Linfedema

«Em função do estado apresentado pelo doente, alguns destes procedimentos inovadores podem, inclusivamente, ser realizados sob anestesia local e sem necessidade de internamento hospitalar.»

DRA. CRISTINA AUBÁ GUEDEA
ESPECIALISTA. DEPARTAMENTO DE CIRURGIA PLÁSTICA, ESTÉTICA E RECONSTRUTIVA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

O linfedema ocorre quando o sistema linfático não é capaz de drenar a linfa e provoca um inchaço devido à acumulação de líquido nos tecidos moles do corpo.

O linfedema pode ser muito incómodo para quem o sofre mas, com os tratamentos adequados, 95% dos doentes apresenta melhoria, que é excelente em quase um terço dos casos.

A Clínica Universidad de Navarra dispõe da tecnologia mais avançada em microcirurgia, potentes microscópios e material altamente especializado, para a realização dos procedimentos de tratamento do linfedema.

Dispomos de especialistas com ampla formação e experiência no diagnóstico e tratamento desta patologia.

O tratamento cirúrgico do linfedema pode ser realizado para solucionar os sintomas causados por esta patologia.

Atualmente, existem duas opções muito diferentes para tratar o linfedema de forma cirúrgica.

  • O bypass linfático-venular e a lipoaspiração são técnicas que se realizam quando o linfedema já está estabelecido.
  • O transplante de gânglios linfáticos realiza-se antes de que apareça, para prevenir o seu aparecimento.

Quais são os sintomas do linfedema?

O linfedema pode apresentar várias formas e afetar diferentes partes do corpo.

Habitualmente surge nos membros, mas também é frequente nas zonas genitais ou na face.

Os doentes com maior risco de desenvolver linfedema são:

  • Doentes com cancro a quem foram removidos gânglios da axila ou da virilha.
  • Doentes com cancro que receberam radioterapia na axila ou na virilha e que desenvolvem esclerose ganglionar.

Os sintomas mais habituais são:

  • Pele tensa, pálida.
  • Edema mole e depressível à palpação.
  • Com o tempo, aumento de volume e sensação de peso.
  • Alterações da mobilidade global.
  • Alterações na pele e na circulação.
  • Assimetrias.

Tem algum destes sintomas?

Pode apresentar linfedema

Quais são as causas do linfedema?

O linfedema surge frequentemente após um tumor ou após tratamentos que afetam o fluxo da linfa através dos gânglios linfáticos. 

Fatores de risco:

  • Remoção de gânglios na axila, pelve, virilha ou pescoço.
  • Radioterapia na axila, pelve, virilha ou pescoço.
  • Maior número de gânglios removidos.
  • Excesso de peso e obesidade.
  • Cicatrização lenta da pele após cirurgia.
  • Tumor que afeta ou bloqueia gânglios ou canais linfáticos do pescoço, tórax, axila, pelve ou abdómen.

Tipos de linfedema

Classifica-se em dois tipos, de acordo com a sua origem:

Primário. Aquele sem causa aparente; pode ser congénito ou surgir na adolescência ou mais tarde. Ocorre porque as vias linfáticas não funcionam normalmente ou o seu número é inferior ao necessário para que o sistema linfático seja competente.

Secundário. Quando o sistema linfático é normal, mas foi alterado por traumatismos, cirurgias, irradiação ou infeções.

Como se diagnostica o linfedema?

O diagnóstico é clínico, pois o aumento do volume do membro é visível. Regra geral, mede-se o braço ou a perna inchados e compara-se com o membro contralateral.

Estádio I do linfedemaEstádio I do linfedema

  • O membro está inchado e o doente sente sensação de peso.
  • A pressão sobre a pele deixa uma marca (fóvea).
  • Pode desaparecer sem tratamento.

Estádio II do linfedema

Estádio II do linfedema

  • O inchaço é maior.
  • Pode surgir fibrose, tornando o membro duro e tumefeito.
  • A pressão sobre a pele não deixa marca.

Estádio III do linfedema

Estádio III

  • É o estádio mais avançado e apresenta-se com pouca frequência.
  • O membro pode estar muito inchado. 

Como se trata o linfedema?

A Clínica é um dos centros espanhóis com mais experiência neste tipo de técnicas.

Bypass linfaticovenular para o tratamento do linfedemaEsta técnica consiste em redirecionar a circulação do líquido linfático, fazendo com que drene para veias do sistema circulatório que não estão obstruídas.

Injeta-se verde de indocianina e, com uma câmara de infravermelhos, deteta-se por onde circula o fluxo linfático. Desta forma, seleciona-se o vaso linfático sobre o qual será realizada a cirurgia. 

É uma cirurgia em regime ambulatório, com anestesia local, na qual o cirurgião liga pequenos vasos linfáticos às veias, permitindo drenar a área afetada.

Em geral, os doentes podem regressar a casa nas 24–48 horas após a intervenção.

Bypass linfaticovenular para o tratamento do linfedema

Esta técnica consiste em transplantar gânglios linfáticos de outra zona, com a respetiva vascularização, para o local onde foram removidos. 

Escolhem-se gânglios de uma zona do corpo onde sejam dispensáveis, como a região superficial da virilha, e transplantam-se através de microcirurgia. 

Pode ser realizado após uma cirurgia de remoção de um tumor, para prevenir um possível linfedema.

O Departamento de Cirurgia Plástica, Estética e Reconstrutiva
da Clínica Universidad de Navarra

O Departamento de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética tem uma vasta experiência em cirurgia plástica, tanto estética como reconstrutiva. Somos especialistas em microcirurgia reconstrutiva de vasos sanguíneos e nervos.

Dispomos da mais recente tecnologia e de microscópios potentes que permitem tratamentos completos, com garantia de qualidade e total segurança em qualquer tipo de solução de que necessite.

Cirurgia Reconstrutiva

Cirurgia Estética

Microcirurgia Reconstrutiva

  • Reconstrução com retalhos microcirúrgicos.
  • Microcirurgia nervosa.
  • Reimplantes.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Experiência de mais de 20 anos no tratamento estético.
  • Profissionais especialistas formados em centros de referência internacional.
  • Segurança: Atendimento interdisciplinar num centro hospitalar.