Diagnóstico microbiológico da meningite

«Se for possível identificar o agente através do estudo do líquido cefalorraquidiano, deve instaurar-se um tratamento antibiótico específico. Caso contrário, inicia-se um tratamento empírico dirigido aos microrganismos mais frequentes, de acordo com as características do doente.»

DR. JOSÉ LUIS DEL POZO LEÓN
DIRETOR. SERVIÇO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

O que é a meningite?

A meningite é a inflamação, geralmente de carácter infecioso, das meninges (membranas de revestimento do cérebro e da medula espinhal).

A infeção desenvolve-se quando existe uma alteração da imunidade humoral ou celular ou ainda distúrbios predisponentes, como sinusite, otite média, punção lombar, cateteres cerebrais e traumatismos.

Para realizar o diagnóstico e saber qual o microrganismo que causou a meningite, é necessário recolher uma amostra de líquido cefalorraquidiano (LCR) por punção lombar.

Embora o exame que confirma o diagnóstico presuntivo seja a cultura microbiológica, após a qual deve ser realizado um antibiograma (para bactérias) ou um antifungigrama (para fungos), que nos dará informação sobre o grau de sensibilidade do microrganismo aos diversos antibióticos ou antifúngicos e, assim, permitir instituir o tratamento mais adequado.

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Quando se realiza o diagnóstico microbiológico da meningite?

De acordo com a sua causa, as meningites podem ser:

  • Purulenta ou bacteriana (produzida por bactérias piogénicas).
  • Tuberculosa (produzida por Micobacterium tuberculosis).
  • Micótica (produzida por fungos).
  • Vírica (produzida por vírus).
  • Amebiana (produzida por amebas de vida livre).

Doenças nas quais é solicitado um diagnóstico microbiológico da meningite:

Suspeita que tem esta doença?

Pode ser necessário realizar exames diagnósticos microbiológicos

Como se realiza o diagnóstico microbiológico da meningite?

O líquido cefalorraquidiano (LCR) de um doente com suspeita de meningite é a amostra clínica de maior prioridade num laboratório de microbiologia clínica e deve ser processado de forma imediata em todos os casos.

A validade das amostras depende do cumprimento de um conjunto de normas relacionadas com o procedimento de colheita, a quantidade de amostra obtida e o transporte adequado.

A colheita deve ser realizada com as máximas condições de assepsia, para evitar a contaminação da amostra, e esta nunca deve entrar em contacto com antissépticos ou desinfetantes.

Sempre que possível, o LCR, tal como as restantes amostras clínicas (hemoculturas, amostras otorrinolaringológicas ou de fezes, etc.), deve ser colhido antes do início do tratamento antibiótico, embora os procedimentos diagnósticos nunca devam atrasar o seu começo.

O líquido cefalorraquidiano obtido é dividido em três tubos para análise individual: num dos tubos realiza-se um exame citológico; noutro, um exame bioquímico; e no terceiro, uma coloração de Gram e cultura microbiológica.

Existem várias técnicas rápidas (coloração de Gram, pesquisa de antigénios solúveis no LCR, soro ou urina e outras colorações, como azul de metileno, tinta-da-china ou coloração de Ziehl-Neelsen) que permitem obter uma indicação do agente patogénico causador da meningite.

O Serviço de Doenças Infecciosas
da Clínica Universidad de Navarra

Diagnóstico e tratamento das doenças causadas por um agente infeccioso, que pode ser bactéria, vírus, fungo ou protozoário. As infeções afetam as pessoas, provocando processos muito distintos, que podem localizar-se em qualquer tecido do corpo humano, pelo que exigem uma abordagem específica.

Este serviço desenvolve a sua atividade em três vertentes: atividade assistencial, centrada no diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas; docência, com formação de estudantes de Medicina, médicos internos e enfermeiros; e vocação investigadora, através do desenvolvimento de estudos clínicos e laboratoriais.

Organizados em unidades assistenciais

  • Infeções associadas a biomateriais.
  • Infeções nosocomiais (multirresistências).
  • Infeções em doentes imunodeprimidos.
  • Infeção adquirida na comunidade.
  • Medicina do viajante.
  • Programa de utilização prudente e otimização da terapêutica anti-infecciosa.
  • Controlo da infeção por microrganismos multirresistentes.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Realizamos a avaliação do viajante e os exames analíticos em menos de 24 horas.
  • Consulta de Segunda Opinião quando a infeção não chega a resolver-se.
  • Zelamos pela utilização prudente de antibióticos.