Diagnóstico microbiológico da meningite
«Se for possível identificar o agente através do estudo do líquido cefalorraquidiano, deve instaurar-se um tratamento antibiótico específico. Caso contrário, inicia-se um tratamento empírico dirigido aos microrganismos mais frequentes, de acordo com as características do doente.»
DR. JOSÉ LUIS DEL POZO LEÓN DIRETOR. SERVIÇO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA

O que é a meningite?
A meningite é a inflamação, geralmente de carácter infecioso, das meninges (membranas de revestimento do cérebro e da medula espinhal).
A infeção desenvolve-se quando existe uma alteração da imunidade humoral ou celular ou ainda distúrbios predisponentes, como sinusite, otite média, punção lombar, cateteres cerebrais e traumatismos.
Para realizar o diagnóstico e saber qual o microrganismo que causou a meningite, é necessário recolher uma amostra de líquido cefalorraquidiano (LCR) por punção lombar.
Embora o exame que confirma o diagnóstico presuntivo seja a cultura microbiológica, após a qual deve ser realizado um antibiograma (para bactérias) ou um antifungigrama (para fungos), que nos dará informação sobre o grau de sensibilidade do microrganismo aos diversos antibióticos ou antifúngicos e, assim, permitir instituir o tratamento mais adequado.

Quando se realiza o diagnóstico microbiológico da meningite?
De acordo com a sua causa, as meningites podem ser:
- Purulenta ou bacteriana (produzida por bactérias piogénicas).
- Tuberculosa (produzida por Micobacterium tuberculosis).
- Micótica (produzida por fungos).
- Vírica (produzida por vírus).
- Amebiana (produzida por amebas de vida livre).
Doenças nas quais é solicitado um diagnóstico microbiológico da meningite:
Suspeita que tem esta doença?
Pode ser necessário realizar exames diagnósticos microbiológicos
Como se realiza o diagnóstico microbiológico da meningite?
O líquido cefalorraquidiano (LCR) de um doente com suspeita de meningite é a amostra clínica de maior prioridade num laboratório de microbiologia clínica e deve ser processado de forma imediata em todos os casos.
A validade das amostras depende do cumprimento de um conjunto de normas relacionadas com o procedimento de colheita, a quantidade de amostra obtida e o transporte adequado.
A colheita deve ser realizada com as máximas condições de assepsia, para evitar a contaminação da amostra, e esta nunca deve entrar em contacto com antissépticos ou desinfetantes.
Sempre que possível, o LCR, tal como as restantes amostras clínicas (hemoculturas, amostras otorrinolaringológicas ou de fezes, etc.), deve ser colhido antes do início do tratamento antibiótico, embora os procedimentos diagnósticos nunca devam atrasar o seu começo.
O líquido cefalorraquidiano obtido é dividido em três tubos para análise individual: num dos tubos realiza-se um exame citológico; noutro, um exame bioquímico; e no terceiro, uma coloração de Gram e cultura microbiológica.
Existem várias técnicas rápidas (coloração de Gram, pesquisa de antigénios solúveis no LCR, soro ou urina e outras colorações, como azul de metileno, tinta-da-china ou coloração de Ziehl-Neelsen) que permitem obter uma indicação do agente patogénico causador da meningite.
O Serviço de Doenças Infecciosas
da Clínica Universidad de Navarra
Diagnóstico e tratamento das doenças causadas por um agente infeccioso, que pode ser bactéria, vírus, fungo ou protozoário. As infeções afetam as pessoas, provocando processos muito distintos, que podem localizar-se em qualquer tecido do corpo humano, pelo que exigem uma abordagem específica.
Este serviço desenvolve a sua atividade em três vertentes: atividade assistencial, centrada no diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas; docência, com formação de estudantes de Medicina, médicos internos e enfermeiros; e vocação investigadora, através do desenvolvimento de estudos clínicos e laboratoriais.
Organizados em unidades assistenciais
- Infeções associadas a biomateriais.
- Infeções nosocomiais (multirresistências).
- Infeções em doentes imunodeprimidos.
- Infeção adquirida na comunidade.
- Medicina do viajante.
- Programa de utilização prudente e otimização da terapêutica anti-infecciosa.
- Controlo da infeção por microrganismos multirresistentes.

Porquê na Clínica?
- Realizamos a avaliação do viajante e os exames analíticos em menos de 24 horas.
- Consulta de Segunda Opinião quando a infeção não chega a resolver-se.
- Zelamos pela utilização prudente de antibióticos.