Síndrome de isquemia crónica

"A maioria dos doentes são homens fumadores com mais de 60 anos."

DR. LUKASZ GROCHOWICZ
RESPONSÁVEL. SERVIÇO DE CIRURGIA VASCULAR

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

O que é a isquemia crónica?

A isquemia crónica é a situação clínica caracterizada por um aporte sanguíneo deficiente a um determinado território, de instalação progressiva.

A isquemia crónica dos membros surge como consequência da diminuição lenta e progressiva do fluxo sanguíneo e, portanto, do aporte de oxigénio, aos grupos musculares dos membros inferiores durante o exercício.

A maioria dos doentes são homens com mais de 60 anos, com fatores de risco aterosclerótico, entre os quais o consumo de tabaco adquire uma relevância especial.

Outros fatores predisponentes são a obesidade, hipertensão arterial, diabetes, vida sedentária, hipercolesterolemia e situações de hipercoagulabilidade.

Quais são os sintomas da isquemia crónica?

Devido ao seu caráter crónico, a apresentação clínica é progressiva, começando de forma insidiosa com alterações na pele ou no crescimento dos pelos ou das unhas, para depois evoluir para a sintomatologia típica denominada claudicação intermitente, que consiste em dor nos membros inferiores após caminhar uma determinada distância.

Esta dor cede ao fim de alguns minutos de repouso, reaparecendo novamente ao percorrer essa mesma distância.

Em estádios mais avançados, surge dor mesmo em repouso e, se a doença progredir, podem aparecer lesões ulcerosas, necrose e até gangrena franca.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Alterações na pele.
  • Alterações no crescimento dos pelos.
  • Alterações no crescimento das unhas.
  • Dor nos membros inferiores.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de síndrome de isquemia crónica

Quais são as causas da isquemia crónica?

A causa mais frequente é a arteriosclerose obliterante, que se manifesta sob a forma de estreitamento (estenose) e/ou trombose arterial.

Qual é o prognóstico da isquemia crónica?

Dependerá de cada caso mas, em termos gerais, e uma vez que se trata de doentes com arteriosclerose, a chave está no controlo dos fatores de risco e, sobretudo, na cessação tabágica.

A progressão da doença é lenta, com um risco de amputação de 1% ao ano e uma taxa de intervenção por isquemia crítica entre 6-10% ao ano.

Como se diagnostica a isquemia crónica?

Especialistas revisan en pantalla la imagen del corazón durante un ecocardiograma.

Na maioria das situações, o diagnóstico estabelece-se através do exame físico do doente. A palpação dos pulsos arteriais constitui o exame básico.

Ainda assim, é imprescindível conhecer com exatidão a repercussão da doença, para o que são necessários alguns exames diagnósticos específicos, entre os quais as chamadas técnicas não invasivas e, concretamente, o exame com Doppler contínuo, que é o indicado na avaliação inicial.

Apenas se se considerar alguma abordagem cirúrgica ou intervencionista será necessário realizar estudos invasivos, entre os quais a arteriografia com contraste continua a ser o exame mais utilizado.

Como se trata a isquemia crónica?

O objetivo terapêutico é aliviar os sintomas, evitar a progressão da doença e reduzir o risco de complicações trombóticas.

O tratamento dependerá do estádio clínico em que o doente se encontra e dos resultados dos exames diagnósticos, podendo ser médico e/ou cirúrgico.

Nas fases iniciais da doença (doentes com claudicação a longa distância), costuma ser suficiente abandonar o tabaco, seguir uma dieta pobre em gorduras, evitar o excesso de peso e caminhar diariamente, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento de pequenos vasos colaterais, bem como controlar adequadamente a tensão arterial e a diabetes, se existirem.

Estas medidas gerais constituem a parte mais importante do tratamento, mas, além disso, é necessária a utilização de fármacos; os mais eficazes são os agentes hemorreológicos e os antiagregantes plaquetários.

Em fases mais avançadas (claudicação a curta distância, dor em repouso ou presença de lesões tróficas), para além das medidas já referidas, é necessário ponderar uma abordagem mais agressiva, cirúrgica ou intervencionista.

Por vezes, as lesões que causam os sintomas podem ser resolvidas com técnicas de cirurgia endovascular (angioplastia, stent, etc.), mas, na maioria dos casos, é necessária revascularização cirúrgica através da realização de derivações ou “bypass”.

Esta técnica utiliza como enxertos veias do próprio doente (geralmente a veia safena) ou material sintético (Dacron, PTFE). Em casos muito avançados, ou se falharem as tentativas de salvamento do membro, pode ser necessária amputação.

O Serviço de Cirurgia Vascular
da Clínica Universidad de Navarra

O Serviço de Cirurgia Vascular da Clínica dispõe de tecnologia de última geração para o diagnóstico, tratamento e cirurgia de patologias vasculares. A nossa vasta experiência, enquadrada no ambiente de qualidade assistencial da Clínica Universidad de Navarra, permite oferecer ao doente os tratamentos mais eficazes e inovadores.

Dispomos de um bloco operatório especializado em cirurgia vascular, dotado de equipamento avançado para o tratamento cirúrgico das principais doenças vasculares. 

Somos pioneiros em braquiterapia endovascular, radioterapia localizada para tratar tumores, que foi realizada no mundo em muito poucas ocasiões.

Doenças que tratamos

  • Doenças da aorta.
  • Doenças das carótidas.
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  • Isquemia dos membros inferiores.
  • Úlceras varicosas.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

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A nossa equipa de profissionais

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