Arterite de Takayasu
"Quanto ao prognóstico, a mortalidade é inferior a 10% e a morbilidade é ligeiramente superior, em relação à própria doença e aos tratamentos utilizados."
DR. ENRIQUE ORNILLA LARAUNDOGOITIA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE REUMATOLOGIA

A doença de Takayasu ou arterite de Takayasu é uma doença pouco frequente, de causa desconhecida, caracterizada por uma vasculite, ou seja, uma inflamação crónica dos vasos sanguíneos: afeta sobretudo as artérias de médio e grande calibre, principalmente a artéria aorta e os seus ramos principais, os troncos supraaórticos.
É mais frequente em mulheres e costuma iniciar-se em idades precoces, entre a terceira e a quarta décadas de vida.
A arterite de Takayasu deve ser considerada em qualquer mulher jovem que se apresente com clínica sugestiva de claudicação, alterações visuais, síncope ou angina, especialmente no contexto de alterações da tensão arterial, sopros ou perda de pulsos.

Quais são os sintomas da arterite de Takayasu?
Os sintomas produzidos por esta doença são muito variáveis e podem manifestar-se de forma muito lenta e progressiva. Devem-se ao envolvimento destas artérias e traduzem a diminuição do aporte sanguíneo nos territórios que elas irrigam.
Por isso, pode não se detetar o pulso periférico ou não ser possível medir a tensão arterial nas zonas onde existem artérias afetadas.
Além das manifestações de isquemia nos territórios afetados, pode associar-se um quadro geral, com cansaço, falta de apetite, febre ou febrícula, etc.
Quais são os sintomas mais habituais?
- Dor localizada.
- Isquemia.
- Diminuição de pulsos palpáveis.
- Compromisso do estado geral com febre, sudorese, astenia e perda de peso.
Tem algum destes sintomas?
Pode ser que sofra de arterite de Takayasu
Quais são as causas da arterite de Takayasu?
Tal como nas restantes vasculites, as causas são desconhecidas. No entanto, à semelhança do que acontece na arterite temporal, parece existir uma predisposição genética para desenvolver esta doença.
Quais são as complicações da arterite de Takayasu?
A evolução do doente com arterite de Takayasu pode ser comprometida por complicações como:
- Retinopatia com microaneurismas e anastomoses arteriovenosas
- Hipertensão arterial
- Formação de aneurismas
- Regurgitação aórtica
Como se diagnostica a arterite de Takayasu?
Com base nas características clínicas e radiológicas, foram estabelecidos critérios, dos quais devem cumprir-se pelo menos três para confirmar o diagnóstico.
- Claudicação intermitente, especialmente dos membros superiores.
- Idade de início da doença igual ou inferior a 40 anos.
- Diminuição do pulso de uma ou de ambas as artérias braquiais.
- Diferença da tensão arterial sistólica entre ambos os braços superior a 10 mmHg.
- Sopro audível à auscultação sobre uma ou ambas as artérias subclávias ou sobre a aorta abdominal.
- Arteriografia anormal, caracterizada pela presença de estenoses e dilatações arteriais.
A realização de Tomografia por Emissão de Positrões (PET) representa atualmente a técnica de eleição para o diagnóstico.
Como se trata a arterite de Takayasu?
É muito importante controlar os fatores de risco desta doença
O tratamento da arterite de Takayasu assenta em dois pilares fundamentais: os fármacos, sobretudo para controlar o processo inflamatório; e as técnicas invasivas (cirurgia ou angioplastia), para corrigir ou dilatar as áreas de estenose.
O tratamento farmacológico baseia-se nos glucocorticoides. Na maioria dos casos, é necessária a associação de imunossupressores. Mais recentemente, a utilização de terapêuticas biológicas, como os anticorpos monoclonais anti-TNF, tem demonstrado resultados muito encorajadores.
Em fases avançadas da doença, o tratamento combinado com técnicas invasivas, orientadas para ultrapassar as áreas de estenose, tem-se revelado muito eficaz, corrigindo de forma aguda a isquemia focal e evitando possíveis complicações graves desta arterite, como os acidentes cerebrovasculares e a insuficiência cardíaca congestiva.
É muito importante controlar outros fatores de risco cardiovascular, como a hipertensão arterial, a hipercolesterolemia, a hiperglicemia e, de forma fundamental, o tabagismo.
O Serviço de Reumatologia
da Clínica Universidad de Navarra
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