Síndrome do túnel cárpico

"Praticamente todos os doentes apresentam uma melhoria satisfatória com o tratamento cirúrgico, sendo pouco prováveis as recidivas."

DR. ALEJANDRO ALMOGUERA MARTÍNEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em traumatologia. Clínica Universidade de Navarra

O que é o túnel cárpico?

O túnel cárpico é um canal ou corredor na face anterior ou flexora do punho, situado entre os ossos do punho e o ligamento anular do carpo, por onde passam os tendões flexores dos dedos e o nervo mediano.

A síndrome do túnel cárpico é uma doença que provoca lesão do nervo mediano. Se existir, por qualquer causa, um aumento da pressão dentro desse túnel cárpico, pode produzir-se uma lesão nesse nervo.

Os casos ligeiros da síndrome do túnel cárpico podem evoluir favoravelmente com tratamento mediante imobilização do punho ou com a injeção de corticosteróides. Nos casos mais avançados, a solução é sempre cirúrgica, libertando o nervo comprimido no túnel cárpico.

A cirurgia do túnel cárpico é minimamente invasiva por endoscopia, em regime ambulatório ou com uma permanência de poucas horas. Praticamente todos os doentes experimentam uma melhoria muito satisfatória com o tratamento cirúrgico da síndrome do túnel cárpico.

Quais são os sintomas do túnel cárpico?

No início, a maioria dos doentes queixa-se de dor na região do punho e do antebraço, associada a sensação de dormência, cãibras e formigueiros nos dedos polegar, indicador, médio e parte do anelar. Estes sintomas são tipicamente noturnos e/ou posturais.

Posteriormente, se não for tratado, surgirá fraqueza e atrofia de alguns músculos da mão (sobretudo na eminência tenar, ou almofada sob o polegar), bem como falta de destreza ao manipular objetos.

Os sintomas mais habituais são:

  • Dor no punho e no antebraço.
  • Cãibras e formigueiros nos dedos.

Tem algum destes sintomas?

Pode sofrer de síndrome do túnel cárpico

Quais são as causas do túnel cárpico?

São tantos os tendões que atravessam esse canal que o nervo mediano dispõe de um espaço muito reduzido na sua zona central.

Se, por qualquer motivo, esse espaço diminuir ainda mais, a pressão no seu interior aumenta, comprimindo o nervo mediano. São múltiplas as causas que podem originar esta compressão do nervo, embora em muitas ocasiões não se identifique qualquer doença associada, existindo também alguns poucos casos familiares.

Pode estar associado a doenças endócrinas (hipotiroidismo ou acromegalia), doenças reumáticas (artrite reumatoide), doenças de depósito (amiloidose, mucopolissacaridose), tumores (mieloma múltiplo, hemangioma, lipoma), tratamento esteroide ou estrogénico e gravidez ou aleitamento materno.

É bastante comum estar relacionado com profissões ou atividades que impliquem manobras manuais repetitivas (movimentos repetidos da mão e do punho, posições repetitivas forçadas do punho) ou traumatismos locais (uso regular e continuado de ferramentas manuais vibratórias).

Qual é o seu prognóstico?

Trata-se de uma intervenção que habitualmente não apresenta complicações. Após a cirurgia, a dor desaparece em poucos dias e os restantes sintomas melhoram num curto período, dependendo da gravidade da lesão.

Os resultados obtidos variam entre as diferentes séries; nas mais amplas e com maior número de doentes, são os seguintes:

  • Melhoria da dor e das parestesias: aberta (98%), endoscópica (99%).
  • Satisfação com a técnica: aberta (84%), endoscópica (89%).
  • Regresso mais precoce ao trabalho com a endoscópica.
  • Taxa global de complicações da endoscópica: 1,8% em cerca de 17.000 procedimentos (varia consoante a técnica).
  • Lesões nervosas (ramo cutâneo palmar, ramo motor tenar, nervos digitais comuns, nervo mediano, nervo cubital) da endoscópica: 0,8%.

Como se diagnostica o túnel cárpico?

El Dr. Santiago Amillo operando en el quirófano.

Após a suspeita clínica, deverá ser realizada a avaliação da sensibilidade e da força da mão, bem como manobras que desencadeiem a sintomatologia.

Para confirmar o diagnóstico e avaliar o grau de compromisso do nervo mediano (ligeiro, moderado ou grave), solicita-se habitualmente um estudo neurofisiológico constituído por um eletromiograma (EMG) e um estudo de condução nervosa (ECN).

A síndrome do túnel cárpico pode associar-se a doenças endócrinas, reumáticas, tratamento com estrogénios, gravidez, alguns tumores, etc.; por isso, se houver suspeita destas patologias, o diagnóstico pode ser complementado com análises ou exames de imagem que ajudem a identificar a causa.

Como se trata o túnel cárpico?

Nos casos em que se identifique uma doença associada, deve instituir-se o tratamento adequado da mesma.

Tratamento conservador

Está indicado em casos ligeiros, sem atrofia da eminência tenar, ou durante a gravidez. Estes doentes podem responder a anti-inflamatórios (esteroides ou não esteroides) e ao repouso da mão com uma tala dorsal noturna em extensão que abranja a mão e o antebraço.

Em casos crónicos, a reabilitação ocupacional também é útil. Se os sintomas persistirem, pode realizar-se uma infiltração local de corticosteroides.

A cirurgia endoscópica do túnel cárpico pode ser realizada em regime ambulatório ou com permanência de algumas horas, dado ser de curta duração e ser efetuada sob anestesia local ou regional.

É feita uma pequena incisão no punho; dissecam-se os tecidos até identificar o nervo mediano e procede-se à libertação completa desse nervo ao longo do túnel cárpico, após realizar uma secção transversal do ligamento anular do carpo.

Após a cirurgia, coloca-se uma ligadura no punho e mantém-se a mão elevada com a ajuda de uma tipoia, para evitar hemorragia e edema. É importante mexer bastante os dedos e não fletir o punho.

Trata-se de uma intervenção que habitualmente não apresenta complicações. Após a cirurgia, a dor desaparece em poucos dias e os restantes sintomas melhoram num curto período, dependendo da gravidade da lesão.

O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.

Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.

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Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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