Doenças da conjuntiva
"É importante não se automedicar em casos de conjuntivite, pois alguns tratamentos frequentemente utilizados podem ter efeitos nocivos em determinados tipos de conjuntivite ou noutras situações inflamatórias que se assemelham a uma conjuntivite (como a queratite herpética, por exemplo)."
DRA. CRISTINA ABASCAL AZANZA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE OFTALMOLOGIA

A conjuntiva é uma membrana quase transparente que recobre a parte branca do olho, a esclera, e também as pálpebras pela sua face interna.
A sua função é proteger o globo ocular de agentes externos, embora intervenha também na formação de componentes da lágrima e na defesa imunológica do olho.
A conjuntivite é a patologia mais frequente e apresenta características comuns a todas as suas origens, como sejam: olho vermelho e aumento de secreções, diferentes para cada tipo de conjuntivite.
As mais frequentes são as de origem vírica, com uma clínica muito variável, mas que costuma ser muito florida, com início unilateral, tornando-se frequentemente bilateral ao fim de 3 a 7 dias.
Por vezes acompanha-se de edema importante da pálpebra. A secreção, neste caso, é aquosa, mas posteriormente pode tornar-se um pouco mais espessa. O tratamento é sintomático, porque não se pode evitar a sua evolução, que pode durar de uma semana a um mês, consoante a agressividade do vírus.

Quais são os sintomas de problemas da conjuntiva?
Alguns quadros que, à primeira vista, parecem conjuntivite podem, na realidade, corresponder a outras doenças oculares mais importantes.
Deve ter-se em conta se a acuidade visual está diminuída ou se surge dor intensa, situações em que se deve recorrer a um especialista em Oftalmologia.
Os sintomas mais habituais são:
- Dor ocular.
- Vermelhidão ocular.
- Comichão ocular.
- Secreção ocular.
- Visão turva.
Tem algum destes sintomas?
É possível que sofra de uma doença da conjuntiva
Tipos de doenças da conjuntiva e o seu tratamento
Geralmente, ocorre em pessoas com outros tipos de alergias (rinite, asma, dermatite, etc.) e associa-se a alergénios voláteis (pólen, ácaros do pó, etc.). O seu início costuma ser abrupto e bilateral, com um sintoma principal: comichão intensa, especialmente no extremo interno (junto ao nariz) da conjuntiva, comichão que aumenta ao esfregar. A secreção é aquosa ou mucosa, dependendo da intensidade.
O tratamento consiste na administração de colírios anti-histamínicos e/ou corticosteroides.
A secreção é mucopurulenta e o início é algo mais insidioso. O tratamento é, geralmente, eficaz com antibióticos em colírio.
Nas conjuntivites de difícil resolução ou recorrentes, deve pensar-se numa alteração da via lacrimal ou em patologia infeciosa das pálpebras (blefaroconjuntivite).
A conjuntiva é sensível a inúmeros agentes externos e pode inflamar-se por exposição a esses agentes.
São muito típicas as inflamações da conjuntiva relacionadas com a exposição, por exemplo, ao cloro das piscinas, ao ar condicionado, ao trabalho com computador, a colírios com conservantes, associadas a olho seco, etc.
O tratamento, nestes casos, consiste na evicção dos agentes tóxicos, associada à administração de colírios lubrificantes (lágrimas artificiais).
Esta lesão frequente pode formar-se na conjuntiva bulbar adjacente ao limbo, no lado nasal, ou mais tarde no lado temporal. À observação, podem encontrar-se depósitos elevados e amarelados, que aumentam gradualmente de tamanho, até contactarem com a córnea, embora não a invadam.
Do ponto de vista histológico, são constituídas por degenerescência elastótica do colagénio na substância fundamental, adelgaçamento do epitélio e, por vezes, calcificação.
Raramente é necessária a sua excisão cirúrgica.
Esta lesão é mais frequente em climas quentes e soalheiros e pode representar uma resposta à secura crónica e à exposição solar. Nestas zonas, a lesão progride e pode constituir uma ameaça à visão.
Ao exame, encontra-se uma área triangular elevada de conjuntiva bulbar, que invade ativamente a córnea, podendo causar sintomas visuais se atingir a área pupilar ou se gerar astigmatismo. É habitualmente bilateral, sendo mais frequentemente afetado o lado nasal da área interpalpebral.
O exame do bordo principal e do corpo do pterígio permite avaliar se há atividade na lesão, de acordo com o grau de dilatação vascular no seu centro.
Está indicada a remoção cirúrgica se a lesão progredir em direção ao eixo visual ou, em alternativa, se provocar incómodo significativo.
A taxa de recidiva é elevada, sobretudo em países com um elevado nível de exposição solar.
Os tumores da conjuntiva são relativamente raros e podem colocar problemas de diagnóstico quando surgem. A diferenciação clínica entre afeções benignas e neoplásicas pode ser difícil com base num exame simples.
Para determinar a evolução das lesões, pode ser útil realizar observações repetidas ao longo de um período, com a ajuda de fotografias seriadas.
Em muitos casos, será necessária uma biópsia para estabelecer um diagnóstico.
O Departamento de Oftalmologia
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