Infeção de próteses articulares

"A nossa experiência de vários anos no tratamento destes doentes de forma multidisciplinar coloca-nos numa taxa de cura de 90% dos casos de infeções precoces."

DR. JOSÉ LUIS DEL POZO LEÓN
DIRETOR. SERVIÇO DE DOENÇAS INFECCIOSAS

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em traumatologia. Clínica Universidade de Navarra

Em Espanha realizam-se todos os anos aproximadamente 30.000 artroplastias, com colocação de próteses articulares.

Embora seja uma complicação pouco frequente, a infeção da prótese articular, que ocorre apenas em 2-4% das próteses colocadas, é um dos problemas mais temidos pelos cirurgiões ortopédicos.

Estas infeções são provocadas, geralmente, por bactérias do próprio doente (Pseudomonas e Staphylococcus são as bactérias que mais frequentemente formam biofilmes).

As bactérias aderem à superfície articular, começam a multiplicar-se e produzem uma matriz gelatinosa que lhes serve de protecção frente aos antibióticos.

Quais são os sintomas de uma infeção de prótese?

As infeções precoces ocorrem entre o primeiro e o terceiro mês após a colocação da prótese. Nesses casos, o doente apresenta febre, inflamação na zona, dor e até supuração da ferida e falta de cicatrização. Estes sinais tornam muito evidente a suspeita de infeção e facilitam o início do tratamento adequado.

No entanto, em mais de 50% dos casos, as infeções são tardias. Ocorrem após três meses desde que a prótese foi implantada e o único sintoma referido pelos doentes é dor.

A dor pode estar relacionada apenas com o afrouxamento das próteses, sem infeção associada, mas, noutras ocasiões, a dor é causada por uma infeção da superfície da prótese articular.

Estas infeções são provocadas, normalmente, por bactérias do próprio doente, que aderem à superfície da prótese. Começam a multiplicar-se e produzem uma substância gelatinosa que as protege, denominada biofilme. Este biofilme é resistente aos antibióticos, o que dificulta a sua eficácia.

Os sintomas mais habituais são:

  • Dor.
  • Perda de funcionalidade da articulação.
  • Febre.

Tem algum destes sintomas?

Pode ter uma infeção da sua prótese articular

Como se diagnostica a infeção de uma prótese?

O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para aumentar o sucesso do tratamento. A abordagem multidisciplinar por uma equipa composta por ortopedistas/traumatologistas, infeciologistas, microbiologistas especialistas em infeções de próteses articulares, radiologistas, fisiatras e especialistas em Medicina Nuclear facilita um diagnóstico rápido e permite instituir o tratamento ótimo desde o início.

A PET (sigla em inglês de tomografia por emissão de positrões) é uma técnica de diagnóstico por imagem com grande capacidade de deteção da infeção associada a prótese articular. Além disso, oferece a vantagem de examinar todo o corpo de forma não invasiva.

A glicose é o radiofármaco/traçador de imagem PET mais frequentemente utilizado, mas estamos a investigar novos traçadores, como o fluoro-sorbitol e o fluoro-PABA, específicos para determinados germes. Estes traçadores permitirão não só localizar com maior precisão as infeções bacterianas, como também distinguir o tipo de bactéria e monitorizar a resposta ao tratamento antibiótico.

Dispomos de um Laboratório de Biofilmes Bacterianos, no qual investigamos continuamente novas formas de melhorar o diagnóstico e o tratamento destas infeções.

Como se trata a infeção da prótese articular?

Na grande maioria das infeções protésicas é necessário um tratamento combinado médico e cirúrgico, com limpeza dos tecidos e desbridamento da zona, remoção da prótese e antibióticos específicos até se conseguir curar a infeção.

Os objetivos do tratamento das infeções de próteses articulares são, por ordem de prioridade, aliviar a dor do doente, conseguir uma melhoria da funcionalidade da articulação e, em terceiro lugar, erradicar o microrganismo causador da infeção.

O tratamento destas infeções deve ser multidisciplinar. O cirurgião ortopédico que colocou a prótese deve trabalhar em conjunto com especialistas em doenças infecciosas e microbiologistas, experientes neste tipo de infeções.

Os especialistas de reabilitação também são fundamentais para recuperar a mobilidade articular e para que o grau de funcionalidade do doente seja o mais ótimo possível.

Uma das principais linhas de investigação da Área de Doenças Infecciosas é o estudo e tratamento destas infeções associadas a próteses articulares.

Dispomos de um Laboratório de Biofilmes Bacterianos cujo objetivo é desenvolver novas estratégias diagnósticas e terapêuticas.

Procuramos novas técnicas de diagnóstico molecular e de imagem para conseguir um diagnóstico precoce destas infeções e aumentar as probabilidades de sucesso.

Estamos a avaliar a eficácia de novos fármacos antibióticos que permitam tratar estes microrganismos multirresistentes, bem como outras substâncias não antibióticas e a utilização de ondas eletromagnéticas para potenciar a eficácia dos antibióticos.

O Serviço de Doenças Infecciosas
da Clínica Universidad de Navarra

Diagnóstico e tratamento das doenças causadas por um agente infeccioso, que pode ser bactéria, vírus, fungo ou protozoário. As infeções afetam as pessoas, provocando processos muito distintos, que podem localizar-se em qualquer tecido do corpo humano, pelo que exigem uma abordagem específica.

Este serviço desenvolve a sua atividade em três vertentes: atividade assistencial, centrada no diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas; docência, com formação de estudantes de Medicina, médicos internos e enfermeiros; e vocação investigadora, através do desenvolvimento de estudos clínicos e laboratoriais.

Organizados em unidades assistenciais

  • Infeções associadas a biomateriais.
  • Infeções nosocomiais (multirresistências).
  • Infeções em doentes imunodeprimidos.
  • Infeção adquirida na comunidade.
  • Medicina do viajante.
  • Programa de utilização prudente e otimização da terapêutica anti-infecciosa.
  • Controlo da infeção por microrganismos multirresistentes.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Realizamos a avaliação do viajante e os exames analíticos em menos de 24 horas.
  • Consulta de Segunda Opinião quando a infeção não chega a resolver-se.
  • Zelamos pela utilização prudente de antibióticos.