Instabilidade do ombro
"As técnicas artroscópicas, na maioria dos casos, são altamente recomendáveis, seguras e confortáveis para os doentes, podendo ser realizadas sem internamento hospitalar por serem muito pouco dolorosas."
DR. ANTONIO ARENAS MIQUELEZ
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA ORTOPÉDICA E TRAUMATOLOGIA

A instabilidade do ombro (glenoumeral) é o movimento excessivo e anormal entre a cabeça do úmero e a cavidade glenoideia da escápula.
A articulação do ombro é uma articulação semelhante a uma esfera colocada sobre uma cavidade pouco profunda.
A estabilidade do ombro é proporcionada por alguns elementos da articulação, chamados estabilizadores, que mantêm a cabeça do úmero justaposta à cavidade glenoideia da escápula.
A instabilidade do ombro também se define como a saída da cabeça do úmero da cavidade glenoideia da escápula. Se a saída for total, denomina-se luxação e, se for parcial, subluxação.

Quais são os sintomas da instabilidade do ombro?
As lesões mais frequentes que ocorrem são:
- Desinserção do lábrum e dos ligamentos glenoumerais da escápula, denominada lesão de Bankart.
- Alongamento dos ligamentos do ombro provocado por um estiramento forçado, que levará à sua laxidez.
- Fratura importante do rebordo da cavidade glenoideia.
- Em doentes mais velhos, uma rutura extensa dos tendões do ombro, do manguito rotador.
Os sintomas mais habituais são:
- Bloqueio da articulação.
- Dor no ombro.
- Impossibilidade de o mover.
Tem algum destes sintomas?
Pode estar a sofrer de luxação ou subluxação do ombro
Quais são as causas do ombro instável?
Um traumatismo violento que provoque uma luxação ou subluxação do ombro pode causar diversas lesões no interior da articulação que, no futuro, poderão originar episódios de instabilidade articular.
Frequentemente, a direção da luxação é anterior, com deslocação da cabeça do úmero para a frente da cavidade glenoideia.
Os movimentos forçados e extremos do ombro, muito frequentes nos desportos de lançamento ou na natação, provocam estiramentos repetidos dos ligamentos do ombro e causam, a longo prazo, o seu alongamento, levando a laxidez e instabilidade da articulação.
O doente sente dor no ombro ao forçar determinadas posições, por vezes estalidos e pode também ter a sensação de que a articulação “sai do sítio”.
O ombro pode ser instável em várias direções: anterior, inferior e/ou posterior.
Há pessoas que, de forma congénita, têm um tecido ligamentar laxo, o que predispõe para o aparecimento de instabilidade.
Como se diagnostica o ombro instável?
O diagnóstico baseia-se no exame físico do doente e na realização de uma radiografia do ombro.
Regra geral, não é necessário realizar outros exames complementares.
Como se trata a instabilidade do ombro?
Os doentes com instabilidade atraumática respondem satisfatoriamente ao tratamento conservador.
É necessário realizar reabilitação para fortalecer os músculos rotadores do ombro, bem como os músculos peri-escapulares.
Aos doentes que não respondam a um tratamento de reabilitação corretamente realizado durante vários meses, poderá ser aconselhada uma reparação da instabilidade, que pode ser efetuada por via artroscópica ou através de cirurgia aberta clássica.
Nos doentes com instabilidade traumática, procede-se à reparação das lesões anatómicas existentes através de artroscopia do ombro ou de uma intervenção aberta clássica, uma vez que o tratamento conservador é pouco eficaz.
- Se existir desinserção dos ligamentos e do lábrum do rebordo da cavidade glenoideia, proceder-se-á à sua reinserção.
- O alongamento dos ligamentos por deformidade plástica será tratado através de plicatura e retensionamento dos mesmos.
- As ruturas dos tendões do manguito rotador, causa frequente de instabilidade em doentes mais velhos, deverão ser reparadas.
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
O Departamento de Ortopedia e Traumatologia abrange de forma completa o amplo espectro de afeções congénitas ou adquiridas do sistema músculo-esquelético, incluindo os traumatismos e as suas sequelas.
Desde 1986, a Clínica Universidad de Navarra dispõe de um excelente banco de tecido osteotendinoso, permitindo a disponibilidade de enxertos ósseos e a oferta das melhores alternativas terapêuticas.
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