Esclerose sistémica ou esclerodermia

"É uma doença crónica, mas na maioria dos casos os pacientes podem levar uma vida normal."

DR. ENRIQUE ORNILLA LARAUNDOGOITIA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE REUMATOLOGIA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

A esclerose sistémica, também conhecida como esclerodermia, é uma doença crónica autoimune que afeta principalmente a pele.

A esclerose sistémica ou esclerodermia, além de afetar a pele, pode afetar os órgãos internos (pulmões, intestinos, rins ou coração). As alterações da pele são causadas pelo aumento e pela acumulação de fibras de colagénio e de outras proteínas. A pele torna-se esclerosada (fica dura e rígida).

No início, as lesões consistem numa inflamação, que posteriormente se vai transformando em endurecimento.

A esclerose sistémica dificulta ainda a irrigação sanguínea ao ocluir as pequenas artérias e capilares que levam o sangue aos tecidos.

Quais são os sintomas da esclerose sistémica?

Os efeitos mais visíveis são lesões na pele ou morfeia. Costuma começar com um ligeiro edema da pele das mãos e dos pés, por vezes também da face, que se vai estendendo. Posteriormente, a pele torna-se rígida e dura, fica difícil de pinçar e, por vezes, limita os movimentos das articulações. 

No entanto, nas pessoas com envolvimento de todo o corpo, as cicatrizes e o espessamento estendem-se às estruturas subjacentes (gordura, músculo e, raramente, osso). É frequente ocorrerem alterações da coloração das mãos que, quando expostas ao frio, se tornam excessivamente pálidas e depois violáceas, por vezes acompanhadas de dor ou formigueiro. Estes sintomas designam-se fenómeno de Raynaud. A má circulação pode causar danos graves, como úlceras nos dedos das mãos ou gangrena.
 
Podem existir vasos sanguíneos dilatados na face, nas mãos, nas pregas ungueais e noutros locais. Alguns doentes desenvolvem depósitos de cálcio (calcinose) na pele e noutros órgãos, como os pulmões, os músculos e os rins.

A esclerose sistémica pode também causar dor nas articulações, fadiga, problemas digestivos, como dificuldade em engolir, azia, obstipação ou diarreia, e problemas cardiorrespiratórios, como dificuldade respiratória, hipertensão ou dor no peito.

Os sintomas mais habituais são:

  • Morfeia.
  • Pele rígida e dura.
  • Dor nas articulações.
  • Fenómeno de Raynaud.

Tem algum destes sintomas?

É possível que sofra de esclerose sistémica ou esclerodermia

Como se diagnostica a esclerodermia?

Tubos usados para la extracción de sangre en el Laboratorio de Extracciones

O diagnóstico é feito através de uma avaliação médica especializada por um reumatologista, que incluirá a descrição dos sintomas, um exame da pele e uma avaliação geral.

Realizam-se sempre exames complementares, como análises e uma radiografia do tórax, e apenas em alguns casos outros exames digestivos ou cardiorrespiratórios.

O objetivo destes exames é classificar melhor o tipo de doença e avaliar a sua gravidade e o grau de extensão.

Como se trata a esclerose sistémica?

Nenhum fármaco demonstrou ser eficaz em 100% dos doentes com esclerose sistémica, embora existam respostas parciais a imunossupressores nos casos de envolvimento sistémico.

O tratamento da fase inflamatória da lesão cutânea requer, habitualmente, a administração de corticosteroides. 

O envolvimento pulmonar intersticial pode melhorar, em fases iniciais, com ciclofosfamida oral/micofenolato de mofetil e esteroides.

No caso de hipertensão pulmonar, podem utilizar-se bloqueadores dos canais de cálcio, prostaciclina ou análogos.

O envolvimento gastrointestinal melhora com medidas posturais antirrefluxo, bloqueadores H2, procinéticos e eritromicina. Para a malabsorção, podem usar-se antibióticos de largo espetro.

Os bloqueadores dos canais de cálcio, juntamente com antiagregantes, são eficazes no fenómeno de Raynaud.

É essencial o controlo periódico da tensão arterial em doentes com esclerose difusa. Deve iniciar-se tratamento quando a tensão arterial for superior a 140/90 mmHg. Os casos de calcinose marcada podem requerer microcirurgia.

Para o tratamento do envolvimento muscular recomenda-se a utilização de corticosteroides em esquemas intensivos.

O tratamento das artralgias, artrites ou tenossinovites requer o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINE) e repouso. As infiltrações locais podem ser muito úteis.

O Serviço de Reumatologia
da Clínica Universidad de Navarra

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Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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