Espondiloartropatias indiferenciadas
"O mais importante é distinguir entre os pacientes que irão desenvolver uma artrite persistente, que necessitarão de um tratamento precoce com fármacos modificadores da doença, e aqueles que terão um quadro autolimitado."
DR. ENRIQUE ORNILLA LARAUNDOGOITIA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE REUMATOLOGIA

As espondiloartropatias indiferenciadas são um grupo de doenças que apresentam características clínicas, radiológicas e predisposição genética sugestivas de espondiloartropatia, mas que não cumprem os critérios para o diagnóstico de qualquer uma destas doenças.
Em alguns casos, pode tratar-se de um estádio precoce de uma espondiloartropatia que, com o tempo, quando apresentar mais sintomas, poderá ser enquadrada numa entidade clínica concreta e, noutros casos, não desenvolverá o quadro clínico completo.

Quais são os sintomas das espondiloartropatias?
A artrite é periférica, assimétrica (de um lado), afetando poucas articulações e, geralmente, os membros inferiores. Uma grande percentagem dos doentes apresenta dor na coluna lombar (que não melhora com o repouso) e rigidez matinal. Além disso, mais de metade dos casos apresenta “entesopatia” (inflamação).
Entre as manifestações extra-articulares, destacam-se o envolvimento ocular (conjuntivite, uveíte — dos olhos —) e, com menor frequência, o envolvimento da pele e mucosas (úlceras na boca, balanite).
Os sintomas mais habituais são:
- Artrite periférica assimétrica.
- Dor na coluna lombar.
- Rigidez matinal.
- Inflamação.
- Envolvimento ocular.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente uma espondiloartropatia indiferenciada
Como se diagnosticam as espondiloartropatias?
Para o diagnóstico das espondiloartropatias, tem-se em conta um conjunto de manifestações clínicas que podem surgir simultaneamente, de forma isolada ou em diversas combinações.
Entre elas, destacam-se:
- Artrite assimétrica com predomínio nos membros inferiores.
- Entesite.
- Sacroiliíte.
- Envolvimento axial (espondilite, artrite das articulações interapofisárias e costovertebrais).
- Manifestações sistémicas (uveíte, psoríase, balanite, queratodermia).
- Associação com HLA-B27.
- Fator reumatoide negativo.
Como se tratam as espondiloartropatias?
O tratamento é sintomático, com anti-inflamatórios não esteroides e, se existir inflamação importante, administram-se corticosteroides em doses baixas. Em alguns casos, é necessária infiltração intra-articular de corticosteroides.
Quando o envolvimento é poliarticular e persistente, a sulfassalazina pode ser eficaz.
Não se deve esquecer o tratamento fisioterapêutico.
O Serviço de Reumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
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