Displasia da anca da criança
"A selecção adequada de pacientes para alternativas cirúrgicas não artroplásicas pode melhorar o seu prognóstico, reduzindo ou atrasando as alterações degenerativas".
DR. JORGE GÓMEZ ÁLVAREZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

A displasia da anca, anteriormente designada luxação congénita da anca, consiste num desenvolvimento anormal da articulação entre o osso da coxa (fémur) e a anca, que provoca um deslocamento para fora do fémur (quando chega a sair totalmente designa-se luxação).
Surge antes do nascimento, durante o parto ou mesmo pouco depois deste.
Existem algumas circunstâncias que aumentam a probabilidade de a desenvolver, tais como: antecedentes de displasia da anca em pais ou irmãos, hipertensão arterial materna durante a gravidez, escassez de líquido amniótico durante a gravidez, gravidez prolongada, gravidez múltipla, parto por cesariana, parto pélvico, recém-nascidos muito grandes ou muito pequenos, entre outras.

Quais são os sintomas da displasia da anca na criança?
São variáveis, dependendo do momento em que ocorre, do grau de deslocamento do fémur para fora da anca e da idade da criança.
Desde o nascimento até a criança começar a andar, geralmente não provoca sintomas, devendo ser suspeitada e detetada pelo pediatra durante o exame.
Mais tarde, pode provocar atraso na idade em que a criança começa a andar, com coxeira ou marcha “de pato”. Habitualmente, só provoca dor depois dos cinco anos.
Os sintomas mais habituais são:
- Coxeira quando começa a andar.
- Dor na anca, se se deixar evoluir.
O seu filho tem algum destes sintomas?
É possível que apresente displasia da anca
Como se diagnostica a displasia da anca na criança?
A displasia da anca na criança ocorre em aproximadamente três em cada mil recém-nascidos, afetando mais frequentemente as raparigas (8 em cada 10 casos) e a anca esquerda.
Desde a primeira avaliação realizada aos recém-nascidos na sala de partos e nas consultas subsequentes de vigilância de saúde infantil, o pediatra observará atentamente a forma e a mobilidade das ancas da criança para detetar sinais de instabilidade ou deslocamento.
Nessa situação, será realizada uma ecografia das ancas (útil desde o nascimento até aos 3–4 meses de idade) ou uma radiografia das ancas (a partir dos 4 meses de idade), para observar a articulação em detalhe.
Como se trata a displasia da anca na criança?
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e quanto mais cedo começar o tratamento, melhor será o resultado.
Depende da gravidade do deslocamento e da idade em que é diagnosticada
O objetivo é recolocar corretamente o fémur na anca e mantê-lo nessa posição.
Desde o nascimento até aos 6 meses de idade, isto consegue-se colocando na criança um arnês ou sistema de correias, que deve ser usado por cima da roupa de forma contínua durante várias semanas ou meses (geralmente 2–4 meses), até se comprovar a estabilidade da anca. Com este tratamento, em crianças com menos de 6 meses, a cura é alcançada em 90% dos casos.
Se a displasia da anca for diagnosticada depois de a criança começar a gatinhar (para além dos 6 meses) ou se o arnês não tiver sido eficaz, o tratamento é muito mais complexo e incómodo, exigindo tração contínua da coxa durante várias semanas com um sistema volumoso de roldanas, seguida de uma cirurgia (redução ou recolocação da articulação). Posteriormente, para a estabilizar, a anca é imobilizada com gesso durante vários meses.
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.
Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.
Organizados em unidades assistenciais
- Anca e joelho.
- Coluna vertebral.
- Membro superior.
- Ortopedia pediátrica.
- Tornozelo e pé.
- Tumores músculo-esqueléticos.

Porquê na Clínica?
- Especialistas em cirurgia artroscópica.
- Profissionais altamente qualificados que realizam técnicas pioneiras para resolver lesões traumatológicas.
- Um dos centros com maior experiência em tumores ósseos.