Disfonia
"Cerca de 5% da população espanhola sofre de algum distúrbio da voz que requer a intervenção de um otorrinolaringologista."
DR. SECUNDINO FERNÁNDEZ GONZÁLEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE OTORRINOLARINGOLOGIA

A disfonia é a perda do timbre normal da voz por perturbação funcional ou orgânica da laringe.
A afonia é a alteração máxima da disfonia, a perda total da voz.
A hiperfunção vocal é a origem de patologias como os nódulos das cordas vocais, os pólipos ou o edema de corda vocal.
Os problemas nas crianças costumam dever-se a malformações congénitas, como as membranas laríngeas, angiomas ou alguma outra alteração mais infrequente.
Em idades mais avançadas, podem aparecer papilomas laríngeos, originados por uma infeção viral. Quando a criança já fala, podem começar a surgir alterações relacionadas, na maioria dos casos, com a hiperfunção vocal.
No adulto, a maioria das disfonias é causada por hiperfunção vocal. A disfonia também pode ter origem numa perturbação neurológica da laringe, como sucede na disfonia espástica, que se caracteriza por espasmos da voz que impedem o fluxo vocal regular, na doença de Parkinson ou na miastenia gravis, entre outras.
Entre as alterações endocrinológicas responsáveis por uma alteração das cordas vocais e, portanto, pela presença de disfonia, destacam-se o mixedema do hipotiroidismo ou as alterações produzidas no climatério.

Quais são os sintomas da disfonia?
A alteração quantitativa e qualitativa da fonação acompanha-se de um conjunto de características vocais (sinais) que diferem conforme o tipo de disfonia, seja de origem orgânica ou funcional.
Os sinais nas disfonias podem manifestar-se de forma isolada ou combinada, e é frequente que os sintomas (queixas do doente) coincidam com os sinais presentes.
Os sintomas referidos mais frequentes são: rouquidão, voz monótona, voz trémula, episódios de afonia, variações na intensidade, perda frequente dos agudos ou sensação de falta de ar ao falar.
Além disso, o doente com disfonia refere ou pode apresentar os seguintes sintomas não fonatórios: tosse, comichão, uso de pigarreio para aclarar a voz, sensação de corpo estranho ao engolir e dor ligeira a moderada na garganta ao falar.
Os sintomas mais habituais são:
- Rouquidão.
- Variações na intensidade da voz.
- Episódios de afonia ou ausência de voz.
- Tosse.
- Dor de garganta ao falar.
Tem algum destes sintomas?
É possível que apresente disfonia
Como se diagnostica a disfonia?
O som gerador da voz origina-se pela vibração das cordas vocais, localizadas na laringe.
Uma forma de disfonia fisiológica é a mudança de voz que ocorre no adolescente do sexo masculino, entre os 15 e os 18 anos.
É necessário realizar um exame físico da laringe em toda a disfonia recidivante ou que se prolongue por mais de 15 dias, sobretudo se existir hábito tabágico. Pode evidenciar a presença de uma tumoração numa corda vocal.
Como se trata a disfonia?
A maioria das disfonias pode ser tratada com repouso vocal e modificação de maus hábitos no uso da voz.
O tratamento da disfonia causada por processos infeciosos requer apenas repouso vocal e, por vezes, anti-inflamatórios.
O tratamento dos nódulos e do edema das cordas vocais consiste na realização de reabilitação foniátrica e, se persistirem, completar esta com excisão microcirúrgica.
No caso do pólipo da corda vocal, o tratamento fundamental é a excisão cirúrgica e a posterior reabilitação foniátrica.
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