situar-se no espaço epidural ou no espaço subdural.
  • Osteomielite vertebral ou espondilite infecciosa. Um abcesso é uma infeção organizada num tecido. Quando afeta o osso, isto é, a vértebra, denomina-se osteomielite vertebral ou espondilite infecciosa.

Se a infeção afeta exclusivamente o disco intervertebral, denomina-se discite infecciosa. Se for mista (disco e vértebra), falar-se-á de espondilodiscite infecciosa.

Se a infeção chegar a afetar as membranas que recobrem o sistema nervoso, desenvolver-se-á uma meningite.

O nível torácico é o mais frequentemente afetado (50%), seguido do lombar (35%) e do cervical (15%). Muitas vezes coexistem empiemas e discites ou osteomielites.

Quais são os sintomas de uma infeção vertebral?

A infeção vertebral surge por três vias de disseminação dos microrganismos: via hematogénica, inoculação externa direta e por contiguidade a partir de tecidos vizinhos.

A infeção da coluna vertebral pode provocar uma dor constante, que piora à noite e com as mudanças de posição, a deambulação e a realização de atividades. 

Esta dor pode irradiar para o tórax ou para o abdómen.

Quando afeta os espaços cervicais, pode provocar disfagia e/ou torcicolo.

Se existir défice neurológico, podem surgir hipoestesia (diminuição da sensibilidade), dormência e cãibras no membro afetado.

Os sintomas mais habituais são:

  • Dor local, inespecífica e moderada.
  • Febre.
  • Mal-estar e cansaço generalizado.
  • Alterações neurológicas.

Tem algum destes sintomas?

Pode ter uma infeção vertebral

Quais são as causas de uma infeção vertebral?

A origem da infeção pode ser iatrogénica (cirurgias ou punções) ou por disseminação hematogénica e, por vezes, é mesmo impossível determinar a proveniência do agente patogénico (até 50% em algumas séries).

Atualmente, são cada vez menos frequentes, uma vez que os avanços na assepsia cirúrgica e na antibioterapia reduziram significativamente estas infeções.

Staphylococcus aureus é o agente mais frequentemente observado (>50%). A tuberculose (doença de Pott) e as infeções fúngicas, muito raras em indivíduos imunocompetentes, devem ser suspeitadas em doentes imunodeprimidos ou em consumidores de drogas por via parentérica (ADVP).

Quais são os fatores de risco?

Existem alguns fatores que podem favorecer o aparecimento de uma infeção vertebral:

Diabetes mellitus, alcoolismo, traumatismo penetrante, procedimento cirúrgico prévio, idade avançada, obesidade, desnutrição, imunodepressão ou imunomodulação (corticoterapia, VIH/SIDA, transplantados, etc.), toxicodependência, comorbilidade médica importante, mau estado geral do doente, hemodiálise, etc.

Como se diagnostica uma infeção vertebral?

Imagen del PET-TAC. Clínica Universidad de Navarra

As análises laboratoriais (velocidade de sedimentação globular (VSG), proteína C reativa (PCR), procalcitonina, leucograma, etc.) são parâmetros indispensáveis para a monitorização deste tipo de doença.

O estudo radiológico simples fornece informação sobre as alterações cronológicas no osso, mas não é suficiente para avaliar a fase aguda-subaguda da doença; no entanto, radiografias dinâmicas para avaliar a estabilidade vertebral, consoante o grau de atingimento das vértebras, também são de grande importância.

A ressonância magnética (partes moles) e o TAC/TC (elementos ósseos) são os exames de referência para um estudo adequado e eficaz da infeção.

Em casos duvidosos, também podem ser úteis exames de medicina nuclear: cintigrafia com leucócitos marcados ou com gálio/tecnécio, SPECT-TC e PET-TC.

O estudo diagnóstico definitivo de uma infeção é a realização de uma biópsia, da qual se obtêm amostras para cultura do agente patogénico a tratar. Pode ser efetuada num ato cirúrgico ou por via percutânea guiada por TC.

Como se trata uma infeção vertebral?

O tratamento de qualquer uma destas infeções é a antibioterapia intravenosa. Se o agente patogénico responsável for conhecido, será administrada antibioterapia dirigida. Se a origem da infeção ainda for desconhecida, será implementada antibioterapia de largo espetro.

Se o empiema ou o abcesso provocar uma compressão evidente sobre estruturas nervosas, está indicada cirurgia para aliviar a pressão na zona afetada.

Se, devido à destruição óssea, existir instabilidade vertebral, pode estar indicada uma cirurgia de estabilização, uma vez que esta consequência da infeção frequentemente causa maior dor ao doente.

Numa discite infecciosa pós-cirúrgica, o tratamento habitual é antibioterapia intravenosa empírica, repouso e uma ortótese lombar ou dorso-lombar.

O Departamento de Neurocirurgia
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Tratamentos que realizamos

Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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