Artrite reativa

"O objetivo do tratamento é controlar a inflamação para reduzir os sintomas e a incapacidade dos doentes, evitando que ocorra uma lesão permanente nas articulações."

DR. ENRIQUE ORNILLA LARAUNDOGOITIA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE REUMATOLOGIA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

A artrite reativa é um tipo de espondiloartropatia, devida à resposta imunitária desencadeada por uma infeção bacteriana, fundamentalmente localizada no trato gastrointestinal e urogenital. Apresenta-se com maior frequência em doentes que têm o marcador genético HLA B27.

A associação de artrite, uretrite não gonocócica e conjuntivite foi descrita em 1916 e denominou-se síndrome de Reiter. Atualmente, esta síndrome é considerada uma forma clínica de artrite reativa.

Quais são os sintomas da artrite reativa?

Clinicamente, os doentes afetados podem apresentar febre moderada, artrite assimétrica com predomínio nos membros inferiores, uretrite (inflamação da uretra) e conjuntivite (em fases posteriores pode ocorrer uveíte — envolvimento ocular).

Também podem apresentar entesopatia (inflamação), principalmente nos pés, dor na região glútea (por inflamação das articulações sacroilíacas) e, nas formas crónicas, pode haver envolvimento marcado da coluna vertebral, com limitação da sua mobilidade.

As lesões cutâneas são frequentes, sobretudo nas plantas, palmas e região subungueal, e denominam-se queratodermia blenorrágica. Ao nível das mucosas, podem surgir úlceras na boca e no pénis (balanite circinada).

Os sintomas mais habituais são:

  • Febre
  • Inflamação uretral
  • Conjuntivite
  • Entesopatia
  • Lesões cutâneas

Outras manifestações menos frequentes são as cardiovasculares e o envolvimento de nervos periféricos e pulmonar.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de artrite reativa

Quais são as causas da artrite reativa?

A causa exata da artrite reativa não é conhecida. Muito frequentemente, esta síndrome surge em homens antes dos 40 anos e pode desenvolver-se após uma infeção por Chlamydia, Campylobacter, Salmonella ou Yersinia.

Do mesmo modo, certos genes podem tornar a pessoa mais propensa a desenvolver esta patologia.

Esta perturbação é rara em crianças pequenas, mas pode ocorrer em adolescentes.

Como se diagnostica a artrite reativa?

Não existe um único exame que permita diagnosticar as artrites reativas. Sendo uma doença desencadeada por uma infeção bacteriana, é necessária a identificação do microrganismo causador, embora nem sempre isso seja possível. Para tal, devem realizar-se culturas da uretra, faringe, urina, fezes, etc.

Também podem ser úteis serologias para determinadas bactérias e vírus. Contudo, a maioria dos resultados será negativa.

Nas análises, podem estar aumentadas a velocidade de sedimentação (VSG) e a proteína C reativa (PCR). O fator reumatoide é negativo.

A imagiologia pode evidenciar desde aumento de partes moles até erosões e estreitamento do espaço articular. No entanto, por vezes, não se distingue de uma espondiloartropatia anquilosante.

Como se tratam as artrites reativas?

O tratamento e o seguimento desta doença são realizados de forma conjunta e multidisciplinar com outros serviços.

O tratamento é realizado com anti-inflamatórios não esteroides para diminuir a dor e/ou a inflamação. Se for demonstrada, por culturas, a presença de um microrganismo na secreção uretral ou nas fezes, será também instituído tratamento antibiótico. O envolvimento ocular e dermatológico exigirá tratamento específico.

É importante associar fisioterapia para o envolvimento articular e da coluna, de modo a manter, tanto quanto possível, a mobilidade.

Em casos específicos, é necessário tratamento com fármacos imunossupressores (metotrexato, salazopirina, anti-TNF).

O Serviço de Reumatologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Serviço de Reumatologia dispõe de uma equipa multidisciplinar altamente especializada no diagnóstico e tratamento de doenças reumatológicas, desde a artrose, artrite ou osteoporose até às doenças autoimunes ou inflamatórias.

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Organizados em unidades especializadas

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  • Artropatias degenerativas.
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  • Patologia óssea.
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  • Doenças autoinflamatórias.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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