Mononucleose infecciosa

«É vulgarmente conhecida como “a doença do beijo”, uma vez que se transmite por contacto direto com a saliva.»

DR. JOSÉ RAMÓN YUSTE ARA
ESPECIALISTA. SERVIÇO DE DOENÇAS INFECCIOSAS

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento da Pediatrics. Clínica Universidade de Navarra

A mononucleose infecciosa é também conhecida como febre glandular de Pfeiffer ou como "a doença do beijo", uma vez que se transmite por contacto direto com a saliva.

O vírus de Epstein-Barr é a causa mais frequente da mononucleose infecciosa.

É uma doença infecciosa, aguda, febril e autolimitada.

Na maioria dos casos, a mononucleose infecciosa resolve-se espontaneamente em 2-3 semanas.

Em doentes imunodeprimidos por imunodeficiência celular prévia, transplantes de medula óssea e de órgãos sólidos, o vírus de Epstein-Barr pode dar origem ao tumor de Burkitt (especialmente em zonas endémicas de paludismo) ou a outras síndromes linfoproliferativas (linfomas B).

Quais são os sintomas da mononucleose infeciosa?

A doença tem um período de incubação assintomático entre 10 e 50 dias.

Segue-se um período prodrómico que dura 7 a 14 dias, com mal-estar geral, cefaleia, astenia, anorexia, mialgias, dores abdominais…

Por vezes, o início é súbito ou agudo, com febre alta.

Os sintomas mais frequentes são:

  • Febre, geralmente elevada.
  • Astenia.
  • Tumefação dos gânglios linfáticos cervicais e occipitais, que são dolorosos.
  • Faringoamigdalite.
  • Esplenomegalia (aumento do tamanho do baço).
  • Hepatite anictérica.

Tem algum destes sintomas?

Pode ser que tenha mononucleose infeciosa

O que causa a mononucleose infeciosa?

É causada por um vírus da família Herpesviridae, denominado vírus de Epstein-Barr, que está distribuído por todo o mundo.

Transmite-se principalmente por secreções orais (saliva), através de beijos ou troca de saliva, ou seja, por contacto pessoal próximo, dada a sua baixa contagiosidade.

O vírus pode ser eliminado até 18 meses após a infeção primária e, depois, de forma intermitente ao longo da vida (na ausência de doença clínica). Com menor frequência, pode transmitir-se por transfusão sanguínea.

¿Quién puede padecerlo?

Afecta fundamentalmente a escolares, adolescentes y adultos jóvenes.

Es menos frecuente en niños preescolares (gran parte de las infecciones en ellos son asintomáticas) y es rara en el primer año de vida.

La mayor incidencia se encuentra entre los 4 y 12 años de edad.

Quais são as complicações?

Os sintomas da doença podem prolongar-se por 2 a 4 semanas. A febre resolve-se, habitualmente, em 2 semanas mas, por vezes, dura mais tempo.

A astenia persiste, em alguns casos, durante várias semanas e a esplenomegalia até 3 meses.

As complicações são raras, mas podem surgir as seguintes e, salvo algumas, costumam evoluir de forma benigna.

  • Neurológicas: meningite, paralisia de nervos cranianos, encefalite…
  • Hematológicas: anemia hemolítica, trombocitopenia (diminuição das plaquetas), granulocitopenia (diminuição de glóbulos brancos).
  • Respiratórias: pneumonias.
  • Rutura do baço: é uma complicação grave, mas pouco frequente.
  • Hepáticas (icterícia), renais (glomerulonefrite) e genitais (orquite).

Como se diagnostica a mononucleose infeciosa?

Tubos usados para la extracción de sangre en el Laboratorio de Extracciones

O diagnóstico da mononucleose infeciosa (doença do beijo) faz-se pelo quadro clínico e pelas alterações no sangue: aumento de leucócitos (glóbulos brancos), sendo típicos a linfocitose e o predomínio de linfócitos atípicos.

Existe uma elevação moderada das transaminases em 50% dos doentes.

Também se utilizam estudos serológicos que demonstram a presença de anticorpos (anticorpos heterófilos) e o estudo de anticorpos específicos para o vírus de Epstein-Barr (VEB).

Estes estudos ajudam a diferenciar esta doença de outras que podem cursar com clínica semelhante, causadas por outros agentes, como citomegalovírus, Toxoplasma gondii, vírus das hepatites, vírus do VIH, etc.

Como se trata a mononucleose infeciosa?

Em geral, é apenas necessário tratamento sintomático com antipiréticos e anti-inflamatórios. Em alguns casos, pode ser útil a utilização de glucocorticoides.

Nos doentes com sobreinfeção bacteriana faringoamigdalina, podem usar-se antibióticos, mas nunca ampicilinas ou amoxicilinas (podem desencadear exantemas).

Enquanto persistir a esplenomegalia, o doente deve evitar desportos ou outras atividades físicas que impliquem risco de rutura esplénica.

O Serviço de Doenças Infecciosas
da Clínica Universidad de Navarra

Diagnóstico e tratamento das doenças causadas por um agente infeccioso, que pode ser bactéria, vírus, fungo ou protozoário. As infeções afetam as pessoas, provocando processos muito distintos, que podem localizar-se em qualquer tecido do corpo humano, pelo que exigem uma abordagem específica.

Este serviço desenvolve a sua atividade em três vertentes: atividade assistencial, centrada no diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas; docência, com formação de estudantes de Medicina, médicos internos e enfermeiros; e vocação investigadora, através do desenvolvimento de estudos clínicos e laboratoriais.

Organizados em unidades assistenciais

  • Infeções associadas a biomateriais.
  • Infeções nosocomiais (multirresistências).
  • Infeções em doentes imunodeprimidos.
  • Infeção adquirida na comunidade.
  • Medicina do viajante.
  • Programa de utilização prudente e otimização da terapêutica anti-infecciosa.
  • Controlo da infeção por microrganismos multirresistentes.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Realizamos a avaliação do viajante e os exames analíticos em menos de 24 horas.
  • Consulta de Segunda Opinião quando a infeção não chega a resolver-se.
  • Zelamos pela utilização prudente de antibióticos.