Faringite aguda
«No tratamento das faringites agudas, a automedicação indiscriminada e o incumprimento da prescrição médica conduzem à resistência ao tratamento e ao aparecimento de complicações.»
DR. FRANCISCO JAVIER CERVERA PAZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA

A faringite é uma afeção que se manifesta por irritação, inflamação ou infeção da faringe e, muito particularmente, do seu tecido linfoide.
A faringite aguda é uma infeção causada por vírus ou bactérias.
Em muitos destes quadros surge um aumento doloroso dos gânglios do pescoço (linfadenite reativa), uma vez que neles também existe tecido linfoide.

Quais são os sintomas da faringite aguda?
Os lactentes (3 meses a 1 ano) podem estar irritáveis, apresentar perturbações do sono e da alimentação, com febre irregular, corrimento nasal transparente ou espesso, obstrução nasal e ressonar, e escoriações nas narinas.
Com muita frequência, surgem gânglios do pescoço aumentados, geralmente dolorosos; é muito comum existir simultaneamente uma inflamação do ouvido médio (otite média aguda). As crianças em idade escolar costumam apresentar um quadro de início súbito, caracterizado por febre alta, mal-estar geral, vermelhidão da faringe e, por vezes, do palato e da língua, dor ao engolir, presença de placas de exsudado esbranquiçado ou acinzentado nas amígdalas ou faringe e gânglios cervicais aumentados e dolorosos. Se houver aumento do tamanho das vegetações adenoides, quase sempre existirá obstrução nasal, respiração pela boca e ressonar noturno.
Os sintomas mais habituais são:
- Mal-estar geral.
- Febre.
- Dor de garganta ao engolir.
- Vermelhidão da faringe.
- Gânglios cervicais inflamados.
Nos adultos, os sintomas são semelhantes aos das crianças em idade escolar, ou seja, febrícula ou febre, mal-estar geral, vermelhidão da faringe, presença de placas de exsudado esbranquiçado ou acinzentado nas amígdalas ou faringe, dor de garganta agravada ao engolir saliva e alimentos e gânglios cervicais aumentados e dolorosos.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente uma faringoamigdalite aguda
Quais são as causas da faringite aguda?
A maioria das faringites agudas são processos infeciosos, devidos a vírus ou bactérias; os vírus causam entre 80% e 90% das faringites, tanto em crianças como em adultos.
As infeções faríngeas causadas por vírus podem, além disso, predispor a uma sobreinfeção bacteriana.
Os vírus que mais frequentemente provocam estes quadros são os responsáveis pela constipação comum e pela gripe (Rinovírus, Coronavírus, Adenovírus, Influenzavírus); alguns vírus causam quadros bastante típicos, como a mononucleose infeciosa (vírus Epstein-Barr ou citomegalovírus), a herpangina e a doença mão-pé-boca (vírus Coxsackie A) ou a gengivoestomatite herpética (vírus do herpes). Entre as bactérias, as da família Streptococcus são as mais frequentes.
As faringites causadas por fungos são raras, mas podem ocorrer sobretudo em doentes com défice imunitário, como, por exemplo, doentes em tratamento oncológico, transplantados ou com SIDA.
Como se diagnostica a faringite aguda?
O diagnóstico da faringite aguda baseia-se na história clínica e no exame do doente.
A apresentação mais ou menos súbita do quadro e as suas características clínicas (febre, mal-estar geral, mau hálito, dor cervical, etc.) fazem suspeitar de um quadro de faringoamigdalite aguda.
Em muitas ocasiões, é útil realizar alguns exames laboratoriais, como hemograma, velocidade de sedimentação globular ou determinação do título de antiestreptolisinas (ASLO).
Quando se suspeitam determinados agentes infeciosos, deve realizar-se uma zaragatoa faríngea para cultura do exsudado da faringe. Este exame permite identificar os microrganismos responsáveis pela infeção.
Se, além disso, for realizado um antibiograma, será possível conhecer a sensibilidade desses microrganismos ao tratamento antibiótico.
Como se trata a faringite aguda?
Independentemente da causa da faringite aguda, é necessário assegurar um suporte hídrico e nutricional adequados.
Devem utilizar-se anti-inflamatórios não esteroides. Em alguns quadros muito graves, pode ser recomendável o uso de corticoides, sobretudo para tratar a dor.
Como a maioria das faringites agudas é causada por vírus e não melhora com antibióticos, o tratamento antibiótico só deve ser utilizado quando o médico suspeita de uma infeção bacteriana primária, de uma infeção viral complicada ou de uma complicação de uma afeção faringoamigdalar. Nos casos em que sejam necessários antibióticos, os mais eficazes continuam a ser os da família das penicilinas (penicilina G, penicilina benzatina ou amoxicilina).
Bochechos com antissépticos podem ajudar a reduzir os sintomas locais.
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