Utilização racional de antibióticos

"A resposta é complexa e ainda não dispomos de todos os dados, mas há algo absolutamente certo: são os próprios antibióticos que facilitam o desenvolvimento de resistências por parte das bactérias."

DR. JOSÉ LUIS DEL POZO LEÓN
DIRETOR. SERVIÇO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA

Imagem do selo de reconhecimento Merco Salud 2025. Clínica Universidade de Navarra

Uso inadequado de antibióticos e risco de resistências

A partir da disponibilidade da penicilina e, nos anos seguintes, foram desenvolvidos muitos fármacos antibacterianos, ao ponto de parecer que as doenças infecciosas poderiam deixar de representar qualquer problema para o ser humano. Mas a realidade é muito diferente.

Os antibióticos apenas curam infeções produzidas por bactérias e a grande maioria das infeções que qualquer um de nós sofre é causada por vírus, contra os quais os antibióticos não têm qualquer efeito. Os exemplos mais típicos são a gripe ou a constipação comum.

Cada vez que se toma um antibiótico, coloca-se um grão de areia no desenvolvimento de resistências que, mais cedo ou mais tarde, podem acabar por provocar em si uma infeção que coloque gravemente em risco a sua vida ou a de qualquer pessoa.

Imagen del icono de la consulta de Segunda Opinión. Clínica Universidad de Navarra

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Saiba mais sobre os antibióticos

Como funcionam

Existe uma única causa: o desenvolvimento, por parte das bactérias, de sistemas que as defendem dos efeitos que os antibióticos exercem sobre elas. Estes sistemas recebem o nome de mecanismos de resistência.

As bactérias, ao longo destes anos, aprenderam a desenvolver diversos e sofisticados sistemas de proteção: produzir proteínas que destroem a estrutura do antibiótico, impedir que o fármaco penetre no seu interior, modificar a forma do local onde o antibiótico atua e, até, dispor de um mecanismo que expulsa o fármaco uma vez que este tenha penetrado no seu interior.

As bactérias podem desenvolver um ou vários destes mecanismos, contra um ou contra vários antibióticos. Além disso, são capazes de transmitir esta informação sobre sistemas de resistência à totalidade dos seus descendentes e até a outras bactérias.

Conselhos para a utilização de antibióticos:

  • Se tiver uma doença que sugira uma infeção, não hesite: consulte o seu médico. Só ele está habilitado para decidir se esta infeção se cura ou não com antibióticos.
  • Aceite de bom grado a opinião do seu médico. Ele conhece e avalia a sua situação clínica e a do contexto envolvente; por isso, dispõe de informação que você desconhece. Ao médico só interessa a sua saúde.
  • Não guarde a medicação sobrante. O facto de ter sido prescrita pelo médico para tratar uma infeção semelhante à que apresenta agora não significa que vá ser eficaz neste momento.
  • Não recomende nem aceite que qualquer pessoa que não seja médico lhe prescreva um tratamento com antibióticos.

Suspeita que tem uma infeção?

Consulte o seu médico de família para que avalie a necessidade de iniciar tratamento com antibióticos

O Serviço de Doenças Infecciosas
da Clínica Universidad de Navarra

Diagnóstico e tratamento das doenças causadas por um agente infeccioso, que pode ser bactéria, vírus, fungo ou protozoário. As infeções afetam as pessoas, provocando processos muito distintos, que podem localizar-se em qualquer tecido do corpo humano, pelo que exigem uma abordagem específica.

Este serviço desenvolve a sua atividade em três vertentes: atividade assistencial, centrada no diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas; docência, com formação de estudantes de Medicina, médicos internos e enfermeiros; e vocação investigadora, através do desenvolvimento de estudos clínicos e laboratoriais.

Organizados em unidades assistenciais

  • Infeções associadas a biomateriais.
  • Infeções nosocomiais (multirresistências).
  • Infeções em doentes imunodeprimidos.
  • Infeção adquirida na comunidade.
  • Medicina do viajante.
  • Programa de utilização prudente e otimização da terapêutica anti-infecciosa.
  • Controlo da infeção por microrganismos multirresistentes.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Realizamos a avaliação do viajante e os exames analíticos em menos de 24 horas.
  • Consulta de Segunda Opinião quando a infeção não chega a resolver-se.
  • Zelamos pela utilização prudente de antibióticos.