Microcirurgia tubária

saiba mais sobre a esterilidade e infertilidade

Cerca de 15% da população atual sofre de esterilidade e/ou infertilidade, uma incidência considerada muito importante.

Estima-se que um casal é estéril quando depois de um ano de relações sexuais regulares, sem usar qualquer método contracetivo, ainda não conseguiu ficar grávido.

O conceito de esterilidade é muitas vezes confundido com o da infertilidade; porém, não é o mesmo. A infertilidade refere-se ao facto de um casal ter abortos de repetição; nesse aspecto, a idade da mulher tem um impacto significativo.

Entre 20 e 35 anos produz-se uma ligeira diminuição da fertilidade, condição que é maior na faixa etária de 35 a 40 anos e é muito marcada entre 40 e 45 anos, sendo as taxas de fertilidade muito baixas nessas idades.

Infografia sobre a reversão de laqueadura tubária
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A esterilidade (tanto feminina quanto masculina) é classificada como primária se a mulher nunca conseguiu engravidar, e secundária quando após um período de gestação, decorreram entre 1 e 2 anos sem gravidez.

As causas da esterilidade são variadas. O estudo deve basear-se em um exame físico e funcional. Em geral, a causa pode ser orgânica, funcional, imune e ainda de origem psíquica.

No conjunto de esterilidade feminina, entre 25 e 35% origina-se em alterações tubárias localizadas nas trompas de Falópio. As trompas são duas estruturas que ligam o útero com os dois ovários e constituem o local onde ocorre a fertilização, um fenômeno que não pode acontecer se houver obstrução das trompas ou se essas não funcionarem corretamente.

As causas de oclusão destas estruturas são diversas. As infecções geradas pela ação de microrganismos como clamídia e gonococo (geralmente transmitidos sexualmente) podem causar uma inflamação que pode obstruir as trompas de Falópio. O mesmo acontece com as infecções resultantes de processos inflamatórios intra-abdominais, como apendicite, diverticulite ou cirurgias anteriores (de ovários e fibromas, entre outras).

O fenómeno da hidrossalpinge pode ser outro dos agentes causadores; consiste na obstrução da trompa no seu terço distal, quando cheio com líquido inflamatório. O líquido pode entrar na cavidade uterina e provocar uma inflamação crónica, podendo afectar a capacidade do endométrio para se alojar no embrião.

A endometriose [ES], que ocorre quando o tecido endometrial “sai” do útero e “invade” o peritónio ou os ovários, causando inflamação crónica na pélvis e obstrução tubária, é outra possível causa da esterilidade de origem tubária.

A obstrução das trompas pode resultar da operação de esterilização das mulheres, isto é, uma laqueadura de trompas. No total, estima-se que 25% das mulheres que se submeteram a essa técnica cirúrgica como método contracetivo expressaram o desejo de serem mães.

Essa é uma percentagem significativa. Na Clínica, temos ampla experiência no tratamento microcirúrgico deste problema usando técnicas de microcirurgia, com índices de sucesso acima de 45% e melhores resultados em mulheres menores de 35 anos. 

Perante um caso de esterilidade, é essencial determinar se é de origem tubária. Por isso, a principal técnica de imagem utilizada é a ecografia.

Essa técnica pode detetar a presença de certas lesões nas trompas, que indicam a existência de uma obstrução. Entre essas alterações, o especialista menciona a hidrossalpinge e a piossalpinge (inflamação das trompas).

Para determinar mais precisamente a permeabilidade das trompas, a Clínica desenvolveu um método que consiste na introdução de soro salino através do útero. Com o uso de ecografia Doppler, o especialista observa se o soro circula o não pelas trompas.

É um método de diagnóstico muito bem tolerado pelos pacientes. Em face da técnica da histerossalpingografia, que consiste na introdução de líquido de contraste no útero e observação radiográfica, a técnica da Clínica aporta benefícios significativos como a ausência de preparação prévia, menor manipulação do colo do útero e, portanto, menos dor pós-operatória, bem como a inexistência de radiações ionizantes.

Se a permeabilidade tubária for confirmada, não será necessário um teste de diagnóstico adicional. 

Cada casal que tenha mais de um ano sem conceber, mesmo mantendo relações sexuais normais, completas e sem métodos contracetivos, e desejoso de ter filhos, deve ser submetido a um estudo minucioso”.

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