Síndrome de isquemia aguda

"As três causas fundamentais capazes de a provocar são a trombose, a embolia e o traumatismo."

DR. JOSÉ IGNACIO LEAL LORENZO
RESPONSÁVEL. SERVIÇO DE CIRURGIA VASCULAR

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

O que é a isquemia aguda?

A isquemia aguda é a supressão súbita do aporte sanguíneo a um determinado território, como consequência da obstrução do fluxo sanguíneo numa ou mais artérias.

No contexto da isquemia aguda distinguem-se duas entidades: trombose e embolia.

É frequente em doentes com sintomatologia prévia de dor nos membros, coincidindo com a marcha (claudicação intermitente), e é muito mais frequente em doentes com fatores de risco aterosclerótico; homens acima dos 60-70 anos com história de hipertensão arterial, fumadores e com valores elevados de colesterol.

Também é frequente em doentes com determinadas arritmias cardíacas e/ou doenças das válvulas do coração, sobretudo estenose mitral, bem como em portadores de válvulas mecânicas.

Quais são os sintomas da síndrome de isquemia aguda?

Independentemente da causa, a isquemia aguda é um quadro de dor de início súbito, acompanhado de frieza e palidez. A dor é muito intensa e não responde aos analgésicos habituais.

Pode ocorrer em qualquer território, mas o mais frequente é acontecer nos membros e, sobretudo, nos membros inferiores.

Em quadros muito evoluídos, pode surgir ausência de pulso, perda de sensibilidade, paralisia e até gangrena franca.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Dor intensa.
  • Frieza.
  • Palidez.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que sofra de síndrome de isquemia aguda

Quais são as causas da isquemia aguda?

As três causas fundamentais capazes de a provocar são:

  • Trombose arterial aguda: obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo formado no próprio local onde ocorre a obstrução, sobretudo devido ao envolvimento arteriosclerótico da sua parede.
  • Embolia: obstrução súbita de um vaso, geralmente saudável, por um coágulo formado noutro local e arrastado até aí pela corrente sanguínea. O mais frequente é o êmbolo formar-se no coração e ser bombeado para a circulação, “navegando” até ficar impactado numa artéria de calibre inferior ao seu diâmetro.
  • Os traumatismos arteriais provocam isquemia do território afetado pela lesão do vaso que lhe fornece o sangue necessário.

Qual é o prognóstico da isquemia aguda?

Dependerá de cada caso mas, em termos gerais, o fator prognóstico mais importante é o tempo decorrido entre o início dos sintomas e o começo do tratamento, que não deverá ser superior a seis horas.

Quadros muito evoluídos podem conduzir à amputação do membro e até à morte, devido à existência de complicações associadas.

Como se diagnostica a isquemia aguda?

Especialistas revisan en pantalla la imagen del corazón durante un ecocardiograma.

Na maioria das situações, é suficiente que o médico observe e examine o doente para chegar ao diagnóstico de isquemia aguda.

Na história clínica, devem registar-se antecedentes de risco arteriosclerótico (tabagismo, HTA, diabetes ou hiperlipidemia), que ajudem a identificar o quadro como provável trombose ou embolia. Deve também investigar-se a existência de antecedentes cardiológicos e tratamentos prévios.

Para distinguir se se trata de trombose ou de embolia, quase sempre será necessário realizar exames complementares, entre os quais o eletrocardiograma, o Doppler e a arteriografia.

Como se trata a isquemia aguda?

O tratamento dependerá do estado do doente e dos resultados dos exames diagnósticos e poderá ser médico e/ou cirúrgico.

Quando se trata de uma embolia, o tratamento é geralmente cirúrgico e consiste em remover o coágulo do vaso afetado (embolectomia).

Se a causa do problema for uma trombose, a situação pode ser inicialmente tratada com terapêutica médica (analgésicos, anticoagulantes, fibrinolíticos, hemorreológicos), sendo necessária, na maioria das situações, uma intervenção cirúrgica posterior (endarterectomia, angioplastia, “bypass”).

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Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

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