Doença de Perthes
"A idade é um dos fatores mais importantes em relação ao resultado final. As crianças com menos de 6 anos costumam ter uma evolução favorável e um resultado final excelente."
DR. MATÍAS ALFONSO OLMOS-GARCÍA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

A doença de Perthes é uma doença da anca da criança em que se produz uma fraqueza progressiva da cabeça do fémur e que pode provocar uma deformidade permanente da mesma.
As crianças podem apresentar dor na anca e coxear por muitas causas, desde contusões por quedas ou entorses por maus movimentos, até processos inflamatórios reumáticos ou infeções.
No exame costuma observar-se uma limitação discreta da mobilidade da anca afetada.
Normalmente esta doença não está relacionada com quedas ou pancadas na anca, embora seja frequente que os pais sofram algum problema nas ancas ou que as crianças tomem medicação com corticóides por outras doenças, sejam obesas ou tenham tido um período de crescimento rápido.

Quais são os sintomas da doença de Perthes?
As primeiras manifestações da doença são desconforto ou dor ao nível da anca, da coxa ou da zona do joelho, acompanhados por uma claudicação mais ou menos acentuada.
Com o tempo, a criança vai perdendo cada vez mais mobilidade da anca e a coxa pode emagrecer (atrofia muscular).
Os sintomas mais frequentes são:
- Coxear.
- Dor na zona da anca.
- Dificuldade em caminhar.
O seu filho tem algum destes sintomas?
Pode ser que sofra de doença de Perthes
Como se diagnostica a doença de Perthes?
Após um exame físico da criança, devem ser realizadas radiografias das ancas.
Os achados radiológicos dependem do estádio evolutivo da doença, sendo as imagens mais características a deformidade e a fragmentação da cabeça femoral, com alternância de zonas radiotransparentes e zonas opacas.
Podem também associar-se lesões secundárias, como aumento do colo femoral e esclerose acetabular.
Na cintigrafia óssea, pode observar-se aumento ou diminuição da captação do isótopo.
Como se trata a doença de Perthes?
Durante a fase inicial, costuma existir dor e é aconselhável tratamento com analgésicos (aspirina, ibuprofeno...) e repouso.
Em alguns doentes, com dor intensa e grande perda de mobilidade da anca, pode ser necessário internamento hospitalar para melhor controlo do repouso e da medicação e, inclusive, para colocar as pernas em tração ou aplicar imobilizações. Tudo isto com o objetivo de evitar a perda de mobilidade da anca.
Em casos graves e consoante a fase da doença, pode justificar-se uma cirurgia da anca. O tipo de cirurgia pode variar desde um simples alongamento de um músculo da virilha até uma cirurgia maior da anca para remodelar a bacia.
Quando esta doença surge em crianças com mais de 8–9 anos, é possível que persistam malformações e se desenvolva uma artrose importante da anca, que, com o tempo, poderá exigir uma prótese da anca.
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.
Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.
Organizados em unidades assistenciais
- Anca e joelho.
- Coluna vertebral.
- Membro superior.
- Ortopedia pediátrica.
- Tornozelo e pé.
- Tumores músculo-esqueléticos.

Porquê na Clínica?
- Especialistas em cirurgia artroscópica.
- Profissionais altamente qualificados que realizam técnicas pioneiras para resolver lesões traumatológicas.
- Um dos centros com maior experiência em tumores ósseos.