Infeção por VIH

"Atualmente, a transmissão do VIH por determinadas vias diminuiu significativamente."

DR. JOSÉ LUIS DEL POZO LEÓN
DIRETOR. SERVIÇO DE DOENÇAS INFECCIOSAS

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Medicina Interna. Clínica Universidad de Navarra

O VIH é um vírus que destrói seletivamente alguns dos mecanismos celulares com os quais o organismo humano se defende das infeções e dos tumores, deteriorando assim certos elementos básicos do nosso sistema imunitário.

Por essa razão, foi-lhe atribuído o nome de Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) e, à doença que causa, o de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).

Até ao momento, foram identificados dois tipos: VIH-1 e VIH-2, sendo o primeiro o mais frequente.

Quais são os sintomas do VIH?

A infeção inicial, que em muitos casos pode decorrer sem provocar sintomas, pode também causar, noutros, um quadro clínico semelhante ao da mononucleose infeciosa, com febre, aumento dos gânglios do pescoço, mal-estar e erupção cutânea.

Na fase crónica ou de latência, a maioria dos doentes não apresenta quaisquer sintomas. Alguns, em especial toxicodependentes, podem apresentar uma contagem baixa de plaquetas. Um pequeno número de doentes pode apresentar alterações do sistema nervoso central ou periférico.
 
A fase final caracteriza-se por uma deterioração progressiva do estado geral, cujas manifestações mais frequentes são perda de apetite, emagrecimento, febre e diarreia. Surgem então infeções oportunistas (pneumonia por Pneumocystis carinii, tuberculose, infeções por fungos e vírus), tumores malignos (sarcoma de Kaposi, mais frequente em homossexuais, linfomas de Hodgkin ou não hodgkinianos, cancro do colo do útero e da região anorretal) e perturbações neurológicas.

Os sintomas mais habituais são:

  • Febre.
  • Aumento dos gânglios do pescoço.
  • Mal-estar.
  • Erupção cutânea.
  • Perda de apetite.

Tem algum destes sintomas?

Pode ter uma infeção por VIH

Como se transmite o VIH?

Sabe-se atualmente que a infeção por VIH pode ser adquirida através dos seguintes mecanismos:

a) Transmissão vertical, de mãe para filho:

  • De grávida infetada para o feto (materno-fetal).
  • Durante o parto ou a amamentação (perinatal).

b) Por transfusão de sangue (ou administração de hemoderivados) contaminado com VIH. A partir de 1985, esta via perdeu importância.
 
c) Por transmissão sexual, ao manter relações sexuais com uma pessoa infetada por VIH.
 
d) Por inoculação de sangue infetado:

  • Ao partilhar seringas ou agulhas usadas por indivíduos infetados por VIH.
  • Por picada acidental com uma agulha proveniente de um doente infetado.

Qual é o seu prognóstico?

Na evolução da infeção por VIH distinguem-se geralmente três fases:

1. Uma fase inicial ou aguda, com duração de várias semanas.

2. Uma fase de latência clínica em que o doente infetado pode não apresentar quaisquer sintomas. Nesta fase, o vírus mantém-se ativo no interior das células, embora com intensidade muito variável de doente para doente. A duração desta fase é muito variável, mas, na maioria dos doentes, costuma ser de 8 a 10 anos.

3. Uma fase final ou de crise, que clinicamente corresponde ao que propriamente se deve designar por SIDA. Os novos tratamentos conseguiram prolongar de forma notável a esperança e a qualidade de vida dos doentes com SIDA.

Como se diagnostica a SIDA?

Tubos usados para la extracción de sangre en el Laboratorio de Extracciones

O diagnóstico do VIH é feito através de uma análise ao sangue que identifica algum componente do vírus (principalmente o seu RNA) ou os anticorpos formados contra algum desses componentes. Estas análises são simples de realizar e permitem determinar com certeza se existe, ou não, infeção.

Nos poucos casos em que possa subsistir dúvida, realizam-se exames complementares para confirmação, como o Western blot. Não é necessário cultivo.

A determinação quantitativa do RNA, denominada “carga viral”, foi incorporada como exame de rotina. É muito útil do ponto de vista prognóstico e para avaliar a eficácia do tratamento. Permite um diagnóstico mais precoce da infeção do que a deteção de anticorpos.

Como se trata a infeção por VIH?

Não existe tratamento curativo para a doença causada pelo VIH. As medidas preventivas são, por enquanto, o único meio de enfrentar eficazmente a infeção. Existem vários procedimentos, entendidos como aqueles que “evitam” contrair a infeção.

Dado que se trata de uma doença com uma taxa de mortalidade muito elevada, às medidas preventivas deve exigir-se uma segurança próxima de 100%. Não existem vacinas que nos tornem imunes à doença e não parece que possam existir em menos de 10 anos.
 
As medidas preventivas aplicam-se em diferentes circunstâncias:

  • Infeção por transfusão de sangue ou administração de hemoderivados. Nos países desenvolvidos, praticamente não existe este risco de infeção.
  • Transmissão materno-fetal. Tratamento antirretroviral da mãe durante a gravidez. Reduz o risco de transmissão ao bebé para menos de 5%.
  • Toxicodependência. A prevenção mais eficaz é abandonar as drogas por via endovenosa. É essencial não partilhar seringas com pessoas infetadas.
  • Acidental. Por picadas ou cortes, em médicos ou enfermeiros quando cuidam de doentes infetados. As medidas para evitar o desenvolvimento da infeção (tratamento antirretroviral) são conhecidas pelo pessoal de saúde.
  • Transplante de órgãos. O risco é nulo, uma vez que a lei exige comprovar que o dador não está infetado.
  • Transmissão sexual. É, juntamente com a toxicodependência, o mecanismo mais importante de transmissão do VIH.

O Serviço de Doenças Infecciosas
da Clínica Universidad de Navarra

Diagnóstico e tratamento das doenças causadas por um agente infeccioso, que pode ser bactéria, vírus, fungo ou protozoário. As infeções afetam as pessoas, provocando processos muito distintos, que podem localizar-se em qualquer tecido do corpo humano, pelo que exigem uma abordagem específica.

Este serviço desenvolve a sua atividade em três vertentes: atividade assistencial, centrada no diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas; docência, com formação de estudantes de Medicina, médicos internos e enfermeiros; e vocação investigadora, através do desenvolvimento de estudos clínicos e laboratoriais.

Organizados em unidades assistenciais

  • Infeções associadas a biomateriais.
  • Infeções nosocomiais (multirresistências).
  • Infeções em doentes imunodeprimidos.
  • Infeção adquirida na comunidade.
  • Medicina do viajante.
  • Programa de utilização prudente e otimização da terapêutica anti-infecciosa.
  • Controlo da infeção por microrganismos multirresistentes.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Realizamos a avaliação do viajante e os exames analíticos em menos de 24 horas.
  • Consulta de Segunda Opinião quando a infeção não chega a resolver-se.
  • Zelamos pela utilização prudente de antibióticos.