Descolamento da retina

"O aparecimento súbito de moscas volantes ou de flashes luminosos deve ser motivo de consulta urgente com um oftalmologista."

DR. MANUEL SÁENZ DE VITERI VÁZQUEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE OFTALMOLOGIA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

A retina é a camada do fundo do olho que capta os estímulos luminosos e perceciona as imagens que serão enviadas para o nosso cérebro.

No descolamento da retina ocorre a separação espontânea da retina neurossensorial (camada interna da retina) do epitélio pigmentar (camada externa).

Na maioria dos casos, isto acontece porque se produziu uma rutura na retina através da qual passou líquido que foi descolando a retina.

O tratamento do descolamento da retina é cirúrgico e o principal objetivo da cirurgia é selar todas as ruturas ou orifícios retinianos e reaplicar a retina. Isto é feito fundamentalmente com 3 métodos: vitrectomia, cirurgia escleral ou retinopexia pneumática.

O Departamento de Oftalmologia conta com uma equipa de cirurgiões de retina com ampla experiência no tratamento das complicações do descolamento da retina.

Quais são os sintomas do descolamento da retina?

Muitas vezes, o descolamento da retina é precedido pelo aparecimento súbito de “moscas volantes” ou por um aumento brusco das já existentes, bem como pelo surgimento de flashes luminosos (descolamento sintomático do vítreo).

Qualquer um destes sintomas deve ser motivo de consulta urgente com um oftalmologista, pois, nesta fase, o descolamento pode ainda não estar estabelecido.

Se, no exame do fundo do olho, forem identificadas uma ou mais roturas retinianas, será aconselhável realizar um tratamento preventivo com laser, mesmo que ainda não tenha provocado um descolamento.

Se o descolamento já estiver presente, para além dos sintomas anteriormente referidos, pode notar-se uma “sombra” ou “cortina” que impede a visão numa parte do olho.

É muito importante fazer um diagnóstico precoce, pois as possibilidades de melhoria são maiores se a zona central da retina, denominada mácula, não chegar a descolar.

Tem algum destes sintomas?

É possível que apresente um descolamento da retina

Como se diagnostica o descolamento da retina?

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O diagnóstico do descolamento da retina estabelece-se com base na sintomatologia referida pelo doente e é complementado pela observação do fundo do olho.

Perante sintomas compatíveis, será realizado:

  • Um exame do fundo do olho após dilatação pupilar, para verificar o estado da retina. 

Como se trata o descolamento da retina?

O principal benefício da cirurgia é evitar a cegueira do olho afetado pelo descolamento. Pode acontecer que, no momento da cirurgia, já tenha havido alguma perda de visão devido ao descolamento; por isso, mesmo que a cirurgia seja bem-sucedida, a visão pode não voltar ao normal.

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, em função do grau e da fase do descolamento da retina:

  • Vitrectomia: é um tipo de microcirurgia realizada sob microscópio, com 3 pequenas incisões na parte branca do olho, através das quais são introduzidos instrumentos muito finos.
    Primeiro remove-se o gel vítreo (vitrectomia) e, em seguida, reaplica-se a retina neurossensorial sobre o epitélio pigmentar.
    Depois tratam-se as roturas retinianas com laser ou crioterapia e, por fim, o olho é preenchido com gás ou óleo de silicone, que irá tamponar as roturas retinianas enquanto o laser ou a crioterapia cicatrizam. Enquanto houver gás no olho, a visão ficará turva, mas este irá desaparecendo gradualmente ao longo das semanas seguintes (2–8 semanas). Após a cirurgia, o doente é posicionado com a cabeça numa determinada postura durante 7–14 dias, para que a bolha de gás ou de silicone tampe as roturas retinianas.
  • Cirurgia escleral: cose-se uma banda ou um segmento de banda de silicone sólido sobre a camada mais externa da parede do olho (esclera). Esta banda empurra a parede do olho para dentro, causando uma indentação que fecha a rotura e permite a reaplicação da retina.
  • Retinopexia pneumática: injeta-se uma bolha de gás no interior do olho, sem realizar vitrectomia, e posiciona-se o doente de forma específica para que o gás tamponne o rasgão e, assim, a retina possa ser reaplicada. No momento da injeção do gás, o rasgão pode ser tratado com crioterapia ou, posteriormente, após a reaplicação da retina, pode ser tratado com laser ou crioterapia.

A taxa de sucesso anatómico do descolamento da retina é de aproximadamente 90% com uma única cirurgia. Nos casos em que não se consiga à primeira, pode proceder-se a nova intervenção, aumentando a taxa de sucesso para cerca de 98%. Ainda assim, o sucesso anatómico nem sempre está associado a sucesso funcional.

Se o descolamento tiver provocado perda de visão, mesmo que se consiga reaplicar a retina, essa visão já perdida pode não ser recuperada.

O Departamento de Oftalmologia
da Clínica Universidad de Navarra

Dotado da mais recente tecnologia, o Departamento de Oftalmologia dispõe da equipa, dos meios técnicos e dos recursos humanos necessários para oferecer uma assistência integral e específica para cada doente.

Somos um dos poucos centros que dispõe de um laboratório de microcirurgia para a melhoria da prática clínica.

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