Laboratório de Investigação Cardiovascular
«Investigamos os mecanismos que estão na origem das principais doenças cardiovasculares e procuramos biomarcadores que aproximem a medicina personalizada da prática clínica.»
DRA. ARANTXA GONZÁLEZ MIQUEO DIRETOR. LABORATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO CARDIOVASCULAR
O Laboratório de Investigação Cardiovascular centra a sua investigação no estudo das alterações estruturais do miocárdio que estão na base da sua deterioração funcional. O objetivo é duplo: compreender os mecanismos fisiopatológicos destas alterações e identificar novos alvos moleculares para o seu tratamento.
Outra linha prioritária é a procura de biomarcadores circulantes não invasivos que permitam aperfeiçoar o diagnóstico de cada doente e, assim, desenhar estratégias terapêuticas personalizadas mais eficazes.
Todos os projetos do laboratório partilham uma abordagem translacional, possível graças à colaboração direta com médicos da Clínica Universidad de Navarra e de outros centros de referência nacionais e internacionais. A equipa de investigação está ligada ao IdiSNA e ao CIBERCV, participa em vários projetos colaborativos e faz parte de iniciativas multinacionais no âmbito dos programas de investigação da União Europeia, com alianças estáveis com grupos de alto nível.

Objetivos do Laboratório
Aprofundar os mecanismos fisiopatológicos que medeiam as alterações histocelulares implicadas na remodelação miocárdica que ocorre nas patologias cardíacas e nas suas comorbilidades, com especial enfoque no estudo da matriz extracelular e da fibrose.
Estabelecer perfis de biomarcadores não invasivos (moleculares e de imagem) que reflitam as alterações histocelulares do tecido cardíaco e/ou os mecanismos fisiopatológicos relevantes em cada doente, para uma melhor estratificação e monitorização individualizada dos doentes.
Validar novos alvos moleculares com vista ao desenvolvimento de intervenções farmacológicas inovadoras que previnam ou revertam o dano miocárdico na patologia cardíaca.
DO LABORATÓRIO À CLÍNICA
Biomarcadores circulantes de fibrose miocárdica
O nosso grupo identificou biomarcadores circulantes que refletem não só a quantidade de fibrose miocárdica, mas também as suas propriedades físico-químicas (rigidez e resistência à degradação), que demonstraram ter utilidade prognóstica em doentes com insuficiência cardíaca crónica, associando-se a um maior risco de novas hospitalizações, desenvolvimento de complicações como a fibrilhação auricular ou mesmo a um maior risco de morte por causas cardiovasculares.
Em ensaios clínicos, estes biomarcadores revelaram-se úteis para monitorizar a eficácia antifibrótica de alguns fármacos e para identificar os doentes que irão responder melhor a determinados tratamentos.
A nossa equipa de investigação