Catarata
"Atrasar a intervenção até que o doente já não veja nada faz com que a catarata atinja um estado muito avançado e aumenta a probabilidade de complicações durante a cirurgia."
DRA. CRISTINA ABASCAL AZANZA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE OFTALMOLOGIA

A catarata é a opacificação do cristalino. O cristalino é um tecido interno transparente do olho, em forma de lente, que serve para focar ao longe e ao perto.
Com o passar dos anos, perde parte da sua eficácia, sendo necessário que o doente leia com óculos e, posteriormente, perde a transparência.
As cataratas provocam perda de visão e constituem a principal causa de cegueira curável, sendo mais frequentes em pessoas com diabetes ou em tratamento com determinados fármacos, como os corticóides.
A cirurgia de catarata é rápida e comporta um risco mínimo para o doente.
Na Clínica não temos lista de espera e dispomos de uma vasta experiência nesta cirurgia, especialmente em cataratas avançadas, com pseudoexfoliação, cirurgias oftalmológicas prévias, etc.

Quais são os sintomas das cataratas?
- Perceção de imagens desfocadas, como se através de um véu
- Perda da intensidade das cores.
- Visão distorcida ou dupla com um só olho.
- Maior sensibilidade à luz e visão de halos à volta das luzes.
- Agravamento da visão ao longe, por vezes acompanhado de melhoria da visão ao perto sem óculos com relativa frequência.
Os sintomas mais habituais são:
- Visão turva.
- Sensibilidade à luz.
- Visão de halos à volta das luzes.
- Agravamento da visão ao longe.
Apresenta algum destes sintomas?
É possível que apresente cataratas
Quais são as causas das cataratas?
A causa mais frequente é o envelhecimento do cristalino, sendo os fatores de risco:
- Idade avançada.
- Miopia elevada.
- Tabaco.
- Tratamento com corticoides.
- Trabalho ao ar livre (maior exposição à radiação ultravioleta).
- Diabetes mellitus.
- Componente hereditária.
Cataratas em pessoas diabéticas
Existem dois tipos de cataratas na diabetes: metabólicas (ou em floco de neve) e senis.
As cataratas metabólicas ocorrem em pessoas mais jovens, inclusive em crianças cuja diabetes não é adequadamente controlada e que provoca hiperglicemias extremas. As cataratas senis ocorrem em doentes mais velhos e são semelhantes às cataratas do doente não diabético.
As cataratas surgem em idades menos avançadas e progridem mais rapidamente nos diabéticos. Alguns diabéticos jovens insulinodependentes desenvolvem ocasionalmente cataratas metabólicas que podem diminuir ou desaparecer com a melhoria do controlo da glicemia.
Como se diagnosticam as cataratas?
O diagnóstico é realizado através de um exame oftalmológico padrão.
Isto inclui uma observação com lâmpada de fenda do segmento anterior do olho e dilatação pupilar, para detetar a localização exata, a densidade e a extensão da opacidade, bem como outras alterações ao nível da córnea ou da íris que podem ajudar a prever possíveis incidências ou complicações pós-operatórias.
Como é a operação às cataratas?
Não existe qualquer tratamento farmacológico para as cataratas. Uma vez iniciadas, nenhum medicamento pode curá-las ou evitar que evoluam. O único tratamento eficaz é a cirurgia.
A técnica habitual para operar cataratas, com cerca de 15 minutos de duração, é a facoemulsificação com implante de lente intraocular sob anestesia tópica. Após anestesiar o olho — em muitos casos apenas com colírios ou gotas anestésicas — realiza-se uma pequena incisão (cerca de 3 mm) através da qual se extrai o cristalino, substituindo-o por uma lente dobrável.
O doente sai do bloco operatório com o olho destapado, habitualmente sem suturas e sem necessidade de internamento hospitalar, pelo que pode retomar a sua vida normal, evitando esforços físicos e aplicando gotas anti-inflamatórias no olho durante algumas semanas. A recuperação da visão é variável, começando, em geral, a ver bem poucas horas após a intervenção.
Existem diversos tipos de lentes intraoculares.
- As lentes monofocais corrigem apenas a visão a uma distância (habitualmente ao longe).
- As lentes tóricas são utilizadas para corrigir o astigmatismo.
- As lentes multifocais permitem menor dependência de óculos, possibilitando realizar a maioria das atividades sem eles.
Todas são boas opções e a escolha do tipo de lente mais adequado deve ser personalizada em função das características do olho, bem como das necessidades e desejos do doente. As lentes tóricas e multifocais são normalmente designadas por lentes Premium.
O Departamento de Oftalmologia
da Clínica Universidad de Navarra
Dotado da mais recente tecnologia, o Departamento de Oftalmologia dispõe da equipa, dos meios técnicos e dos recursos humanos necessários para oferecer uma assistência integral e específica para cada doente.
Somos um dos poucos centros que dispõe de um laboratório de microcirurgia para a melhoria da prática clínica.
Organizados em unidades especializadas
- Córnea e superfície ocular
- Retina
- Oftalmologia Geral
- Defeitos de refração
- Oculoplástica
- Oftalmologia pediátrica

Porquê na Clínica?
- Mais de 30 anos de experiência.
- Especialistas no diagnóstico e tratamento de patologias oculares.
- Com a segurança e a garantia de um hospital de prestígio.