Cirurgia minimamente invasiva para a prótese da anca
"É uma técnica que não apresenta qualquer tipo de limitação e cujos benefícios incluem uma recuperação rápida e, a longo prazo, a capacidade de recuperar totalmente a mobilidade da anca."
DR. PABLO DÍAZ DE RADA LORENTE ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

Cirurgia para a prótese da anca
A cirurgia minimamente invasiva por via anterior para a prótese da anca representa um grande avanço no tratamento dos doentes que têm artrose da anca.
Sendo uma técnica com um abordagem por via anterior, o cirurgião acede entre os músculos, sem os danificar, respeitando os elementos anatómicos do corpo. Isto permite uma recuperação muito mais rápida do que pelo procedimento convencional, ao mesmo tempo que minimiza a dor, o tamanho da incisão e o tempo de internamento hospitalar.

Quando está indicada a cirurgia minimamente invasiva para a anca?
A prótese da anca por via anterior é uma técnica minimamente invasiva que não tem qualquer limitação quanto às indicações para a sua realização.
Esta técnica é muito inovadora para doentes desportistas, porque poderão continuar a sua atividade física sem restrição de movimentos após a intervenção (embora tenham de evitar desportos de contacto) e também para pessoas com obesidade, porque a acumulação de gordura na região inguinal é menor do que na parte posterior.
Tem uma artrose da anca que limita a sua qualidade de vida?
Pode beneficiar da cirurgia minimamente invasiva por via anterior
Como se realiza a cirurgia minimamente invasiva por via anterior?
Escolha do tipo de cirurgia
Primeiro, é efetuado um planeamento pré-cirúrgico para avaliar a alteração apresentada pelo doente e a prótese que melhor se ajusta às suas necessidades, adaptando-a à anatomia de cada doente.
A abordagem é realizada por via anterior e utiliza-se uma incisão “bikini”, que ficará oculta sob a roupa, causando o mínimo impacto estético na vida do doente.
As intervenções convencionais para tratar a anca (realizadas por via posterior, isto é, através do glúteo) implicam desinserir (descolar) músculos para implantar a prótese da anca, sendo depois necessário reconstruir essa musculatura. No entanto, com esta técnica, o cirurgião acede entre os músculos, sem os lesar, respeitando os elementos anatómicos do corpo.
Graças a uma radiografia intraoperatória, asseguramos que o tamanho da prótese é o que melhor se adapta.
A médio prazo, a probabilidade de luxação da prótese da anca reduz-se praticamente a 0 e é permitido ao doente qualquer tipo de movimento desde o primeiro dia pós-operatório.
Recuperação pós-operatória
Quatro horas após a cirurgia, o doente já pode andar com muletas e, às 48 horas, poderá regressar a casa, com uma recuperação muito avançada no que respeita à redução da dor e a uma maior autonomia. Com a técnica tradicional, a alta hospitalar pode prolongar-se até ao sétimo dia”, explica.
Além disso, com o procedimento convencional, após a intervenção, o doente deve evitar determinados movimentos porque poderiam provocar uma luxação (deslocação) da prótese, algo que não acontece com esta técnica minimamente invasiva porque, ao não desinserir os músculos, estes mantêm a sua estabilidade.
Com esta técnica, consegue-se uma recuperação rápida e, a longo prazo, a capacidade de recuperar toda a mobilidade e atividade física de que o doente possa necessitar.
CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA
Prótese da anca sem hospitalização
Evitar a hospitalização é possível graças a uma técnica de implantação da prótese que respeita os músculos e ao desenvolvimento de um protocolo multidisciplinar que permite uma recuperação mais rápida.
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.
Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.
Organizados em unidades assistenciais
- Anca e joelho.
- Coluna vertebral.
- Membro superior.
- Ortopedia pediátrica.
- Tornozelo e pé.
- Tumores músculo-esqueléticos.

Porquê na Clínica?
- Especialistas em cirurgia artroscópica.
- Profissionais altamente qualificados que realizam técnicas pioneiras para resolver lesões traumatológicas.
- Um dos centros com maior experiência em tumores ósseos.