Lúpus eritematoso sistémico

«É importante realizar avaliações médicas frequentes e detalhadas para controlar os sintomas e ajustar o tratamento sempre que necessário.»

DRA. EUGENIA ENRÍQUEZ MERAYO
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE REUMATOLOGIA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

O que é o lúpus?

O lúpus é uma doença crónica em que o sistema imunitário do doente ataca diferentes órgãos e tecidos (pode afetar a pele, as articulações, os rins, os pulmões, o sistema nervoso, etc.), provocando dano e inflamação.

Os sintomas variam muito de um doente para outro. Os mais conhecidos e visíveis afetam a pele e surgem em 90% dos doentes. Manifesta-se alternando períodos de maior atividade ou mais sintomas (exacerbação) com outros de inatividade (remissão). Os surtos podem ser ligeiros ou graves.

Por se tratar de uma doença autoimune, não tem cura; no entanto, pode ser controlada com fármacos que regulam o sistema imunitário e travam a inflamação. Além disso, o surgimento recente de novas terapias biológicas abriu novas vias de tratamento que irão melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Sintomas do lúpus

Alguns dos sintomas mais comuns do lúpus são os seguintes:

Sintomas gerais

Cansaço, perda de peso e febre prolongada, não atribuível a qualquer processo infecioso.

Sintomas articulares e musculares

90% dos doentes com lúpus apresentam dor e inflamação das articulações (artrite). As mais afetadas são as dos dedos das mãos, punhos, cotovelos, joelhos e pés. É frequente o doente sentir rigidez articular de manhã.

Sintomas na pele

A lesão mais conhecida, embora não a mais frequente, é o “eritema em asa de borboleta”, que consiste em vermelhidão e erupção cutânea nas bochechas e no nariz. As lesões cutâneas no lúpus podem surgir em qualquer parte do corpo e, em geral, não causam desconforto.

Sintomas no coração e nos pulmões

O lúpus inflama as membranas que revestem o coração (o pericárdio) e os pulmões (a pleura), originando pericardite e pleurite. Ambos os processos apresentam sintomas semelhantes: dor no tórax e, por vezes, febre.

Sintomas no rim

A lesão mais frequente é a inflamação (nefrite). A ureia no sangue aumenta e surgem proteínas ou sangue na urina. A lesão renal é assintomática, manifestando-se por vezes como cansaço ou aumento da tensão arterial.

Sintomas no cérebro

É praticamente impossível saber com que frequência o cérebro é afetado no lúpus.

Sintomas como infeções

O doente com lúpus é mais suscetível a infeções.

Síndrome antifosfolipídico

Caracteriza-se pela ocorrência de tromboses, abortos de repetição e alterações hematológicas (trombocitopenia ou anemia hemolítica), associadas à presença de anticorpos antifosfolipídicos (AAF). Os AAF mais conhecidos são os anticorpos anticardiolipina e o anticoagulante lúpico.

Tem algum destes sintomas?

Se suspeitar que tem algum dos sintomas mencionados,
deve consultar um médico especialista para diagnóstico.

Quais são as causas do lúpus?

Desconhece-se a causa desta reação inflamatória. Provavelmente resulta de uma combinação de predisposição genética, fatores hormonais (é uma doença muito mais frequente nas mulheres) e fatores ambientais (vírus, radiação ultravioleta da luz solar, medicamentos).

Quem pode ter lúpus?

O lúpus surge geralmente em pessoas entre os 20 e os 40 anos e é 10 vezes mais comum em mulheres do que em homens. É mais frequente em indivíduos de raça negra e em asiáticos, que também tendem a ser mais gravemente afetados.

Como se diagnostica o lúpus?

O lúpus eritematoso é difícil de diagnosticar. O diagnóstico baseia-se nos sintomas relatados pelo doente, no exame físico e nas análises.

Nas análises ao sangue, é frequente que o número de leucócitos, linfócitos e plaquetas esteja abaixo do normal.

Praticamente 100% dos doentes apresenta anticorpos antinucleares; quando são negativos, exclui-se praticamente a existência desta doença.

Existem outros autoanticorpos mais específicos do lúpus, como os anticorpos anti-DNA ou anti-Sm, cuja presença permite confirmar o diagnóstico. A presença de anticorpos antifosfolipídicos também ajuda a diagnosticar o lúpus.

Como se trata o lúpus?

Conselhos gerais

  • O doente com lúpus pode levar uma vida normal do ponto de vista familiar, laboral e social.
  • É aconselhável praticar atividades como caminhar, nadar ou andar de bicicleta, para prevenir a fraqueza muscular.
  • Devem alternar-se as atividades habituais com períodos de descanso, para controlar a fadiga.

Tratamento médico

  • Anti-inflamatórios. Aliviam a dor da artrite e podem reduzir outros sintomas ligeiros, como dores musculares e algumas pleurites ou pericardites.
  • Corticosteroides. Continuam a ser os medicamentos mais importantes para controlar muitos dos sintomas do lúpus. Praticamente todas as complicações desta doença podem ser tratadas com sucesso com corticosteroides. 
  • Antimaláricos. Estes medicamentos são utilizados no lúpus para tratar a artrite, algumas lesões cutâneas e quando existem sintomas pleurais e pericárdicos.
  • Imunossupressores. Os mais utilizados são a azatioprina e a ciclofosfamida. Estes medicamentos só são utilizados quando existem complicações importantes da doença, sobretudo ao nível renal.

O Serviço de Reumatologia
da Clínica Universidad de Navarra

O Serviço de Reumatologia dispõe de uma equipa multidisciplinar altamente especializada no diagnóstico e tratamento de doenças reumatológicas, desde a artrose, artrite ou osteoporose até às doenças autoimunes ou inflamatórias.

Além disso, contamos com médicos especializados na assistência a mulheres grávidas com doenças autoimunes, para lhes podermos garantir a máxima segurança do feto.

Organizados em unidades especializadas

  • Artropatias inflamatórias.
  • Artropatias degenerativas.
  • Artropatias microcristalinas.
  • Patologia óssea.
  • Doenças autoimunes sistémicas.
  • Doenças autoinflamatórias.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Avaliação integral do doente.
  • Diagnóstico personalizado.
  • Tecnologia de vanguarda.