Paludismo ou malária

"É uma doença que se limita a uma área geográfica específica, mas devido ao aumento do turismo, está a afectar pessoas em todo o mundo".

DR. JOSÉ LUIS DEL POZO LEÓN
DIRETOR. SERVIÇO DE DOENÇAS INFECCIOSAS

Merco Salud 2025 Imagem do selo de reconhecimento em Medicina Interna. Clínica Universidad de Navarra

O paludismo ou malária é causado por um grupo de parasitas do género Plasmodium, do qual existem quatro espécies que afectam o ser humano: falciparum, vivax, malariae e ovale.

O ser humano adquire a infecção através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, cujas glândulas salivares contêm as formas infectantes do parasita.

É uma doença limitada a uma zona geográfica concreta, mas que, devido ao aumento do turismo, afecta pessoas em todo o mundo.

Em Espanha, na Europa Ocidental e na América do Norte, a doença é adquirida por viajantes a zonas onde existe paludismo. Dado que as viagens por diferentes motivos são cada vez mais frequentes e os países visitados mais numerosos, a incidência desta doença em Espanha tem vindo a aumentar nos últimos anos.

Quais são os sintomas do paludismo ou malária?

Desde a picada do mosquito e a aquisição do parasita até ao início dos sintomas existe um período de incubação, que dura entre 9 e 30 dias. Em casos excecionais, e sobretudo na infeção por Plasmodium vivax, este período pode prolongar-se por vários meses.

A manifestação mais característica das diferentes formas de paludismo é o aparecimento de episódios de febre, precedidos de arrepios intensos, que cedem com sudorese muito abundante, dando lugar a uma fase de relaxamento e baixa temperatura. Estes ciclos repetem-se com uma cadência distinta consoante o ciclo de vida da espécie infetante, pelo que se fala de febre terçã (a cada três dias) ou quartã (a cada quatro dias).

Estes sintomas são mais ou menos intensos conforme a espécie de plasmódio que cause a infeção, e pode adotar formas crónicas em adultos de regiões endémicas, quase sem febre, constituindo uma síndrome chamada esplenomegalia tropical.

A espécie que provoca as formas mais graves é Plasmodium falciparum, capaz de causar complicações importantes, com atingimento cerebral, pulmonar e renal, e alterações hematológicas significativas. Estas formas podem levar à morte do doente, especialmente em pessoas não imunizadas de áreas onde habitualmente não existe paludismo.

Sintomas mais frequentes:

  • Episódios de febre.
  • Arrepios.

Tem algum destes sintomas?

É possível que tenha malária

Como se diagnostica a malária?

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Existem diferentes métodos de diagnóstico para a malária ou paludismo. Em Espanha, zona não endémica de paludismo, o mais importante é a suspeita perante um doente com sintomas compatíveis e que tenha viajado recentemente para uma zona endémica.

Existem métodos para visualizar diretamente o parasita no sangue, através de um exame denominado gota espessa, no qual uma extensão de sangue é corada com diversas técnicas para observar diretamente o parasita nos eritrócitos.

Também podem utilizar-se técnicas de biologia molecular para detetar o DNA do parasita.

Outros meios de diagnóstico indireto estudam diversas enzimas do parasita ou detetam anticorpos contra o mesmo.

Como se trata a malária ou paludismo?

É necessário distinguir entre as diferentes formas de paludismo. O paludismo não complicado, provocado por parasitas não falciparum, trata-se habitualmente com cloroquina por via oral, podendo utilizar-se como alternativas a quinina ou a pirimetamina-sulfadiazina. Nas zonas onde os plasmódios são resistentes à cloroquina pode também usar-se a mefloquina.

O paludismo grave, normalmente causado por Plasmodium falciparum e com muita frequência resistente à cloroquina, trata-se com quinina por via intravenosa, embora nos últimos anos se utilizem novos fármacos como a artemisinina, a mefloquina ou a halofrantina.

O Serviço de Doenças Infecciosas
da Clínica Universidad de Navarra

Diagnóstico e tratamento das doenças causadas por um agente infeccioso, que pode ser bactéria, vírus, fungo ou protozoário. As infeções afetam as pessoas, provocando processos muito distintos, que podem localizar-se em qualquer tecido do corpo humano, pelo que exigem uma abordagem específica.

Este serviço desenvolve a sua atividade em três vertentes: atividade assistencial, centrada no diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas; docência, com formação de estudantes de Medicina, médicos internos e enfermeiros; e vocação investigadora, através do desenvolvimento de estudos clínicos e laboratoriais.

Organizados em unidades assistenciais

  • Infeções associadas a biomateriais.
  • Infeções nosocomiais (multirresistências).
  • Infeções em doentes imunodeprimidos.
  • Infeção adquirida na comunidade.
  • Medicina do viajante.
  • Programa de utilização prudente e otimização da terapêutica anti-infecciosa.
  • Controlo da infeção por microrganismos multirresistentes.
Imagen de la fachada de consultas de la sede en Pamplona de la Clínica Universidad de Navarra

Porquê na Clínica?

  • Realizamos a avaliação do viajante e os exames analíticos em menos de 24 horas.
  • Consulta de Segunda Opinião quando a infeção não chega a resolver-se.
  • Zelamos pela utilização prudente de antibióticos.