Doenças da órbita
"O diagnóstico e o tratamento das doenças da órbita ocular devem ser realizados por uma equipa multidisciplinar, a fim de garantir uma abordagem adequada do problema."
DRA. ANDREA GUIJARRO ALAÑA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE OFTALMOLOGIA

As doenças da órbita são múltiplas, muitas vezes relacionadas com doenças gerais (doenças da tiroide, neurológicas, cancros...) que necessitam da atenção de um oftalmologista especializado em patologia orbitária para a sua orientação, diagnóstico, prognóstico e tratamento.
Os traumatismos orbitários requerem uma assistência urgente para evitar complicações ao nível da visão.
A cirurgia oculoplástica é a subespecialidade da oftalmologia que trata os problemas das pálpebras, da órbita e da via lacrimal.

Quais são os sintomas das doenças da órbita?
Os problemas na órbita ocular exigem sempre atenção médica por parte de um oftalmologista, uma vez que é necessário avaliar se a afeção pode causar problemas ao nível da visão.
Os sintomas mais habituais são:
- Dificuldade em abrir o olho.
- Lacrimejo.
- Visão dupla.
Tem algum destes sintomas?
É possível que sofra de uma doença da órbita
Tipos de doenças da órbita e o seu tratamento
Existem múltiplas causas de traumatismo orbitário. As mais frequentes são as que ocorrem durante a prática desportiva, em acidentes de viação, em agressões ou em quedas acidentais.
Perante um traumatismo orbitário, é prioritário verificar a função do globo ocular, isto é, a visão.
Embora, na maioria dos traumatismos, a visão se mantenha preservada, pode ter ocorrido dano ao nível orbitário, como, por exemplo, uma fratura. Quando um traumatismo com energia suficiente atinge o olho, o próprio globo ocular transmite essa força de impacto às restantes estruturas orbitárias.
As paredes ósseas interna e inferior da órbita são formadas por finas lâminas de osso, pelo que podem fraturar com estes traumatismos. Perante um traumatismo orbitário de certa intensidade, é importante a realização de uma TAC orbitária.
As fraturas orbitárias nem sempre requerem tratamento cirúrgico.
Existem duas situações em que isso é necessário:
- Quando a fratura provoca uma alteração na delicada musculatura responsável pelo movimento dos olhos. Se um destes músculos ficar preso na fratura, o olho não conseguirá mover-se normalmente nem de forma coordenada com o outro olho. Surge então visão dupla (diplopia), porque um olho vê uma imagem e o outro vê a mesma imagem ligeiramente deslocada. O tratamento consiste em libertar o músculo afetado e restaurar a integridade da parede orbitária atingida.
- Enoftalmia (olho encovado): se a fratura for de dimensões consideráveis, ocorre uma expansão da cavidade orbitária. Dá-se uma redistribuição dos tecidos orbitários pela nova cavidade, maior, e um olho fica enoftálmico em relação ao outro. O tratamento consiste, novamente, em reconstruir a parede orbitária afetada.
É a causa mais frequente de proptose unilateral ou bilateral. É mais comum entre os 25 e os 50 anos e em mulheres. Geralmente associa-se a hipertiroidismo (aumento dos níveis sanguíneos de hormonas tiroideias).
Manifesta-se por proptose unilateral ou bilateral, retração palpebral, miopatia restritiva (os músculos perdem elasticidade e comportam-se como cordas não elásticas), com visão dupla e, por vezes, neuropatia ótica compressiva (o nervo ótico é comprimido no fundo da órbita pelos músculos inflamados e espessados).
O tratamento é médico e/ou radioterapêutico na fase inflamatória, e cirúrgico para corrigir as sequelas funcionais e estéticas.
- A evisceração é um procedimento realizado quando o olho perdeu a visão e é doloroso. Consiste em esvaziar o conteúdo ocular, preservando as suas paredes. O volume removido é reposto com um implante orbitário esférico. Algumas semanas após a cirurgia, o doente recorre ao protésico, que adapta uma prótese externa semelhante ao olho são. Obtêm-se resultados cosméticos bastante bons e uma melhoria significativa dos sintomas do doente.
- A enucleação realiza-se habitualmente em tumores intraoculares malignos, como o melanoma uveal. Nestes casos, é aconselhável remover o globo ocular de forma íntegra para evitar recidivas ou disseminação tumoral. Tal como na evisceração, coloca-se um implante orbitário e, posteriormente, uma prótese externa. Ambos os procedimentos podem ser realizados sem dor sob anestesia local com sedação, mas também podem ser efetuados sob anestesia geral, se o doente assim o desejar.
- A exenteração orbitária é uma cirurgia mais agressiva do que as anteriores e consiste no esvaziamento de todo o conteúdo orbitário. É reservada para casos de tumores orbitários agressivos, para prevenir a invasão intracraniana.
Na órbita podem desenvolver-se tumores benignos ou malignos, que devem ser estudados e tratados por um cirurgião orbitário.
São, em geral, pouco frequentes. Existe uma grande variedade de tumores que podem afetar a cavidade orbitária.
- Os tumores benignos orbitários mais frequentes são, provavelmente, os angiomas cavernosos. São lesões que, muito provavelmente, estão presentes desde o nascimento e crescem muito lentamente. Na idade adulta, podem causar sintomas por ocuparem espaço na órbita, mas nunca destroem os tecidos circundantes nem metastizam. O seu tratamento é cirúrgico. Outros tumores benignos são os quistos dermoides, os schwannomas, os meningiomas e os adenomas pleomórficos.
- Os tumores malignos primários mais frequentes a nível orbitário são, de longe, os linfomas. Representam até 65% dos casos. O tratamento destas lesões não é cirúrgico, mas sim médico, com radioterapia e/ou quimioterapia. A maioria dos linfomas orbitários tem um comportamento relativamente benigno. Outros tumores malignos que podem surgir na órbita incluem os derivados da glândula lacrimal, os sarcomas ou os relacionados com o nervo ótico.
- As metástases de outros tumores a nível orbitário são mais frequentes do que os tumores malignos primários da órbita. O cancro que mais frequentemente afeta a órbita é, sem dúvida, o cancro da mama.
O Departamento de Oftalmologia
da Clínica Universidad de Navarra
Dotado da mais recente tecnologia, o Departamento de Oftalmologia dispõe da equipa, dos meios técnicos e dos recursos humanos necessários para oferecer uma assistência integral e específica para cada doente.
Somos um dos poucos centros que dispõe de um laboratório de microcirurgia para a melhoria da prática clínica.
Organizados em unidades especializadas
- Córnea e superfície ocular
- Retina
- Oftalmologia Geral
- Defeitos de refração
- Oculoplástica
- Oftalmologia pediátrica

Porquê na Clínica?
- Mais de 30 anos de experiência.
- Especialistas no diagnóstico e tratamento de patologias oculares.
- Com a segurança e a garantia de um hospital de prestígio.